Reclamação não resolvida

Não resolvido

Reclamar dessa empresa

Boituva - SP

13/04/2026 às 22:51

ID: 245970255

Eu fiz um contrato para tratamento ortodôntico. Para as minhas filhas e quando tive um problema né por conta do meu salário baixo e eu ter tudo sozinho e tudo mais pedi pra essa empresa se eu podia pagar parcelado no cartão pra me ajudar E foi negado mais uma vez eu tentei ER com o pagamento no cartão de crédito parcelado para me ajudar dado as circunstâncias que são dois contratos que eu tenho e não mais uma vez foi negado por este motivo infelizmente não consegui manter os pagamentos pois eu pago o aluguel da minha casa eu tenho que sustentar a casa Sou a única professora da minha casa não tenho outra pessoa que me ajude então eu tive que priorizar ou a gente come e tem o mínimo do básico ou eu pagaria as mensalidades dos aparelhos delas dada as circunstâncias que a empresa não quis parcelar pra mim no cartão Hoje 13/4 recebo uma informação de que estou sendo Processada pela empresa Salute por falta de pagamento ou seja por inadimplência dada as circunstâncias que eu procurei a empresa sim outras vezes para fazer um negociado e me foi negado aí agora estão me ameaçando Penhora on-line ou seja bloquear as minhas contas

Compartilhe

Resposta da empresa

15/04/2026 às 10:00

A empresa vem, primeiramente, manifestar respeito à sua situação pessoal, compreendendo as dificuldades financeiras relatadas e a responsabilidade envolvida no sustento familiar.

No entanto, é importante esclarecer que houve a celebração de contratos válidos entre as partes, com condições previamente estabelecidas e livremente aceitas, especialmente no que se refere à forma de pagamento dos serviços ortodônticos contratados.

Durante a vigência contratual, a empresa manteve-se à disposição para o regular cumprimento dos serviços, não havendo qualquer falha na prestação, interrupção indevida ou conduta que pudesse gerar prejuízo à consumidora.

Com relação às solicitações de alteração na forma de pagamento, esclarecemos que tais pedidos foram analisados, porém não foi possível atendê-los nas condições pretendidas, uma vez que fogem às políticas internas da empresa. Ressalta-se que a inexistência de concessão de condições excepcionais não caracteriza irregularidade ou prática abusiva.

Lamentamos que, diante das dificuldades relatadas, não tenha sido possível a continuidade dos pagamentos. Contudo, a inadimplência decorreu de circunstâncias alheias à atuação da empresa, que não deu causa à situação.

Importante destacar que não houve qualquer prejuízo causado pela empresa à consumidora que justifique alegações de exposição ou conduta indevida. Ao contrário, a empresa sempre atuou de forma ética, transparente e dentro dos limites contratuais.

Eventuais medidas de cobrança adotadas decorrem do exercício regular de direito, diante do inadimplemento contratual, não havendo qualquer irregularidade nesse procedimento.

Por fim, permanecemos à disposição para buscar uma solução amigável, dentro das possibilidades da empresa, prezando sempre pelo respeito e pela boa-fé na relação com nossos clientes.

Atenciosamente,
Equipe Salute

Réplica do consumidor

30/06/2026 às 11:45

O motivo da minha reclamação é a forma como venho sendo tratada durante as tentativas de negociação da minha dívida.

Desde o início, demonstrei interesse em resolver a situação de forma amigável. No entanto, a modalidade de pagamento apresentada pela empresa não atende à minha realidade financeira no momento. Diante disso, o caso foi encaminhado ao departamento jurídico, o que compreendo, pois sei que a empresa também precisa resguardar seus interesses.

Ocorre que, ao passar a tratar diretamente com o advogado responsável pelo jurídico da empresa, Dr. Bruno Garisto Freire, a condução do atendimento passou a ser extremamente desgastante. Inicialmente, ele aparentou estar disposto a buscar uma solução, porém passou a insistir que toda a comunicação fosse realizada exclusivamente por ligação telefônica, recusando-se a responder às mensagens enviadas via WhatsApp. Para mim, esse registro por escrito é importante, pois garante transparência e segurança para ambas as partes.

Na data de hoje, 30/06/*******, entrei novamente em contato com o objetivo de, mais uma vez, tentar negociar minha dívida de forma amigável e dentro das minhas condições financeiras. Expliquei que não possuo cartão de crédito, que é a forma de pagamento que me foi oferecida, e que também não tenho condições de quitar o valor integral de uma só vez. Sou mãe solo, possuo renda mensal de aproximadamente R$ 2.*******,00, pago R$ 1.*******,00 de aluguel, além de arcar com todas as demais despesas essenciais da minha família.

Durante a ligação, fui tratada de maneira ríspida e desrespeitosa. O advogado não permitiu que eu concluísse minha fala, interrompeu a conversa diversas vezes, desligou o telefone enquanto eu ainda tentava dialogar e, em seguida, bloqueou meu contato, impossibilitando qualquer nova tentativa de negociação.

Após esse ocorrido, entrei em contato com a Orthodontic para relatar o atendimento recebido e solicitar auxílio na resolução do problema. Entretanto, fui informada de que o assunto continuaria sendo tratado apenas por ligação telefônica, sem qualquer possibilidade de comunicação formal por escrito.

Possuo prints que demonstram minhas diversas tentativas de contato via WhatsApp com o Dr. Bruno, evidenciando meu interesse em dialogar e encontrar uma solução.

Quero deixar claro que em nenhum momento me eximi da responsabilidade pela dívida. Reconheço minha inadimplência e justamente por isso venho buscando, desde o início, um acordo que seja compatível com minha realidade financeira. Também ressalto que jamais fui desrespeitosa, ofensiva ou grosseira durante qualquer contato. Meu único objetivo sempre foi esclarecer dúvidas e encontrar uma solução amigável que atendesse aos interesses de ambas as partes.

