Mau atendimento prestado pela gerência da unidade Bacacheri

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Maringá - PR

27/07/2023 às 17:04

ID: 169039355

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Prezados,

Gostaria de expressar minha insatisfação em relação ao atendimento e serviço prestado na Palermo Pneus do Bacacheri, em Curitiba - PR, no dia 15/07/*******.

Antes de tudo, realizei uma pesquisa de preços e entrei em contato com a Central de Teleatendimento, onde tive a oportunidade de falar com o atendente. Durante nossa conversa, agendei um horário para a troca de 2 pneus, com alinhamento e balanceamento.

Ao chegar ao estabelecimento no horário agendado, fui recebido pelo vendedor, a quem expliquei os serviços que necessitava. No período de atendimento, foi me passado que possivelmente uma das rodas estaria torta e que me mandaria vídeos falando sobre isso e mandou. Como no momento eu não conseguiria realizar mais esse reparo, mantive com o serviço que foi acordado previamente. Assim sendo, foi me passado que a garantia dos pneus iria ser anulada. Entrei em contato com o Teleatendimento por necessitar de mais informações sobre esse assunto, onde dessa vez fui atendido por outro atendente que possivelmente comunicou a unidade do Bacacheri esse fato.

Após a conclusão dos serviços, ao me dirigir ao caixa para efetuar o pagamento, fui abordado pelo então gerente da loja, que estava sem nenhuma identificação visível e nem mesmo verbal, uma vez que não havíamos tido qualquer interação até aquele momento. Infelizmente, fui recebido com hostilidade e coação por parte desse gerente (cujo nome me disse apenas após perguntar) - embora os próprios funcionários o chamem de outro nome, que afirmou que faria diversas observações negativas no laudo em relação ao serviço prestado, além de negar qualquer garantia por eu não autorizar a realização do serviço adicional naquele exato momento. Um tanto diferente, ser o gerente quem elabora a seu bem entender esse documento mencionado acima, pois quem avaliou o carro foi um mecânico e não foi este quem realizou a descrição do laudo, que por sinal designa um teor nada profissional nas observações. Não obstante, após dizer que eu precisava conversar com meu mecânico de confiança sobre os ajustes a serem realizados no meu carro, o mesmo gerente mais uma vez agiu de forma inoportuna duvidando da existência do mecânico, cobrando a presença do mesmo lá nesta unidade e alegando que se eu possuo mecânico, o balanceamento não precisaria ter sido feito na empresa em que ele responde.

Além disso, o gerente não incluiu o serviço de alinhamento na ordem de serviço e nota fiscal inicialmente, sendo necessário que eu insistisse junto à atendente do caixa, pois alegaram que era um serviço gratuito e por isso não incluso em nota, entretanto, todo serviço prestado, seja ele cobrado ou não deve ser descrito a critério de legislação e garantia, afinal é uma obrigação acessória, que na condição de gerente deveria conhecer. Além do mais, ficou clara a falta de profissionalismo deste gerente com essa afirmação, tendo em vista que, para outro cliente o alinhamento também gratuito estava descrito em nota fiscal, evidenciando que a conduta deste funcionário para comigo já havia deixado de ser no mínimo profissional. Mesmo assim, afirmou que essa inclusão não faria diferença, pois devido às inúmeras observações que ele mesmo adicionou, a garantia não seria válida.

Esperava um atendimento profissional e respeitoso por parte da equipe da empresa Palermo Pneus, o que infelizmente não foi o caso. Principalmente quando se diz respeito a gerência, que é padrão ter o principal objetivo em demonstrar excelência de atendimento com cordialidade e respeito perante a equipe de trabalho e aos usuários, em apaziguar situações desconfortáveis e claro, realizar ações para ampliar a cartela de clientes. O que aconteceu foi totalmente o oposto de qualquer atitude profissional. Sem dúvidas, considero inaceitável a forma como fui tratado pelo gerente, que demonstrou falta de respeito e profissionalismo.

Entendo que, não poder colaborar ainda mais para o alcance de metas de vendas e serviços deste gerente o deixou desconcertado, mesmo realizando e pagando o serviço combinado à vista, sem nenhuma objeção. Contudo, mesmo que eu não estivesse realizado nenhum serviço essa forma de abordar o cliente seria aceitável. Também, é importante salientar que a tentativa de realização de venda casada, é ao menos uma atitude desonesta para com o consumidor. Acredito que após uma negativa de serviço extra por parte do consumidor, não seja de forma grosseira e desrespeitosa a melhor maneira de conduzir o atendimento, principalmente quando essa conduta advém de um gerente.

Ademais, a própria gerência ter o hábito de realizar autopromoção do estabelecimento em páginas de busca (Google) como se fosse um consumidor comum sem vínculo, é um tanto quanto ilusório e apelativo demais para uma empresa deste porte.

Considerando minha recusa em realizar serviços adicionais, bem como o conteúdo da conversa com o gerente, surgem dúvidas sobre a adequada execução dos serviços contratados. Isso torna difícil ter certeza de que as tarefas foram realizadas corretamente.

Diante do exposto, solicito que sejam tomadas as devidas providências em relação a esse ocorrido. Espero que medidas corretivas sejam adotadas para que outros clientes não sejam submetidos a essa experiência negativa.

Agradeço a atenção e aguardo um retorno dentro de um prazo razoável.

Atenciosamente,

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Resposta da empresa

01/09/2023 às 16:57

Prezado Sr. Vinícius.

