[Editado pelo Reclame Aqui] de animal de estimação após cirurgia devido a negligência e falta de cuidados pós-operatórios.

Reclamação em réplica

Em réplica

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Guarulhos - SP

03/09/2026 às 09:12

ID: 258108177

Minha gatinha (Rica), deu entrada no hospital no dia 27/08 (quinta-feira), para a realização de uma microcirurgia, para retirada de cálculo renal no uréter. Ela foi encaminhada de uma outra unidade da rede Paiol, com a justificativa de que o hospital teria mais estrutura para opera-lá e para todo o suporte necessário do pós operatório.
Quando fizemos o plano cirúrgico, foi alinhado que ela teria todos os cuidados do pós operatório, na internação do hospital, até a segunda-feira (dia 31/08).
A cirurgia ocorreu e segundo a equipe não havia nenhum tipo de intercorrência, durante o procedimento.
No entanto, após algumas horas, nos foi repassado que o cálculo não foi retirado e que retornou para o rim, durante a cirurgia. Esse já foi o primeiro problema que tivemos.
Algumas horas após a cirurgia, recebi um vídeo da minha Rica, acordada, de pé e bebendo água sozinha.
No dia seguinte (28/08 - sexta-feira às 11:48h), recebi outro vídeo dela, super ativa e também bebendo água sozinha. Nesse mesmo dia, fui à visita no horário das 14:30. Aí já encontrei a minha Rica totalmente prostrada, sem nenhuma reação, encolhida na baia e com muito frio. Ela não abria nem os olhos. Chamei a equipe e questionei o que estava ocorrendo, pois eu havia recebido um vídeo dela acordada, poucas horas antes. A equipe disse que não sabia o que estava acontecendo e chamaram a médica veterinária responsável pela internação (Dra Renata). Quando ela veio nos dar esclarecimentos, não sabia nem quais eram as medicações que estavam sendo administradas para a Rica. Nesse momento foi olhar o prontuário e disse: ela está tomando muitas medicações, por isso está assim chapada.
Até esse momento (16 horas após a cirurgia), eu não havia recebido nenhum boletim médico da Rica, com as informações sobre os seus parâmetros e estado clínico. Somente me enviaram a noite, porque eu mandei várias mensagens pedindo informações e vídeo da minha gatinha.
No sábado (30/08), fui novamente no horário da visita e a Rica permanecia da mesma forma, sem nenhuma reação. Conversei com a Dra Renata, que me informou que ela estava apresentado hipotermia e que o estado era delicado. Acontece que as primeiras horas pós cirurgia, são primordiais para a recuperação do paciente e para que um gatinho apresente hipotermia em um pós operatório, tem que estar com bastante frio e foi o que aconteceu com a Rica. Quando cheguei na 1 visita, ela estava somente com uma cobertinha na baia, sem nenhum outro método de aquecimento. Somente quando a temperatura começou a cair, que começaram a utilizar manta de aquecimento (já era tarde demais).
Ainda no sábado (30/08), recebi uma mensagem do hospital, pedindo para que eu fosse até lá, pois o estado clínico da Rica havia piorado. Quando cheguei até lá, Dra Renata não estava mais, já havia passado o plantão para outra médica e disseram que não sabiam quem havia nos chamado. Pedi para ver a Rica e ela estava um pouco mais agitada do que no horário da visita. Estava tentando levantar e miando um pouco.
No domingo (31/08), fui à visita no mesmo horário de todos os dias (14:30). Quando subi para a internação, Dra Renata me chamou em sua sala e disse que tinha acabado de voltar da emergência com a Rica, que ela havia vindo a óbito há exatamente 3 minutos, pois tinha vomitado muito e ocorreu BRONCO ASPIRACÃO.
Quando questionamos onde ela estava, pois queríamos vê-la, ela nos informou que estava na capela. No momento do desespero, eu nem me atentei, mas pensando depois, como seria possível ela ter vindo a óbito há 3 minutos e já estar na capela naquele momento?
Eu perdi a minha Rica e quero respostas, pois ainda não recebi o laudo do óbito dela e é muito difícil de atender que o motivo do óbito dela tenha sido bronco aspiração, pois ela estava sob cuidados médicos. Ninguém viu que ela estava vomitando, até se afogar? Também nem sei se essa foi a causa da [Editado pelo Reclame Aqui], pois consegui identificar várias negligências no hospital, desde a falta de aquecimento pós cirurgia, até uma médica veterinária responsável pela internação, não saber se quer as medicações que um paciente recém operado estava tomando.
Outro absurdo que ocorreu também, é que quando fui questionar à Dra Renata sobre o estado da Rica, ela me disse com todas as letras, que não sabia de nada, pois ela era apenas responsável pelo setor de internação e não podia responder nada sobre pacientes que não eram da unidade. Inclusive quando solicitei o laudo do óbito, fui informada de que deveria solicitar na unidade que ela deu entrada. Como isso é possível, se ela [Editado pelo Reclame Aqui] no hospital e não na clínica que deu entrada?
Pelo que pude observar, toda a negligência que ocorreu com a minha Rica, foi pelo fato dela ter sido transferida de outra unidade para lá. Pois foi deixado bem claro que pacientes que não eram de lá, não tinham acompanhamento personalizado.
Eu confiei nos cuidados do hospital, pois a minha gatinha foi transferida para lá, com a promessa de que teria toda a estrutura e cuidados oferecidos pela REDE Paiol e não imaginei que teria diferença de tratamento, por ter vindo de outra clínica da rede. O valor pago pela cirurgia, foi para a Paiol e por separação entre o que é clínica ou hospital. Também não fui eu quem solicitei a transferência dela para o hospital, foi a própria veterinária da clínica que estava atendendo ela (Dra Aryadna), que a levou para o hospital e nos garantiu que o atendimento, estrutura e acompanhamento pós cirurgia, seria melhor no hospital.
Por fim, quero respostas da empresa e vou até o final, para entender o que aconteceu, mas nada trará a minha Rica de volta.

