Cobrança Indevida e Má Administração na Vistoria de Saída

Em réplica
São Paulo - SP
07/08/2025 às 15:33
ID: 224000071
Cobrança Indevida e Má Administração na Vistoria de Saída - Pacheco Imóveis
Empresa: Pacheco Imóveis
Local: São Paulo - SP
Prezados,
Venho por meio desta plataforma registrar minha profunda insatisfação e denunciar a prática de cobrança indevida e a má administração por parte da Pacheco Imóveis no processo de encerramento do meu contrato de locação do imóvel situado na *****.
A entrega das chaves foi realizada no dia 21 de julho de 2025. Antes da entrega, realizamos, por conta própria, todos os reparos necessários para devolver o imóvel nas mesmas condições em que o recebemos, em estrito cumprimento das nossas obrigações contratuais e legais (Lei do Inquilinato, Art. 23).
Para minha surpresa, recebi um e-mail da imobiliária informando que a vistoria de saída foi reprovada por supostas "falhas na finalização dos reparos". Em seguida, sem qualquer discussão ou oportunidade de contestação, a imobiliária apresentou um orçamento unilateral e comunicou que acionaria a seguradora (Porto Seguro) para realizar uma cobrança, o que considero um ato de má-fé e totalmente indevido.
Gostaria de pontuar os seguintes absurdos:
Recusa em Aceitar Reparos Válidos: Todos os reparos de nossa responsabilidade foram feitos. A recusa da imobiliária em aceitá-los parece ser uma manobra para gerar custos extras e injustificados ao inquilino. Afirmo categoricamente que não farei nenhum novo reparo, pois minha parte no acordo foi integralmente cumprida.
Laudo Unilateral e Falta de Contraditório: A vistoria foi feita sem a minha presença, e a imobiliária se recusa a agendar uma vistoria conjunta para apontar, de forma clara e objetiva, quais seriam os supostos problemas. Isso fere o direito ao contraditório e torna o laudo deles inválido como prova.
Histórico de Desorganização e Demora: Durante todo o período do contrato, a comunicação com a Pacheco Imóveis foi um desafio. A demora para responder e a dificuldade em localizar informações básicas sempre foram uma constante. Essa desorganização administrativa agora culmina nesse processo de encerramento conturbado, o que me faz duvidar da seriedade e da precisão da vistoria realizada.
Ameaça de Cobrança Indevida: A imposição de um orçamento e a ameaça de acionar a seguradora sem um acordo prévio é uma prática abusiva. Impugno completamente os valores apresentados e não reconheço qualquer débito.
Diante do exposto, exijo publicamente que a Pacheco Imóveis:
Cancele imediatamente qualquer processo de cobrança ou acionamento da seguradora relacionado a esta vistoria.
Apresente um laudo comparativo, com fotos, entre a vistoria de entrada e a de saída, que justifique de forma inequívoca os danos alegados.
Declare o encerramento do contrato sem débitos pendentes, uma vez que o imóvel foi devolvido nas condições devidas.
Caso a empresa insista nesta cobrança abusiva, buscarei meus direitos no Juizado Especial Cível, pleiteando não apenas a anulação do débito, mas também a reparação por todos os transtornos e pela cobrança indevida.
Aguardo uma solução definitiva e rápida por parte da Pacheco Imóveis.
Compartilhe
Resposta da empresa
15/08/2025 às 16:11
Prezada Sra. Caroline,
A PACHECO IMÓVEIS LTDA, atua no mercado imobiliário há 55 anos, com tradição, ética e qualidade de atendimento.
A entrega de chaves foi concretizada no dia 21/07/*******.
Na primeira vistoria realizada, fizemos o apontando de alguns itens que ainda estavam pendentes; na segundo vistoria alguns do itens foram feitos; levando em consideração que os reparos executados, não foram feitos por um profissional adequado para o serviço. Com isso, alguns itens ainda ficaram pendentes; devido a demora para execução; temos prazo com a seguradora, e não podiamos mais aguardar.
Acionamos a Porto Seguro; onde a mesma esta avaliando se realmente será os cobrado os valores, nos valores informados, ou não.
Na próximo semana teremos a resposta; porém a cobrança passa a ser feita pela seguradora, e não pela Pacheco.
Pedimos desculpas pelo transtorno,
Seguimos a disposição.
Atenciosamente,
Atendimento ao Cliente
Réplica do consumidor
15/08/2025 às 16:18
Prezados,
A resposta apresentada pela Pacheco Imóveis apenas confirma a conduta abusiva e de má-fé que venho denunciando.
Desqualificação injustificada dos reparos A alegação de que os reparos não foram feitos por um profissional adequado é subjetiva e não consta em nenhuma cláusula contratual como requisito para aceitação das manutenções. Cumpri integralmente com minha obrigação legal de devolver o imóvel nas condições em que o recebi. Recusar reparos por mera opinião, sem laudo técnico válido e sem vistoria conjunta, é um artifício para tentar gerar custo indevido.
Vistoria sem contraditório A vistoria foi realizada sem minha presença e sem apresentação de laudo comparativo com fotos de entrada e saída, o que invalida qualquer tentativa de cobrança. Isso fere o direito básico de defesa e transparência que deveria nortear a relação locador-locatário.
Ameaça e transferência de responsabilidade Alegar que a cobrança passa a ser feita pela seguradora não exime a Pacheco Imóveis da responsabilidade pela abertura indevida do processo e pela comunicação à seguradora com informações unilaterais e tendenciosas.
Prazos e pressa artificial A justificativa de prazo com a seguradora não é motivo legal para atropelar o processo, ignorar o contraditório e desrespeitar o consumidor. A pressa alegada apenas evidencia a intenção de impor cobrança sem diálogo.
Reitero: não reconheço qualquer débito e impugno formalmente qualquer tentativa de cobrança. A insistência neste processo configurará não apenas abuso de direito, mas também prática lesiva passível de indenização.
Caso não haja cancelamento imediato junto à seguradora e emissão de declaração de encerramento contratual sem pendências, ingressarei no Juizado Especial Cível, pleiteando a nulidade da cobrança e reparação por danos morais e materiais.
Aguardo manifestação urgente, já que toda a situação foi gerada única e exclusivamente pela má administração e postura de má-fé da Pacheco Imóveis.
Caroline Santos da Silva