Contamos com 6 lojas em Curitiba e atendemos, em média, 2.******* clientes ao mês.
Esse número traduz a confiança de muitos consumidores em nosso trabalho e, embora o Sr. não tenha ficado satisfeito, é necessário enfatizar que suas acusações são sérias, prejudicam nossa imagem perante terceiros e não traduzem nosso dia a dia.

Como especialistas em mecânica automotiva, é nosso dever informar as condições em que o veículo se encontra a fim de garantir não só a segurança do motorista e seus passageiros, mas também preservar as garantias legais e contratuais prestadas pelo fabricante, as quais se encontram previstas no link https://******* e, por oportuno, reiteramos:

As Garantias Legal e Contratual não se aplicam quando constatado:
a. Uso do pneu com pressão inadequada de ar (vazio, com baixa pressão ou excessiva);
b. Desbalanceamento do conjunto pneu/roda e/ou desalinhamento de direção;
c. Uso do pneu em veículos com falhas mecânicas no sistema de direção/suspensão/freios;
d. Uso do pneu em veículos com desalinhamento de chassi/carroceria;
e. Aplicação incorreta do pneu, tanto de tipo, medida e posição de montagem como de utilização, baseando-se nas informações do fabricante do veículo/implemento;
f. Uso de rodas e aros enferrujados, trincados, amassados e ondulados, tanto de aço como de liga leve;

Uma vez constatada quaisquer das hipóteses acima, é nosso dever descrevê-las na ordem de serviço, e assim agimos por dois motivos:

Primeiro, evitar futura e eventual alegação de que nossos profissionais tenham se omitido sobre a necessidade de prévia manutenção do veículo como condição de eficácia não só do serviço que venha a ser realizado, mas também da garantia prestada pelo fornecedor.

Segundo, proteção à vida, pois o automóvel é uma máquina que requer manutenção regular visando não só a preservação do bem em si, mas, sobretudo, a proteção à incolumidade física das pessoas que o utilizam.

Sr. Vinícius, as despesas relativas à manutenção de quaisquer bens não trazem a mesma satisfação que vem com a aquisição dos mesmos. Em outras palavras, manter em ordem e em perfeito funcionamento requer despesas não aprazíveis, porém, necessárias.

Como prestadores de serviços, descrevemos na ordem de serviço todos os itens automotivos que requerem essa manutenção. Todo e qualquer consumidor é livre para manifestar sua discordância e levar seu automóvel ao profissional no qual deposite sua confiança. Todo e qualquer consumidor é livre para aprovar apenas os serviços que entenda necessários, mas é nosso dever alertá-los que os defeitos pré-existentes comprometem a garantia, tal como faz o fabricante, e assim como fez nosso gerente junto à ordem de serviço.

Ao que nos parece Sr. Vinícius, seu inconformismo se dirige contra o fato de havermos alertado que a garantia dos pneus não se aplicaria sem prévio conserto da roda torta. E não se aplica mesmo, conforme nossa orientação e do fabricante.

Uma roda torta prejudica a estrutura do pneu novo que venha a revesti-la e, possivelmente, comprometerá a eficácia dos serviços e peças relativos à suspensão do veículo.

Mesmo orientado nesse sentido, o Sr. optou pela realização do serviço sem que a roda fosse previamente consertada. Nos colocamos à disposição para conversar com o seu mecânico de confiança, a fim de que ele próprio lhe alertasse.

Respeitamos sua decisão e realizamos o serviço em conformidade com o seu pedido, porém, o Sr. se ressente das ressalvas descritas na ordem de serviço e da negativa em prestar futura garantia, dizendo se tratar de venda casada.

Não Sr. Vinícius, não se trata de venda casada. A instalação do pneu novo em uma roda torta afasta a garantia, e coube a nós alertá-lo sobre isso.

Sua intenção de que o alinhamento fosse descrito na nota fiscal não tinha fins tributários, mesmo porque se tratava de um serviço gratuito, mas sim do propósito de exigir futura e eventual garantia, razão pela qual registramos no teor da ordem de serviço os defeitos pré-existentes em seu veículo.

Se realizássemos o serviço tal como desejado pelo Sr., ou seja, sem alertá-lo sobre a roda torta e, ainda assim, prestássemos a garantia, estaríamos fadados ao fracasso, pois sequer o fabricante nos respaldaria.

Não se trata simplesmente de metas a serem atingidas, tal como o Sr. pretende fazer crer, mas de excelência no atendimento ao cliente aliado ao acautelamento dos nossos interesses, haja vista que, conforme o Código de Defesa do Consumidor, o Sr. é a parte vulnerável da relação, a quem nos cabe informar e proteger.

Quanto aos seus apontamentos acerca da identificação de nosso gerente, salientamos que seu nome é Dennys Eduardo, sendo chamado por alguns de Dennys, e por outros de Eduardo.

Conquistamos a confiança de 2.******* clientes ao mês, inclusive daqueles que já manifestaram insatisfação semelhante à sua e, após análise de outros profissionais, e até mesmo perda da garantia, retornam aos nossos estabelecimentos.

E como ficamos felizes em resgatar essa confiança mediante a compreensão de que é nossa obrigação descrever todos os defeitos na ordem de serviço, não só como meio de assegurar a licitude do nosso trabalho, mas também de preservar a garantia e, máxime, a vida de quem utiliza o automóvel.

E nessa linha de trabalho que cumprimos nossa missão e definimos nossas metas Sr. Vinícius.

Lamentamos sua insatisfação e desejamos ao Sr. felicidade e sabedoria.