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Resposta da empresa

10/09/2026 às 10:56

Prezada responsável,

Antes de tudo, lamentamos profundamente todo o sofrimento vivenciado durante o atendimento da Rica e, especialmente, o desfecho ocorrido. Sabemos que a perda de um animal de estimação é uma situação extremamente dolorosa e compreendemos a importância de prestar todos os esclarecimentos necessários, com transparência e atenção, acerca de todo o atendimento realizado.

Gostaríamos de esclarecer que a paciente Rica foi encaminhada pela médica-veterinária especialista em Nefrologia para a realização de procedimento cirúrgico de microcirurgia ureteral, em razão das alterações renais importantes já apresentadas e da necessidade de intervenção especializada.

A Transferência para o Hospital Mandi 24h
Diante da necessidade de suporte contínuo e estrutura adequada, foram apresentadas à responsável as possibilidades de deslocamento da paciente, inclusive a opção de que a própria responsável realizasse o transporte. A senhora concordou e autorizou que o transporte fosse realizado pela equipe da clínica, saindo da unidade Pimentas em direção ao Hospital Mandi 24h, sendo mantida informada e atualizada durante todo o trajeto.

O Procedimento Cirúrgico e a Internação
O procedimento cirúrgico foi realizado no dia 27/08, no período da tarde. Trata-se de uma cirurgia extremamente delicada, realizada em uma região anatômica de grande complexidade. Durante a abordagem, identificou-se uma obstrução causada por cálculo no ureter proximal ao rim, área próxima a estruturas importantes que exige extrema cautela. Houve migração do cálculo para a região renal (onde a manipulação não era segura ou possível naquele momento), mas a desobstrução do ureter foi realizada conforme as condições encontradas. Ressaltamos que não houve intercorrências anestésicas ou cirúrgicas.

O pós-operatório exige acompanhamento intensivo e as primeiras 72 horas são cruciais. Infelizmente, a paciente já apresentava um comprometimento renal importante prévio e, no período pós-operatório, apresentou desestabilização do quadro e piora da função renal. Os exames complementares foram realizados e os resultados rigorosamente apresentados e discutidos com a responsável. Durante a internação, os boletins foram repassados presencialmente nas visitas, com participação da equipe médica, mantendo a senhora informada sobre a evolução.

