Reparo mal executado causou a que..o

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Guapimirim - RJ

12/01/2026 às 17:30

ID: 237440223

RELATO DO CASO
No dia 17/11/2025, fiz o primeiro contato, via WhatsApp,com a Oficina Padrão localizada em
Teresópolis,
com a finalidade de agendar atendimento para o veículo Chevrolet Cruze 1.8, automático,
ano
2012, cor branca. Na ocasião, o veículo apresentava algumas avarias, tais como: luz do
ABS
acesa (problema elétrico), vazamento de óleo na tampa de válvula do motor e no copo do
filtro de
óleo (problema mecânico). Após relatar os fatos por meio de áudios,o atendente sugeriu
que o
veículo fosse levado primeiramente a uma auto elétrica para resolução da luz do ABS,
ficando a parte
mecânica para um momento posterior.
No dia 19/11/2025, realizei novo contato e ficou agendado o atendimento do veículo para o
dia
21/11/2025. Expliquei novamente, por áudio,que o carro havia apresentado vazamento na
tampa
de válvula,defeito este deixado por outra oficina em Guapimirim,onde o veículo chegou a
engasgar em razão de possível combustível remanescente.Na ocasião,a outra oficina abriu
a
tampa de válvula para verificação, realizou diagnóstico,trocou a junta e informou ter sanado
o
vazamento.Ressalte-se que,ao ser levado à oficina de Teresópolis,o veículo não
apresentava
problemas de funcionamento,nem barulhos no motor, tampouco luz de óleo acesa ou
qualquer
outro indicativo de falha grave.
Em 21/11/2025,o veículo deu entrada na oficina às 8h,conforme previamente agendado.
Inicialmente,foi apresentado um orçamento de revisão geral no valor de R$ 8.250,00.
Optei,contudo,por um orçamento de prioridades no valor de R$ 2.446,40.
Posteriormente,ficou ajustado que eu levaria as peças necessárias,e a oficina
realizaria o serviço,tendo sido informado,inicialmente,o valor aproximado de R$ 1.000,00
apenas
de mão de obra.
Em 24/11/2025,as peças foram entregues à oficina.Posteriormente, fui informada de que ao
removerem a tampa de válvula,foi constatado um problema na bobina de
ignição,a qual estaria com um dos encaixes de vela rompido e que a mesma precisaria ser
trocada(o carro encontrava-se
funcionando normalmente e sem apresentar sintomas relacionados à bobina de ignição).
A oficina informou também que seria necessário chamar um torneiro mecânico para realizar
um
novo rosqueamento no cabeçote,sob a justificativa de que os parafusos da tampa de válvula
não
estavam pegando rosca.Esse serviço extra,teve um custo de R$ 350,00,elevando o valor
da mão de obra de R$ 1.000,00 para R$ 1.350,00.Também me foi informado que o carro passaria por uma lavagem de motor superior e inferior(serviço que nao pedi,apenas fui comunicado que seria feito).27/11/2025 á tarde por volta das 15:42,fui informada de que o carro estaria
pronto.Contudo,em razão do horário,ficou
acertado que a retirada ocorreria apenas em 28/11/2025,pela manhã. Na retirada do
veículo,foi pago o valor acertado de mão de obra de R$ 1.350
informado por um funcionário da oficina chamado *****,que o carro teria permanecido
ligado em marcha lenta por um período prolongado(o dia inteiro,nas palavras dele)para
testes,procedimento este inadequado, uma vez que pode causar superaquecimento do
motor. O
teste correto seria com o veículo em movimento.
Após o pagamento do valor de R$ 1.350,00 em dinheiro,a oficina não emitiu nota fiscal e nem recibo de pagamento.o veículo foi retirado da
oficina.Entretanto,15 a 20
minutos após sair do local,o carro apresentou falha grave,travando o motor de forma
súbita,sem qualquer aviso prévio,barulho
ou sinal de alerta,apagando completamente em pleno trânsito, colocando em risco a vida do
condutor.
Diante do ocorrido,meu esposo entrou em contato imediatamente com a oficina,que enviou
ao local um eletricista de outra oficina (pensando se tratar de problemas elétricos),o qual
não conseguiu detectar o problema.O veículo foi rebocado a uma oficina auto
elétrica,onde,após algumas verificações,me foi informado que o
problema seria um travamento do motor do carro.O veículo foi então rebocado de volta a
oficina a qual havia feito os últimos reparos.A oficina,contudo,se eximiu de qualquer
responsabilidade sobre o ocorrido,alegando que o serviço prestado nada tinha relação com o
travamento do motor do carro.
O veículo permaneceu na oficina para suposta investigação do dia 28/11/25 a 03/12/25,porém os responsáveis apenas
refizeram os reparos em busca de vestígios (procedimento apresentado em video).Em
02/12/2025, ao entrar em contato para obter
informações,fui informada de que o problema não teria relação com os serviços prestados,
negando-se,novamente,a qualquer responsabilidade,sendo solicitado apenas que o carro
fosse
retirado do local.
Sem sucesso na tentativa de resolução administrativa,informei que buscaria meus direitos
pela via
judicial. Em 03/12/2025, providenciei o reboque do veículo de volta para casa até que
encontrar uma oficina para fazer o conserto do carro.
O carro foi rebocado até outra oficina onde lá teve o diagnóstico de "motor trancado(bomba de óleo quebrada).Removida e trocada a bomba de óleo e várias outras peças o motor voltou a funcionar,mas isso foi gerada um prejuízo de quase R$ 5.700,00.
Resumo da opera:A empresa fez reparos no sistema de lubrificação do carro e consequentemente isso de alguma maneira quebrou a bomba de óleo que por sua vez causou o travamento do virabrequim.Solicito a empresa que considere resolver esse problema por via administrativa,caso se neguem infelizmente estarei entrando com uma ação judicial para ressarcimento dos prejuízos financeiros e transtornos causados por eventual erro de execução de serviço por parte da oficina.

