Cobrança indevida, retenção de valores e negativa de reembolso do Método Escala

Não respondida
Brasília - DF
09/12/2025 às 18:35
ID: 234234227
Old Company / Método Escala CNPJ *****
Cobrança indevida de entrada mínima, valores proporcionais fictícios e negativa abusiva de reembolso, mesmo com apenas 12% de uso real
Descrição:
Contratei o Método Escala em julho e, após poucos meses, pedi cancelamento. A empresa respondeu apenas em novembro e, desde então, criou valores não previstos em contrato para justificar retenção indevida, alem de ter passado mais de 10 dias e silêncio.
A resposta mais recente da Old Company contém diversos pontos que não correspondem ao contrato assinado e nem ao CDC:
1. Entrada mínima de R$ 3.000 valor inexistente no contrato
O contrato prevê:
entrada de R$ 10.000,
6 parcelas de R$ 1.000.
Não existe nenhuma cláusula autorizando a empresa a recalcular uma entrada mínima de R$ 3.000 por mês ou criar uma tabela de uso proporcional mensal.
Essa regra foi inventada pela empresa, sem base contratual.
2. Cobrança proporcional por mês
A empresa criou a ideia de que cada mês custa R$ 1.500 e que deve ser descontado da entrada paga.
Isso não existe em nenhuma cláusula do contrato e configura cobrança indevida, vedada pelo CDC (art. 39, V).
3. Uso real de apenas 12%
A empresa afirmou que assisti 95% de um módulo, mas as imagens anexadas comprovam:
Módulo Vendas: 2/27 aulas
Todos os demais: 0 aulas
Progresso total da plataforma: 12%
Ou seja, não houve uso substancial que justifique retenção integral.
4. Cláusula de não devolução após 7 dias é abusiva
Embora o contrato mencione não haver devolução após 7 dias, essa cláusula não prevalece sobre o CDC, especialmente em serviços digitais e educacionais:
Art. 6, V direito à revisão do contrato por onerosidade excessiva.
Art. 39, V vedação à vantagem exagerada.
Art. 51, IV cláusulas que imponham desvantagem exagerada são nulas de pleno direito.
Reter 100% de R$ 10.000, mesmo com 12% de uso, configura exatamente vantagem exagerada.
5. Demora e silêncio administrativo
A empresa demorou semanas para responder, ignorou mensagens, e só retornou quando notificada publicamente. Desde 28 de novembro não houve retorno consistente. Isso viola o dever de atendimento adequado previsto pelo CDC.
6. Proposta inicial da empresa contradiz sua própria resposta jurídica
Em novembro, a empresa disse que devolveria R$ 1.000, com base na regra inventada da entrada mínima.
Agora afirma que não devolve nada.
Essa contradição revela ausência de critério e reforça a necessidade de aplicação do CDC.
Além disso, a reunião inicial e o envio de uma estratégia não representam serviço concluído, já que o contrato prevê 12 meses de acompanhamento e múltiplas entregas contínuas além dos diversos módulos de aulas.
O que estou solicitando
Diante do uso real (12%) e das cobranças indevidas:
Devolução proporcional sobre o valor pago (88% do valor total, tendo em vista uso de 12%),
Com possibilidade de retenção de até 15%, conforme boa-fé e prática de mercado,
Cancelamento da cobrança dos R$ 6.000,00 restantes.
Permaneço aberta à negociação.