Evolução e Desfecho
No Hospital Mandi 24h, todos os cuidados e medidas de suporte continuaram a ser oferecidos com monitoramento contínuo. No domingo à tarde, a paciente apresentou uma piora clínica grave, com hipotermia importante. Foram instituídas medidas de aquecimento (incluindo tapete térmico), mas, mesmo com as condutas adotadas, não houve resposta clínica significativa quadro sobre o qual a responsável já havia sido previamente alertada.

Posteriormente, a Rica apresentou episódio de eliminação de quantidade significativa de conteúdo líquido pela boca e pelas narinas, evoluindo imediatamente para uma parada cardiorrespiratória. As medidas de emergência e reanimação foram prontamente iniciadas, porém, infelizmente, não foi possível obter o retorno da circulação espontânea.

Reforçamos que, durante todo o período em que permaneceu sob nossos cuidados desde a unidade Pimentas até o Hospital Mandi 24h , nossa equipe acompanhou a evolução da paciente de forma contínua e adotou todas as medidas de suporte cabíveis diante da gravidade e da complexidade do caso. Permanecemos à disposição.

Réplica do consumidor

10/09/2026 às 11:33

Vocês estão distorcendo os fatos. Eu não estou questionando o processo logístico desde a cirurgia, até o óbito da Rica.
O meu questionamento foi estritamente a respeito dos cuidados recebidos no pós operatório.
O que vocês tem a dizer, sobre eu chegar na 1 visita pós cirurgia e a médica responsável pela internação, informar que não sabia o que estava ocorrendo, por que a Rica era de outra unidade?
Inclusive somente após eu pedir esclarecimentos, sobre o porque ela estava tão prostrada, foi que foram chamar a Dra Renata e ela veio para olhar as medicações que ela estava recebendo. Ainda usou o termo que ela estava chapada de medicação.
Quando cheguei nessa 1 visita, a Rica estava estática de frio e não tinha nenhuma manta térmica para aquecê-la. A partir de qual data e horário, começaram a utilizar a conduta com manta térmica aquecê-la?
Como vocês mesmo falaram, as primeiras 72 horas são cruciais para a recuperação do paciente e foi justamente nas primeiras 24 horas, que ela não teve os devidos cuidados.
Ela começou a apresentar hipotermia, pois não estava sendo aquecida devidamente. Quando cheguei na visita ela estava somente com uma cobertinha fina, não tinha nenhuma manta de aquecimento.
Aí somente após o momento em que a temperatura dela começou a baixar, é que foram utilizar recursos de aquecimentos. Já era tarde demais.
Os boletins, só começaram a ser enviados na sexta-feira à noite (mais de 24 horas após a cirurgia). E detalhe, somente começaram a me enviar, por que eu estava cobrando e questionando.
Por qual motivo não me foi enviado o boletim dela até o momento em que ela estava acordada e bebendo água sozinha?
Inclusive solicitei para a equipe responsável pela internação que me encaminhem quais foram os parâmetros da Rica, nas primeiras horas após a cirurgia, ou seja, até as 11:48h da sexta-feira 28/09. Até agora não me enviaram. Hoje já é dia 10/09 (11 dias após o seu óbito) e ainda não tive esses dados. Qual a dificuldade de enviar, se segundo vocês, estavam medindo os parâmetros a cada uma hora?
Nem mesmo o laudo atestando a falência dela, vocês me enviaram. Qual seria o receio?
Se fizeram tudo dentro das normas e protocolos, é só me encaminharem as informações que solicitei.
Inclusive, o episódio da [Editado pelo Reclame Aqui] dela, também me geram muitos questionamentos. Pois segundo a Dra Renata, ocorreu 3 minutos após a minha chegada na visita, ou seja, enquanto eu ainda estava aguardando liberação na recepção para subir. Mas estranho, por que quando subi, ela já estava na capela, sem vida. Como tudo ocorreu em tão pouco tempo assim?
Em três minutos ela vomitou, foi socorrida, foi feita tentativa de reanimação, veio a óbito e já estava na capela me esperando?
Se a linha do tempo realmente foi essa e vocês não tem nenhum tipo de dúvidas sobre o que ocorreu no dia 30/08 das 14h até as 14:40h, me enviem as gravações das câmeras de segurança, do setor de internação, onde eu possa constatar a conduta adotada nos últimos momentos de vida dela.
Aguardo retorno!