Venda casada e retenção indevida de receita médica pela ótica em parceria com clínica

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Mauá - SP
03/02/2026 às 18:44
ID: 239678077
Quero deixar registrado meu total repúdio à forma como esta ótica opera em conjunto com a Clínica Ampla Visão. Fui vítima de um esquema de venda casada extremamente bem montado. O processo começa na clínica, onde o médico coloca sua receita dentro de uma pasta luxuosa e personalizada, criando um simbolismo teatral de que aquele documento ainda faz parte de um "procedimento interno".
Ao chegar na recepção, a funcionária utiliza a posse dessa pasta para iniciar uma abordagem agressiva. Você não recebe sua receita de imediato; você é obrigado a ouvir uma insistência exaustiva para entrar na ótica ao lado sob o pretexto de "benefícios do convênio". A prova da coação está nos horários: fui atendido pelo médico às 08h25, permaneci um tempo no consultório, e após ser liberado, às 09h00 eu já estava no balcão da ótica realizando o pagamento. Em apenas poucos minutos, fui cercado e induzido, sem qualquer capacidade ou tempo de refletir, pesquisar preços ou exercer meu livre arbítrio.
Apenas 2 horas depois, na mesma manhã, após finalmente ter tido a oportunidade de refletir e pesquisar preços de mercado, retornei à loja solicitando o cancelamento imediato. A gerência, no entanto, agiu com total descaso e criou todos os empecilhos possíveis para não realizar o distrato. A moça que se dizia gerente se escondeu atrás de um "setor financeiro" incomunicável, alegando que nada poderia ser resolvido ali e que eu deveria esperar. Cheguei a solicitar que ela ligasse para esse setor ou enviasse o e-mail de cancelamento na minha frente para formalizar o pedido, mas ela se negou veementemente, afirmando com tom de superioridade que eu "não poderia provar nada".
É um absurdo que, mesmo sem tempo para o início de qualquer produção, a loja se negue a respeitar a solicitação de um cliente que retornou em tempo recorde para desfazer um negócio induzido sob pressão. Para piorar, RETERAM MINHA RECEITA MÉDICA ORIGINAL. Alegaram que precisavam dela para o serviço, mas o correto seria tirar uma cópia e me devolver o original, que é um documento de saúde meu. Reter o original é uma estratégia abusiva para impedir o consumidor de buscar seus direitos ou orçar em outros locais.
Diante dessa postura de total impedimento ao meu direito e da nítida má-fé em prender o consumidor a uma venda forçada, informo que não aceito este prejuízo. Vou buscar o Juizado Especial Cível por danos morais e pela prática de venda casada escancarada.