Problema de umidade sem solução desde 2025 no Residencial Sábias

Reclamação em réplica

Em réplica

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Cotia - SP

25/05/2026 às 14:16

ID: 249610969

Sou moradora do Residencial Sabiás e venho registrar minha insatisfação diante da falta de solução para um problema de umidade no imóvel, cujo chamado foi aberto ainda em 2025.

Até o momento, foram realizados apenas alguns reparos externos, porém o problema interno nunca foi resolvido. O quarto continua apresentando forte umidade e mofo recorrente nas paredes, mesmo mantendo o ambiente ventilado durante todo o dia. Trabalhamos em home office, então as janelas permanecem abertas constantemente, além da parede receber incidência direta de sol durante toda a tarde.

Ou seja, não se trata de falta de ventilação ou mau uso do imóvel, mas sim de um problema estrutural que persiste há meses.

A situação está se tornando insustentável. Meu marido possui problemas respiratórios e vem sofrendo muito com o mofo constante.

Também estamos enfrentando prejuízos materiais, já que nossos móveis planejados estão sendo afetados pela umidade, colocando em risco todo o investimento realizado.

Entramos novamente em contato em 19/03/2026 e nos informaram que receberíamos um retorno, porém até agora seguimos sem posicionamento concreto e sem solução efetiva.

Sempre tivemos uma boa relação com a construtora, cumprimos corretamente com nossas obrigações e inclusive indicamos o empreendimento para outras pessoas. Porém, diante da demora e da falta de resolução, decidimos registrar esta reclamação publicamente.

Solicitamos urgência no caso, com uma avaliação técnica adequada e uma solução definitiva para o problema de umidade, incluindo os reparos internos necessários, impermeabilização e tratamento antimofo.

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Resposta da empresa

08/06/2026 às 16:06

Prezada Sra. Priscila,

Agradecemos seu contato e a oportunidade de prestar os devidos esclarecimentos.

Em atendimento à sua solicitação, foi realizada vistoria técnica no imóvel, ocasião em que foi constatada a presença de mofo nas paredes e no teto do dormitório do casal. Durante a inspeção, não foram identificadas trincas, fissuras, falhas de vedação ou quaisquer indícios de infiltração, tanto nas áreas internas quanto externas da edificação.

De acordo com a análise realizada pela equipe de engenharia, as características observadas são compatíveis com um processo de condensação superficial, fenômeno que ocorre em razão da diferença de temperatura entre os ambientes interno e externo, associada à elevada umidade relativa do ar da região e à produção natural de vapor de água no interior da residência decorrente de sua ocupação.

Durante a vistoria, também foram prestadas orientações quanto às medidas que podem auxiliar na redução da formação de mofo, entre elas:

Realizar limpeza periódica das superfícies afetadas;
Manter os ambientes adequadamente ventilados;
Favorecer a circulação de ar entre paredes e mobiliários;
Utilizar desumidificador de ambiente, quando necessário.

Dessa forma, considerando a ausência de evidências que caracterizem infiltração ou falha construtiva relacionada à estanqueidade da edificação, o parecer técnico conclui que a manifestação observada está predominantemente associada às condições de condensação e à umidade ambiental.

Compreendemos os transtornos relatados e esclarecemos que as conclusões apresentadas refletem os resultados obtidos durante a avaliação técnica realizada no imóvel.

Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais por meio de nossos canais oficiais de atendimento.

Telefone: (11) 97242-1095
E-mail: [email protected]

Atenciosamente,
Construtora Objeto

Réplica do consumidor

08/06/2026 às 16:48

Prezados,

Recebi o parecer técnico encaminhado pela construtora e manifesto minha total discordância quanto às conclusões apresentadas.

O relatório atribui a ocorrência de mofo e umidade à chamada "condensação superficial", alegando que o problema decorre de fatores ambientais e da utilização normal do imóvel. Contudo, tal conclusão não se sustenta diante da realidade observada no apartamento.

Primeiramente, o quarto afetado é justamente o cômodo mais ventilado da residência. Eu e meu marido trabalhamos em home office, razão pela qual as janelas permanecem abertas durante praticamente todo o dia. Além disso, a parede atingida recebe incidência direta de sol durante toda a tarde, aproximadamente entre 12h e 17h.