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Resposta da empresa

14/01/2026 às 09:41

Prezado Sr. Cícero Roberto Andrade da Silva,

A Oficina Padrão vem, por meio desta, prestar os devidos esclarecimentos acerca dos fatos relatados.

Os serviços executados em seu veículo Chevrolet Cruze 1.8, ano 2012, limitaram-se exclusivamente à substituição da tampa de válvulas e à troca de óleo do motor, conforme previamente acordado, utilizando óleo especificado pelo fabricante, aplicação de torques conforme manual técnico e procedimentos padrão de manutenção.

Esclarecemos que não foi realizado qualquer serviço interno no motor, tampouco intervenção em componentes do sistema de lubrificação, como bomba de óleo, virabrequim ou mancais.

A lavagem do motor foi realizada como procedimento técnico complementar, comum após serviços que envolvem vazamento de óleo, justamente para permitir a correta inspeção de possíveis vazamentos posteriores o que, no caso, não foi constatado após a manutenção.

Quanto ao período de testes, informamos que o veículo permaneceu em funcionamento dentro dos parâmetros normais de oficina. Ressaltamos que o sistema de arrefecimento do veículo é projetado para manter a temperatura adequada de operação, inclusive em marcha lenta, não havendo qualquer registro de superaquecimento durante os testes realizados.

O veículo foi entregue em pleno funcionamento, sem falhas aparentes, ruídos anormais, luzes de advertência ou qualquer indício de problema grave no momento da retirada.

Compreendemos a frustração do cliente diante do problema posteriormente ocorrido. Contudo, conforme amplamente documentado na literatura técnica e relatos recorrentes da linha GM com motores Ecotec, falhas na bomba de óleo podem ocorrer de forma súbita e imprevisível, sem relação direta com serviços externos como os executados por nossa oficina.

Após análise interna, não foi identificado nexo causal técnico entre os serviços prestados pela Oficina Padrão e o travamento do motor posteriormente diagnosticado em outro estabelecimento.

Permanecemos sempre abertos ao diálogo e prezamos pela transparência e boa-fé nas relações com nossos clientes. No entanto, diante da inexistência de vínculo técnico entre o serviço realizado e o dano alegado, não foi possível assumir responsabilidade por um evento alheio à manutenção executada.

A Oficina Padrão segue à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.