Agência de turismo não entrega ingressos e cobra multa abusiva às vésperas de viagem para Orlando

Não respondida
Santo André - SP
06/02/2026 às 11:59
ID: 239969243
Em abril de 2025, eu e outros 10 familiares contratamos com a 4WayTrip Turismo, CNPJ: *****, de propriedade de *****, RG: *****, cpf: ***** um pacote para Orlando (EUA), com embarque previsto para 07/02/2026 e retorno em 21/02/2026. O pacote incluía ingressos para os quatro parques da Disney, os três da Universal, SeaWorld, Busch Gardens e parque aquático.
Todos os valores foram pagos integralmente, dentro dos prazos acordados, com envio mensal dos comprovantes à empresa desde abril de 2025. Durante todo o período, não houve qualquer notificação de pendência ou irregularidade.
Em julho de 2025, dois pagamentos foram feitos por engano via PIX para uma a chave pessoal de ***** CPF -, representante da empresa. Esses valores foram reconhecidos pela própria destinatária por WhatsApp, que apenas alertou que os pagamentos seguintes fossem feitos no PIX do CNPJ. Nunca houve pedido de devolução, complemento ou contestação desses valores.
Após o ocorrido, todos os demais pagamentos foram realizados rigorosamente conforme orientação da agência, sempre com envio de comprovantes.
O último pagamento deveria ser realizado até o dia 07/01/2026, 30 dias antes do início da viagem. Nesse mesmo dia, ***** entrou em contato dizendo que havia recebido todos os comprovantes, que eles seriam verificados e que em até uma semana ela enviaria o recibo e as demais informações sobre a entrega dos ingressos. Reforçamos a solicitação em 25/01 e novamente em 02/02/2026 faltando apenas cinco dias para o embarque.
Somente nesse momento, de forma absolutamente inesperada, a empresa passou a alegar:
1. Suposta pendência financeira exatamente no valor já reconhecido anteriormente (R$ 2.169,08), enviado para o pix pessoal de *****;
2. Que não havia definição prévia das datas específicas de utilização dos parques, o que impediria a entrega dos ingressos.
Em nenhum momento foi exigida definição prévia de datas específicas para cada parque. Desde o início foi informado apenas o período global da viagem (07/02 a 21/02/2026), informação que foi mais uma vez solicitada em 07/01/26. Nunca houve exigência contratual de roteiro fechado como condição para emissão dos ingressos. Aliás, nunca foi enviado contrato de qualquer natureza, exceto um invoice. Além disso, a conferência dos pagamentos foi postergada por quase um ano e só virou problema a poucos dias do embarque.
Como se não bastasse, a empresa tentou impor:
Rescisão parcial do contrato;
Cobrança de multa de 20% sobre o valor total pago pelo grupo sem contrato escrito prevendo essa penalidade.
Também alegou impossibilidade de entrega dos ingressos da Universal por variação cambial, sendo que no período houve queda do dólar (de aproximadamente R$ 5,85 para cerca de R$ 5,22), o que tornaria o custo menor, não maior. Conceder prazo de apenas 1 dia antes da viagem para regularização, após um ano de pagamentos aceitos sem ressalvas, é uma conduta totalmente abusiva.
Estamos diante de:
Pagamento integral realizado;
Ausência de aviso prévio de qualquer irregularidade;
Tentativa de retenção de valores;
Tentativa de cobrança de multa abusiva;
Risco real de prejuízo a 11 pessoas às vésperas do embarque internacional.
Ressalta-se, ainda, que localizamos, no TJSP, uma ação de indenização de danos materiais e morais, a qual teve parcial procedência transitada em julgada, o que mostra que a conduta da empresa não é isolada, razão pela qual não recomendamos a contratação das empresas 4WayTrip, ObyZoh, 4WayTRipGroup, e nenhuma outra ligada ao CNPJ e CPF de *****. O site informado no invoice (*****) é inexistente, o que reforça a má-fé da contratada.
________________________________________
O que exigimos
1. Entrega imediata de TODOS os ingressos contratados (Disney, Universal, SeaWorld, Busch Gardens e parque aquático);
ou
2. Restituição integral e imediata de todos os valores pagos pelo grupo, em parcela única.
Esperamos que a empresa resolva a situação de forma urgente, evitando medidas judiciais e maiores prejuízos.