Comportamento inadequado de motoboy, inaptidão clara em lidar com humanos.

Respondida
São Paulo - SP
08/03/2026 às 22:55
ID: 242678949
No dia 07 de março de 2026, dirigi-me à Padaria Yara para jantar. Assim o fiz. Estacionei meu veículo em frente ao estabelecimento, de forma absolutamente regular, em local desprovido de qualquer sinalização restritiva, procedimento adotado, no dia, por diversos outros motoristas presentes no local, como podem confirmar as imagens das câmeras de vigilância.
Ao deixar o estabelecimento, por volta das 20h20min do referido dia, retornei ao meu veículo. Enquanto encerrava um contato telefônico, ainda no interior do carro, um motoboy de estatura baixa, boné vermelho, conduzindo motocicleta de tanque aparentemente azul, estacionou sua moto, exatamente, no espaço entre o meu veículo e o da frente, bloqueando minha saída, o que poderia acontecer naturalmente, tratando-se aparentemente de situação de fácil e descomplicada solução.
Na sequência, o referido indivíduo voltou seu olhar em minha direção, através do para-brisa, com expressão de ostensiva hostilidade, sem qualquer motivação identificável. Dirigiu-se ao balcão de retirada de pedidos e passou a me encarar de forma desafiadora, balançando a cabeça em gesto de manifesta provocação, sem qualquer motivação que pudesse justificá-lo, afinal sequer havia direcionado qualquer palavra ao dito motoboy, até porque eu estava, ainda, dentro do veículo.
Tentei manobrar o veículo para sair sem qualquer interação com o ser de comportamento especial, o que se revelou impossível diante do espaço suprimido pela motocicleta. Abri, então, a porta do veículo e, com toda a cordialidade palavra que, ao que tudo indica, é completamente alheia ao intocável ser, solicitei, por gentileza, que ele movesse a motocicleta momentaneamente, a fim de que eu pudesse sair.
A resposta foi desproporcional a qualquer parâmetro razoável de civilidade: o exótico indivíduo, em perfomance que até um neandertal acharia estranha, passou a gritar, ironizando minha solicitação com gestos e com o uso do termo "meu patrão", designação que, considerado o perfil do cidadão, foi até ofensiva, pois jamais seria patrão de um ser com aquele comportamento. O excêntrico motoboy declarou, ainda, não ter qualquer obrigação de falar com educação, pois, segundo afirmou, não estava ali para "fazer amizade". Causa estranheza, pois também não foi essa a solicitação (amizade) e tampouco jamais me lançaria ao desprazer de tal asqueroso vínculo. Além do mais, afirmou que continuaria gritando, pois seria essa sua maneira de falar. Passei, então, a gritar mais alto do que ele, quando ele me disse que era eu quem estava gritando. Respondi, então, que seria aquela minha maneira de falar, até porque ele mesmo utilizou tal justificativa quando, por mim, questionado sobre seu comportamento animalesco.
Em suma, fui respondido aos gritos por um prestador de serviços, após solicitar, com educação (por gentileza), algo de sua estrita responsabilidade operacional. Solicitação simples, sem qualquer complexidade ou ofensa, pelo menos à luz do entendimento de qualquer ser humano normal (homo sapiens sapiens), com pleno uso das faculdades mentais.
Deixo consignada minha profunda indignação. Frequento e indico a Padaria Yara há anos, por considerá-la um estabelecimento de referência, com reputação construída com dedicação por colaboradores que, em muitos casos, acumulam dez, quinze anos de história a serviço da empresa (caso das senhoras que me atenderam no caixa). Não me parece razoável que tal patrimônio seja colocado em risco por um único indivíduo que, além de demonstrar absoluto desprezo pelas normas mais elementares de convivência, ignorou completamente os riscos a que expôs clientes, colegas de trabalho e a própria empresa, vez que eu tinha plenas condições de tomar atitudes mais drásticas, com possíveis colaterais para as demais pessoas presentes no local. Cotidianamente é que o ocorre em muitas situações análogas, conforme se vê nos jornais.
Interessante é que, em razão da minha atuação profissional, lido com frequência com pessoas situadas em posições de considerável influência, inclusive, também, em meios mais escusos da sociedade. Mesmo nesses contextos, jamais testemunhei tamanho descontrole, falta de educação, descaso e injustificada prepotência.
Recomendo, com a ênfase que o caso exige, que a gestão da empresa avalie com cuidado o perfil dos prestadores de serviço que coloca em contato com seus clientes. Uma única publicação em redes sociais, hoje, tem o poder de desfazer em horas o que levou anos para ser construído. Tenho plena ciência disso, e, por ora, optei por esta via.
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Resposta da empresa
20/04/2026 às 11:07
Olá, Lucas, tudo bem?
Agradecemos por compartilhar sua experiência e lamentamos sinceramente pelo ocorrido. Esse tipo de conduta não condiz com os padrões de atendimento da Padaria Nova Yara.
Levamos situações como essa com muita seriedade. Já iniciamos a apuração interna para entender exatamente o que aconteceu e tomar as medidas necessárias, garantindo que episódios assim não voltem a ocorrer.
Prezamos pelo respeito e bom atendimento a todos os nossos clientes, e sentimos muito que sua experiência tenha sido diferente disso.