Se a causa fosse efetivamente condensação decorrente de falta de ventilação ou excesso de umidade gerada pela ocupação normal do imóvel, seria razoável esperar que outros ambientes apresentassem o mesmo problema. Entretanto, isso não ocorre.

O quarto utilizado como escritório permanece ocupado durante todo o dia, possui menor incidência solar e, ainda assim, não apresenta qualquer sinal de mofo ou umidade. Da mesma forma, os demais cômodos do apartamento permanecem íntegros.

Outro ponto que merece destaque é que nem todas as unidades do empreendimento apresentam esse problema. Se a origem fosse exclusivamente relacionada às condições climáticas da região ou à umidade natural do ar, seria esperado que a manifestação ocorresse de forma muito mais ampla entre os apartamentos, o que não acontece.

Além disso, o problema é recorrente e persiste desde *****, apesar das inúmeras limpezas realizadas. A recomendação de simplesmente limpar as paredes periodicamente não pode ser considerada uma solução técnica para uma anomalia que reaparece continuamente há meses.

Também considero absolutamente insustentável a orientação de realizar limpezas como forma de lidar com a situação. Limpar constantemente as paredes e o teto não resolve a causa do problema, apenas remove temporariamente os seus efeitos visíveis. Eu já faço limpezas semanais há anos e nunca resolveu o problema.

Não é razoável que um consumidor que investiu um valor significativo na aquisição de um imóvel seja obrigado a conviver permanentemente com mofo, realizando limpezas frequentes para tentar conter uma situação que deveria ser tecnicamente investigada e definitivamente solucionada.

Ao adquirir um imóvel novo, o comprador espera receber um produto adequado à sua finalidade, com condições normais de habitabilidade, salubridade e conservação. A necessidade de remover mofo das paredes e do teto de forma recorrente não pode ser considerada uma condição normal de uso, tampouco uma solução aceitável para um problema que persiste há mais de um ano.

A situação já está causando prejuízos concretos. O mofo e a umidade estão atingindo móveis planejados de alto valor instalados no quarto, colocando em risco um investimento significativo realizado para o imóvel. Caso ocorram danos permanentes aos móveis, entendo que a construtora poderá ser responsabilizada pelos prejuízos materiais decorrentes da não resolução do problema, mesmo após diversas notificações e solicitações de atendimento.

Ressalto ainda que o Código de Defesa do Consumidor (Lei n *****/*****) estabelece a responsabilidade do fornecedor pelos vícios que comprometam a qualidade, a segurança e a adequação do produto entregue ao consumidor, bem como o dever de reparar defeitos que afetem sua utilização normal.

Da mesma forma, o artigo ***** do Código Civil prevê a responsabilidade do construtor pela solidez e segurança da obra, abrangendo vícios construtivos que venham a se manifestar após a entrega do imóvel.

Diante disso, não concordo com o encerramento do caso com base exclusivamente na alegação de condensação superficial, especialmente porque os fatos observados no imóvel não são compatíveis com essa conclusão.

Outro aspecto que causa preocupação é que o parecer apresentado não demonstra a realização de testes ou medições capazes de comprovar tecnicamente a origem do problema. Não foram apresentados registros de medição de umidade, ensaios específicos, análise por termografia ou qualquer outro elemento técnico que afaste de forma conclusiva a possibilidade de infiltração, falha de impermeabilização, ponte térmica ou outro vício construtivo.

Portanto, entendo que a conclusão apresentada se baseia em uma hipótese, sem que tenha sido demonstrada tecnicamente a efetiva causa da umidade recorrente que afeta o imóvel há meses.

Registro ainda que considero desrespeitoso com o consumidor atribuir o problema exclusivamente aos hábitos de utilização do imóvel quando o apartamento é mantido adequadamente ventilado, recebe incidência solar diária por várias horas e apresenta o problema de forma isolada em apenas um cômodo.

Permaneço aguardando providências concretas para a resolução do caso. Ressalto que, diante da persistência do problema, da ausência de solução efetiva desde ***** e dos prejuízos já suportados, reservarei meu direito de buscar os meios administrativos e judiciais cabíveis para a defesa dos meus direitos e para o ressarcimento de eventuais danos materiais e morais decorrentes da situação.

Atenciosamente,
*****