Oficina Club: Prática abusiva de venda casada em evento Open Bar, atendimento péssimo e desrespeitoso.

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Cuiabá - MT

19/03/2026 às 22:11

ID: 243796375

Eu e um grupo de amigos entramos na casa noturna Oficina Club no dia 22 de fevereiro de 2026, aproximadamente as 23:00, atraídos pelo valor da entrada que incluía open bar. Pagamos R$ 50,00 e, ao entrar, não fomos informados de que seria obrigatório comprar um copo da casa para consumir as bebidas já pagas. Caso essa informação tivesse sido prestada previamente, eu já teria questionado na hora, pois sou da área jurídica e sei que se trata de prática abusiva conhecida como venda casada.

Ao tentar pegar bebida no último andar, único local onde estavam servindo, fui informado pelo barman de que deveria adquirir o copo da casa. Diante disso, desci, peguei uma água mineral em copo que estava disponível no piso térreo, consumi a água e retornei para ser atendido, porém o barman se recusou a me servir, afirmando de forma bem grosseira que não utilizaria aquele copo.

A princípio procurei o segurança da entrada, que não foi receptivo, e depois o gerente, *****, a quem expliquei que a exigência de compra do copo configura prática abusiva, nos termos do art. 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor. O gerente tentou argumentar, mas não apresentou justificativa plausível, até porque não há, e acabou me fornecendo um copo da casa gratuitamente, evidenciando o reconhecimento da irregularidade da prática.

A situação piorou quando percebi que meus amigos continuavam sem consumir as bebidas pelas quais haviam pago. Retornei ao gerente com eles e solicitamos copos, ainda que simples, mas ele se recusou. Nesse momento, o gerente alegou que não estava me ouvindo bem e me conduziu até a eclusa da boate para tratar da situação. Ao chegar lá, fui hostilizado pelo segurança que estava na portaria, que já tinha conhecimento da minha demanda, pois eu já havia tratado do assunto anteriormente com o mesmo segurança.

O gerente alegou que a obrigatoriedade do copo havia sido informada na divulgação do evento, à qual não tivemos acesso. Expliquei que, mesmo que houvesse aviso ou qualquer registro escrito, a exigência configura venda casada, e que nenhum aviso ou divulgação se sobrepõe à legislação. Ele também afirmou que seria possível entrar no evento com copo particular, o que se mostrou inconsistente, já que fui impedido de ser servido com o copo da água que eu bebi, que nesse momento era o meu copo particular.

Em seguida, o gerente se retirou sem resolver a situação e sem aviso, não forneceu os copos e me deixou no local, onde fui novamente tratado de forma totalmente hostil. O segurança da portaria afirmou, na maior grosseria, que lá funcionava assim e acabou e me perguntou se eu iria entrar ou sair da festa. Respondi que iria permanecer, pois havia pago e estava só reclamando os meus direitos, porque isso estava na lei. Nesse momento, fui praticamente arrastado pelo bombeiro civil de volta ao interior da boate, enquanto ele debochava: O que você entende de lei?. Eu respondi: Sou advogado licenciado, foi justamente isso que estudei. Já havia sido arrastado para dentro quando a porta se fechou de maneira abrupta praticamente na minha cara.

Meus amigos, que estavam do lado de dentro, próximos à porta, esperando o desfecho, ao presenciarem a situação, vieram preocupados, questionando se eu havia sido agredido, pois viram a forma como voltei arrastado e a brutalidade com que a porta foi fechada em mim. Após relatar brevemente o ocorrido para os meus amigos, decidi deixar o local às 23:29, extremamente insatisfeito, humilhado e inerte com toda a situação.

Ressalto que, ao adquirir ingresso open bar, o consumidor paga pelo direito de consumir bebidas livremente durante o evento. Sem o fornecimento de um meio adequado para consumo, como um copo, o serviço se torna inviável. Exigir a compra de um item adicional para usufruir do que já foi contratado configura venda casada, prática abusiva que restringe o acesso ao serviço e transfere indevidamente ao consumidor um custo que deveria estar incluído na oferta.

Já formalizei uma denúncia/reclamação no PROCON do Estado de São Paulo e tentei registrá-la no site Consumidor.com, mas não consegui, porque a empresa não está cadastrada. Considero importante também esclarecer o ocorrido aqui nesta plataforma.
Ao sair da casa noturna eu verbalizei ao Gerente que eu iria buscar meus direitos e assim o farei.

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