Reclamação sobre atendimento, demora e falha administrativa na Oniimagem Papicu

Reclamação resolvida

Resolvido

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Horizonte - CE

12/07/2026 às 12:44

ID: 253702969

RECLAMAÇÃO FORMAL ONIIMAGEM UNIDADE PAPICU (RIOMAR PAPICU)

Venho registrar minha profunda indignação com o atendimento recebido na unidade Oniimagem do RioMar Papicu e solicitar a apuração rigorosa dos fatos, pois entendo que houve grave falha na prestação do serviço, falta de transparência, negligência administrativa, tratamento desigual e possível prática discriminatória.

Cheguei à unidade por volta das 13h para realizar um exame previamente agendado. Desde as 9h da manhã eu permanecia em jejum, conforme orientação médica. Além disso, estava há cerca de dois meses de uma cirurgia bariátrica e sou portadora de fibromialgia, condições que tornam uma espera prolongada extremamente dolorosa e desgastante física e emocionalmente.

Durante todo o período em que permaneci na unidade, os funcionários informavam repetidamente que ainda havia "seis pessoas", depois "quatro" e, posteriormente, "duas" pessoas na minha frente. No entanto, o tempo passava e esse número praticamente não diminuía. Enquanto isso, observei diversos pacientes que chegaram depois de mim sendo chamados normalmente para atendimento.

Ao questionar a demora, fui informada de que meu exame seria realizado por outro médico. Entretanto, essa justificativa não era compatível com o que estava acontecendo. Se realmente havia outro profissional responsável pelo meu atendimento, como explicar que, durante quase três horas, a fila desse médico praticamente não avançava, enquanto os demais pacientes continuavam sendo atendidos normalmente? Ao final, justamente eu, que havia chegado muito antes de várias pessoas, fui a última paciente a ser chamada. A lógica apresentada pela clínica simplesmente não correspondia aos fatos que presenciei.

Às 15h59, cansada da longa espera, da ausência de informações claras e do desgaste físico causado pelo jejum e pelas dores da fibromialgia, desci até a recepção e solicitei o cancelamento do exame para realizá-lo em outra clínica. Na mesma oportunidade, informei que queria registrar uma reclamação formal.

Em um primeiro momento, a responsável pela unidade, identificada como Ana Paula, não demonstrou qualquer intenção de registrar minha reclamação. Somente após minha insistência em exercer esse direito ela pegou um papel e começou a escrever algumas linhas, demorando inclusive alguns instantes para escolher as palavras que utilizaria. Não foi aberto protocolo, não houve registro em sistema, não recebi qualquer comprovante e tampouco fui orientada sobre um canal oficial de ouvidoria. A impressão transmitida foi a de que minha reclamação seria apenas anotada em um papel, sem qualquer garantia de que seria encaminhada aos responsáveis ou efetivamente apurada.

Cerca de trinta minutos depois, por volta das 16h30, uma recepcionista apareceu me procurando para informar que eu poderia realizar o exame. Recusei-me, pois já havia perdido completamente a confiança no atendimento. Perguntei novamente por que eu não havia sido chamada antes. Dessa vez, a justificativa mudou: disseram que havia pacientes prioritários.

Essa nova explicação apenas reforçou a falta de transparência. Evidentemente, pacientes com prioridade legal devem ser atendidos com preferência. Contudo, prioridade não significa deixar um paciente aguardando por horas sem qualquer informação ou esclarecimento. Além disso, eu também me encontrava em uma condição de saúde que exigia cuidados, em jejum prolongado e com dores intensificadas pela fibromialgia. O mínimo esperado era respeito, informação e organização.

O que mais me revoltou foi perceber que as justificativas mudavam conforme eu questionava. Primeiro disseram que era outro médico. Depois afirmaram que havia pacientes prioritários. Nenhuma dessas informações foi apresentada espontaneamente durante toda a espera. Somente surgiam quando eu fazia novos questionamentos. Isso me fez sentir que tentavam justificar uma situação que jamais foi esclarecida de forma transparente.

Toda essa situação me causou profundo desgaste físico e emocional. Permaneci por horas em jejum, com dores, ansiedade e sem qualquer informação concreta sobre meu atendimento. Senti-me desrespeitada, invisível e tratada de forma diferente dos demais pacientes. A sequência dos acontecimentos gerou em mim um profundo sentimento de discriminação, pois, enquanto outras pessoas eram atendidas normalmente, eu permanecia esquecida, sem explicações convincentes e sem qualquer demonstração de respeito. Independentemente do convênio ou da condição de saúde do paciente, todos devem receber tratamento igualitário, digno e humanizado. As pessoas não precisam carregar um diagnóstico estampado no rosto para merecer respeito.

Como se todo esse transtorno não bastasse, cerca de duas semanas depois procurei outra clínica para realizar o mesmo exame. Para minha surpresa, o plano de saúde não autorizou o procedimento porque a Oniimagem não havia cancelado o exame, apesar de eu ter solicitado expressamente esse cancelamento na unidade.

Ou seja, além de toda a humilhação vivida naquele dia, a negligência administrativa da unidade gerou um novo prejuízo, atrasando novamente a realização do meu exame. Somente consegui resolver a situação porque havia outra unidade da própria Oniimagem nas proximidades. Caso contrário, teria de arcar novamente com despesas de deslocamento para corrigir um erro que foi exclusivamente da empresa.

Sempre fui muito bem atendida na unidade do Eusébio, motivo pelo qual essa experiência na unidade Papicu foi ainda mais decepcionante. Infelizmente, a postura adotada nessa unidade destruiu toda a confiança que eu tinha na Oniimagem.

Diante da gravidade dos fatos, solicito a apuração rigorosa do ocorrido, a responsabilização dos envolvidos, esclarecimentos formais, a correção das falhas administrativas e a adoção de medidas para que nenhum outro paciente passe pela mesma situação. Solicito ainda que a empresa avalie a criação de um canal independente de denúncias e ouvidoria, garantindo que reclamações contra a gestão das unidades sejam efetivamente analisadas.

Espero que esta manifestação seja tratada com a seriedade que merece. O que vivi naquela unidade jamais deveria acontecer em um estabelecimento de saúde. Não enfrentei apenas uma longa espera; enfrentei falta de transparência, justificativas contraditórias, desrespeito, falhas administrativas e um tratamento que me fez sentir discriminada e profundamente abalada emocionalmente.

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Resposta da empresa

14/07/2026 às 12:36

Boa tarde!

Prezada Sra. Ana Paula

Considerando que trabalhamos para atender nossos clientes com excelência e entregar um serviço de valor, lamentamos que tenham ocorrido interferências em seu atendimento.

Tentamos contato por meio dos números informados, mas não obtivemos sucesso. Por isso, enviamos uma mensagem para o seu e-mail cadastrado solicitando um retorno, a fim de darmos o devido andamento à sua solicitação.

Reforçamos nosso compromisso em aprimorar continuamente nossos processos, visando proporcionar uma experiência cada vez melhor. Fico à inteira disposição para tratar a sua manifestação e buscar a melhor solução para o seu caso.

Atenciosamente,

Elizangela Adelia

Consideração final do consumidor

18/07/2026 às 13:00

Depois que reclamei aqui, entraram em contato. Segundo a pessoa que me atendeu, só ficaram sabendo do fato depois que postei aqui, em geral a reclamação e só em relação a unidade Riomar Papicu . Em geral e uma boa empresa

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

9