Empresa age de má-fé no resgate de cartas de crédito emitidas na pandemia de *******

Não respondida
São José dos Campos - SP
30/12/2024 às 18:21
ID: 205971181
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesApós cansativas tentativas de resolução da situação com a empresa reclamada, venho por meio deste relatar os fatos ocorridos a seguir e buscar uma tratativa.
Em *******, adquiri pacotes de ingressos para parques da Disney e Universal no valor total de R$ 3.*******,28. Devido às restrições causadas pela pandemia da COVID-19, a empresa emitiu uma carta de crédito com o valor integral pago, conforme previsto na Lei n 14.*******/*******, com validade até 01/03/*******.
Ao entrar em contato com a empresa para tentar utilizar a carta de crédito, recebi de uma atendente chamada Larissa (protocolo*******81 de 11/11/24) uma cotação no valor de R$ 14.*******,00 considerando um pacote de 4 dias de Parques da Disney (4 parques) e ingresso de 14 dias para parques da Universal (3 parques incluindo Volcano Bay), para 2 adultos, valor este substancialmente superior aos preços de mercado. A Voupra, oferece os mesmos ingressos por R$ 11.*******,56, uma DIFERENÇA de R$ 2.*******,52. Em outro contato (protocolo*******26, 27/11/24) solicitei novo orçamento dos mesmo itens, porém para apenas 1 adulto, sendo passado o valor de R$ *******,50. Novamente muito superior ao preço da https://*******, onde custam R$ 5.*******,86 DIFERENÇA de R$ 3.*******,64 ("coincidentemente" valor próximo ao do crédito).
Questionei essa atendente sobre a relação entre a Optur e a Voupra, que alegou que as empresas não tem nenhum ligação. Após Investigações próprias, constatei que isso é uma mentira, pois ambas as empresas, OPTUR (CNPJ 0.*******.*******/*******63) e Voupra (24.*******.*******/*******01), são administradas pelos mesmos sócios, Alessandro Marconi Teles Ferreira e Yeddo Bezerra Soledade, o que sugere uma relação direta. Essa conexão empresarial, aliada à prática de orçamentos inflacionados, evidencia uma estratégia coordenada para impedir o uso da carta de crédito de forma justa. Outra prova dessa ligação é que solicitei um outro orçamento através de minha irmã, que entrou em contato com a Optur, mas a redirecionou para Voupra, que fez um orçamento muito abaixo do que o feito pela Optur (R$ 11.*******,56 contra os R$14.*******,00 da Optur), tudo em conversas de WhatsApp salvas, contrariando as alegações de independência entre as empresas e evidenciando a má-fé no orçamento de clientes que desejam utilizar a carta de crédito decorrente de compra já paga. Esta conduta não é única e consta em outros canais de reclamação, como o ReclameAqui, feitas por outros clientes, reafirmando a conduta da empresa.
Além da cotação desproporcional, a relação próxima entre OPTUR e Voupra reforça a tese de má-fé e práticas abusivas, violando os princípios estabelecidos no Código de Defesa do Consumidor (CDC):
Art. 39: Proíbe a exigência de valores manifestamente excessivos.
Art. 4: Exige boa-fé e equilíbrio nas relações de consumo.
Art. 6: Garante transparência e proteção contra práticas que causem prejuízo ao consumidor.
No dia 10 de Dezembro de *******, entrei em contato com a empresa por e-mail expondo todos os fatos relatados e solicitando uma readequação do orçamento passado para a efetiva utilização do crédito, ao que a atendente Larissa respondeu em uma parte que "Gostaríamos de esclarecer que a OPTUR atua exclusivamente no modelo B2B (business to business), oferecendo produtos e serviços voltados a outras agências de turismo. Já a Voupra opera no modelo B2C (business to consumer), atendendo diretamente ao consumidor final. Essa distinção nos modelos de negócios reflete diferenças naturais nos preços praticados, conforme os objetivos de cada operação." Ora pois, quando comprei os ingressos a relação entre eu e a empresa não foi B2B. Foi de B2C, ou seja, empresa para com cliente. Ainda que trabalhem no modelo B2B não faz sentido algum para empresas o preço ser maior, para que elas revendam por um preço abaixo. Não faz sentido e reforça a má-fé no orçamento passado. É muito fácil cederem uma carta de crédito e depois cobrarem valores absurdos e abusivos nos ingressos, tornando o crédito totalmente inválido.