Negligência e omissão no atendimento do Hospital Geral de Guarulhos levam a óbito

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Guarulhos - SP

29/01/2026 às 18:31

ID: 239240477

Venho, por meio deste, manifestar minha total insatisfação com o atendimento prestado pelo Hospital Geral de Guarulhos.

No dia 18/12, meu irmão deu entrada nesta unidade hospitalar vítima de um acidente de motocicleta. Ele foi entubado ainda na ambulância e permaneceu entubado após a internação na UTI. Na ocasião, fomos informados pela equipe médica de que ele não havia sofrido fraturas, apenas uma lesão na traqueia.

Nos dias 19/12, 20/12 e 21/12, não houve qualquer evolução ou esclarecimento relevante sobre o quadro clínico. A única informação repassada à família era de que a entubação seria mantida até que o edema da traqueia diminuísse, possibilitando uma futura extubação.

Somente no dia 22/12, fomos informados pelo médico responsável de que havia suspeita de trauma torácico, possível perfuração na traqueia e infecção, com risco de disseminação para a corrente sanguínea. Diante disso, foi informado que seria necessário realizar um exame de broncoscopia, porém o hospital não possuía equipe fixa para a realização do procedimento, sendo necessário agendamento sem previsão de data.

No dia 23/12, cobramos novamente a realização do exame devido à nossa preocupação com a possível infecção. Fomos informados de que o exame estaria agendado para o dia 24/12. Entretanto, durante a visita das 20h30 do dia 23/12, um enfermeiro informou que o exame não era garantido, pois, por ser véspera de Natal, o médico poderia cancelar o procedimento, o que consideramos extremamente preocupante.

Diante da gravidade da situação, buscamos apoio junto à assessoria do vice-prefeito e de um vereador conhecido da família, que entraram em contato com o hospital solicitando providências. No dia 24/12, durante a visita das 11h30, pedimos diretamente ao médico que, por favor, realizassem o exame e dessem a devida atenção ao meu irmão.

Ainda no dia 24/12, durante a visita estendida das 8h às 12h, minha cunhada observou que os batimentos cardíacos estavam elevados (117 bpm). Ao questionar o médico, foi informada de que não era normal e que tal alteração estaria relacionada à febre, sendo administrada medicação para controle. Ressalta-se que a febre persistia devido a uma infecção não diagnosticada, o que impedia o início de um tratamento adequado.

Na visita das 20h30 do dia 24/12, constatamos que os batimentos cardíacos haviam aumentado para 129 bpm. Ao procurar a enfermeira responsável, esta demonstrou descaso, inclusive com postura inadequada, chamando sua superior para falar conosco. A responsável afirmou que a situação era normal e que havia pacientes em condições piores, demonstrando falta de empatia e preparo para lidar com familiares em um momento tão delicado.

No dia 25/12, durante a visita das 8h às 12h, os batimentos cardíacos permaneciam elevados devido à febre. O médico informou que a broncoscopia realizada no dia 24/12 não havia identificado perfuração nem infecção na traqueia. Contudo, a febre persistia, e foi informado que seriam realizados outros exames para identificar o foco infeccioso. Questionamos novamente sobre o suposto trauma torácico, e fomos informados de que não havia qualquer lesão.

Na visita das 20h30 do dia 25/12, os batimentos cardíacos ainda estavam elevados (117 bpm), a febre persistia e, apesar do uso de antibióticos e dipirona, não houve investigação adequada da origem da infecção. Nenhum exame adicional foi realizado, sob a justificativa implícita de que se tratava de período festivo, evidenciando falha grave na assistência médica.

No dia 26/12, por volta das 5h45, meu irmão sofreu uma parada cardíaca e veio a óbito.

Ressalta-se ainda que, de acordo com o laudo de óbito, a causa da [Editado pelo Reclame Aqui] foi apontada como broncopneumonia e traumatismos múltiplos superficiais, causas que não condizem com todas as informações repassadas à família desde o primeiro dia da internação. Em nenhum momento fomos informados de que o quadro clínico evoluía para broncopneumonia, tampouco houve clareza ou coerência entre os diagnósticos apresentados ao longo da internação e o desfecho oficial registrado, o que gera ainda mais indignação, dúvidas e sofrimento à família.

Diante de todos os fatos relatados, fica evidente a existência de negligência, omissão e falhas graves no atendimento, que culminaram na perda de um jovem de apenas 23 anos. O tratamento dispensado ao paciente e à família foi marcado por descaso, falta de empatia e ausência de providências compatíveis com a gravidade do quadro clínico.

Espero que este relato chegue ao conhecimento da direção do hospital, da coordenação da UTI térrea e dos órgãos competentes, para que sejam tomadas as devidas providências e para que outras famílias não passem pela mesma dor.

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Resposta da empresa

18/05/2026 às 13:34

Prezados(as),

Agradecemos pelo seu contato e lamentamos qualquer situação que tenha motivado sua manifestação.

Para que possamos apurar o ocorrido com a devida atenção e realizar um retorno adequado, solicitamos, por gentileza, que envie os detalhes da sua queixa por meio do link abaixo:

https://canais.spdm.org.br/sistemas/falecomaspdm

Nosso compromisso é analisar cada manifestação com seriedade, buscando sempre a melhoria contínua dos nossos serviços e do atendimento prestado.

Atenciosamente,
SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina