Estabelecimento que odeia o cliente.

Não respondida
São Paulo - SP
12/04/2025 às 12:52
ID: 214618159
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesEstivemos eu e meu esposo, no último dia *****, uma sexta feira, por volta das 17h do estabelecimento denominado Monte Líbano, situado à avenida Paes de Barros, no bairro da Mooca. Moramos no Butantã e, por questões profissionais, estávamos na região nesta ocasião. Como estávamos adiantados para um segundo compromisso, paramos para um café no local. Apesar das diversas mesas livres e funcionários disponíveis no local, não tiram pedido na mesa, você tem que parar em um dos dois únicos caixas para fazer seu pedido, em pé, na fila. E, claro, se esquecer alguma coisa, levante-se novamente e vá para a fila do caixa novamente.
Após sentarmos identificamos que em todas as mesas haviam plaquinhas informando que era proibido o uso de laptops e a realização de reuniões no local. Apesar do baixo movimento do horário e uma diversidade de mesas livres, a proibição era clara. Ou seja, o tempo livre que eu tinha ali para um café não poderia ser aproveitado para trabalho..
O estabelecimento que não quer você. Quer sim que você peça, consuma rápido e saia logo para que outro cliente ocupe a mesa. Eles não gostam de você.
Com relação aos produtos que oferecem, não tem nada de mais para o local, zero extraordinário. Estão na média de qualquer padaria, confeitaria ou rotisserie, nada que justifique uma preferência.
Tudo isso passaria sem qualquer afetação ao meu dia, não fosse o momento de deixar o local. Agradecemos e saímos, nos direcionando ao caixa para pagamento da comanda. Após efetuar o pagamento e dispensar a impressão da nota fiscal, uma porta automática se abriu para a nossa saída. Depois de dar dois passos para fora do local, lembrei do ticket do estacionamento, do qual fui instruída pelo colaborador do estacionamento a carimbá-lo na saída da padaria. No mesmo instante retornei pela mesma porta, que já começava a fechar e bateu levemente no meu braço, deixando claro que ela não possuía nenhum dispositivo antiesmagamento. Por sorte fui rápida, mas imaginei se houvesse uma criança no local.
Mas, sorridente pedi que a atendente carimbasse o ticket, quando um homem, de caneta em cima do lóbulo da orelha disse por detrás de uma gôndola: Vai quebrar a minha porta. Imaginei na hora se essa porta era tão delicada quanto ao absurdo que eu acabara de escutar, logicamente uma sátira ao comportamento grosseiro e vulgar com o qual aquele homem se dirigiu a mim. No mesmo instante percebi que a moça do caixa fitou o homem com olhar assustado e tremia. Ainda assim, carimbou receosamente o papel que lhe dei. Eu me limitei a dizer ao homem que a porta é que machuca as pessoas, não o contrário, para deixar claro que eu não estava vandalizando seu estabelecimento. Poderia também dissertar sobre os incontáveis processos judiciais que estão em nossos tribunais escancarando os danos causados por esse tipo de porta mágica, da qual o pobre homem se apegou tanto. Mas..ali já bastava meu tempo perdido.
A porta novamente se abriu e então eu fui cuidar da minha vida, mas ainda escutei aquele homem de aspecto magoado sussurrar alguma coisa de que estava escrito na porta que ali era uma saída. Com certeza ele não entendeu o que aconteceu e infelizmente ficou claro que tem um péssimo modo de tratar seus clientes e, a contar pela reação da colaboradora, também seus funcionários.
A imagem que essa empresa passa é que clientes não são bem-vindos. Deveriam no máximo se limitar a trabalhar com um delivery, já que não gostam de clientes.
E, para minha última surpresa, ao chegar no estacionamento identifiquei uma nova plaquinha (!!!), informando que caso o ticket não fosse apresentado, o valor cobrado por hora seria de R$ ***** (cinquenta reais). Ora, estamos no estacionamento com manobrista do Shopping Cidade Jardim?
Tudo isso corrobora com a experiência deixada, quanto um estabelecimento trata dessa forma seus clientes. Ele não quer clientes, quer consumidores que entrem rápido, deixem seu dinheiro e saiam logo. Ao cliente cabe o discernimento sobre o valor e o poder de seu dinheiro, que lhe concede atendimento em locais que prezem pela experiência do acolhimento e da boa prestação de serviços. Atender é uma arte, não um favor.
Existem incontáveis estabelecimentos excelentes na cidade em que vivemos. Uma gama de escolhas. Não sejamos reféns de locais que nos tratam como vândalos, que deixam perceber que há uma ameaça patronal velada dos superiores aos seus colaboradores.
Esse tipo de conduta é velha conhecida de nossa história. Patrimônios que foram e são dizimados diariamente por condenações civis de cunho moral e dívidas trabalhistas aos montes. É só mais um. Aguardaremos.