Minha reclamação, portanto, não se refere à cobrança da dívida em si, mas à forma desrespeitosa, intimidadora e pouco transparente com que fui tratada durante as tentativas de negociação, especialmente pela recusa em manter um canal de comunicação formal por escrito e pela postura adotada durante os atendimentos telefônicos. Espero que a empresa apure os fatos e adote as medidas cabíveis para que nenhum outro consumidor passe por situação semelhante.

Outro ponto que me causa grande preocupação é o fato de que todo o atendimento foi conduzido por ligação telefônica, o que me impede de comprovar a forma grosseira e desrespeitosa com que fui tratada. Essa situação me deixa ainda mais insegura, especialmente porque o advogado se recusou a manter a comunicação por escrito, mesmo por WhatsApp, onde haveria um registro fiel das conversas.

Também me causou estranheza o fato de o Dr. Bruno afirmar, de maneira enfática, que "eu não sou cliente dele", como se isso justificasse a forma como conduziu o atendimento. Independentemente da relação profissional existente, acredito que qualquer consumidor merece ser tratado com respeito, educação e profissionalismo, principalmente quando está buscando uma solução amigável para regularizar sua situação.

O que mais me entristece é que, durante todo esse processo, meu único objetivo sempre foi negociar de boa-fé e encontrar uma alternativa viável para ambas as partes. Em nenhum momento procurei me esquivar da minha responsabilidade, apenas busquei um tratamento digno e respeitoso, que infelizmente não recebi.

Consideração final do consumidor

30/06/2026 às 12:10

desrepeitosa com o cliente

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

0

Consideração final da empresa

01/07/2026 às 18:53

A empresa reclamada, por intermédio de seu advogado subscritor, vem, respeitosamente, apresentar manifestação em sentido contrário às alegações formuladas pela reclamante, pelos fundamentos a seguir expostos.

1. Síntese da narrativa apresentada pela reclamante

A reclamante sustenta, em síntese, que teria sido tratada de forma desrespeitosa durante tratativas de negociação de débito, atribuindo ao patrono da empresa condutas supostamente ríspidas, interrupções de diálogo, recusa de comunicação escrita e encerramento unilateral de contato.

Contudo, tais alegações não correspondem à realidade dos fatos.

2. Da atuação profissional do patrono da empresa

Inicialmente, cumpre esclarecer que não há qualquer obrigação legal ou funcional do advogado em manter atendimento por aplicativo de mensagens (WhatsApp), especialmente quando já disponibilizados canais formais de negociação, como contato telefônico e tratativas jurídicas regulares.

Ainda assim, por liberalidade e boa-fé profissional, o patrono da empresa manteve contato direto com a reclamante em diversas oportunidades, buscando exclusivamente viabilizar solução consensual para a quitação do débito, sempre dentro dos limites técnicos e institucionais da função que exerce.

Importante destacar que a atuação do advogado da empresa se deu estritamente dentro da legalidade, com postura profissional, técnica e voltada à composição do conflito, sendo certo que o recebimento de valores decorrentes de inadimplemento contratual integra, inclusive, o exercício regular da atividade jurídica em favor de seu constituinte.

3. Do comportamento da reclamante e da ruptura da urbanidade

Ao contrário do narrado, o que se verificou no curso das tratativas foi a escalada de comportamento hostil por parte da reclamante, que passou a adotar postura incompatível com o diálogo respeitoso necessário à resolução do conflito.

Durante atendimento telefônico, a reclamante teria, inclusive, proferido ofensas diretas ao patrono da empresa, chamando-o de advogado [Editado pelo Reclame Aqui], em ambiente com presença de terceiros, inclusive outros profissionais da advocacia que presenciaram o ocorrido.

Tal conduta, além de absolutamente reprovável, evidencia que a ruptura do diálogo não decorreu de qualquer postura abusiva do advogado da empresa, mas sim da escalada de agressividade por parte da própria reclamante.

4. Da interrupção do contato e encerramento da comunicação

O encerramento de determinadas interações ocorreu em contexto de evidente deterioração do diálogo, após reiteradas manifestações de desrespeito e inviabilização de tratativas minimamente civilizadas.

Não houve bloqueio arbitrário ou recusa injustificada de negociação, mas sim a necessidade de resguardar a urbanidade profissional e preservar a integridade do atendimento jurídico, diante de condutas incompatíveis com o mínimo padrão de respeito exigido em qualquer relação interpessoal.

5. Da inexistência de conduta abusiva ou ilícita

Em nenhum momento houve:

tratamento ofensivo;
conduta intimidadora;
negativa de negociação;
ou qualquer forma de desrespeito institucional.
Ao contrário, a empresa e seu patrono sempre buscaram solução amigável, inclusive diante da inadimplência confessada pela própria reclamante, a qual reconhece a existência da dívida e suas limitações financeiras.

O fato de não haver acordo imediato não pode ser interpretado como abuso, tampouco a adoção de canal telefônico como forma de comunicação configura irregularidade.

6. Conclusão

Diante do exposto, resta evidenciado que:

a) o advogado da empresa atuou com técnica, urbanidade e boa-fé;
b) não há obrigação de atendimento via WhatsApp;
c) houve tentativa reiterada de solução consensual;
d) o comportamento ofensivo partiu da própria reclamante, inclusive com insultos pessoais;
e) não houve qualquer prática abusiva por parte da empresa ou de seu patrono.

Assim, requer-se que a presente reclamação seja integralmente desconsiderada, por ausência de suporte fático e jurídico idôneo.

Termos em que,
Pede deferimento.