Cobranças indevidas e falta de solução para problemas estruturais durante locação de imóvel

Não respondida
Santo André - SP
20/08/2026 às 10:23
ID: 256941903
Minha experiência com a Pantera Imobiliária durante os cerca de 3 anos em que permaneci no imóvel foi extremamente desgastante e terminou com uma série de cobranças que considero injustas.
Durante todo esse período, o apartamento apresentou problemas graves que foram comunicados à imobiliária e que, em grande parte, nunca foram efetivamente solucionados.
Minha reclamação formal sobre as condições do imóvel foi feita no mês 3, porém a Pantera só começou a tomar alguma providência efetiva no mês 10 daquele mesmo ano. Foram aproximadamente 7 meses entre a reclamação e o início das intervenções. Durante todo esse período, continuei morando no imóvel e convivendo diariamente com os problemas.
Passei aproximadamente 3 anos convivendo com mofo intenso, especialmente em uma das paredes mais úmidas do imóvel, o que inclusive ocasionou a perda de diversos móveis. Também havia rachaduras significativas, goteiras e outros problemas relacionados à própria estrutura do imóvel.
Além disso, enfrentei uma situação extremamente desagradável com infestação de pombos e urubus. As aves colocavam ovos na caixa dágua e defecavam diariamente na área de serviço. O acúmulo de fezes e o odor eram tão intensos que fiquei mais de dois anos praticamente sem conseguir utilizar a área de serviço.
Outro problema gravíssimo era a garagem. O piso era extremamente escorregadio, a ponto de até os carros derraparem durante as manobras. Eu mesma cheguei a cair com minha filha no colo, sendo ela uma criança com deficiência.
E o mais preocupante é que, durante uma das reformas realizadas posteriormente no prédio, o piso da garagem foi trocado por outro que ficou ainda mais escorregadio. Ou seja, um problema de segurança que já havia sido enfrentado durante anos não apenas permaneceu como, na minha percepção, acabou sendo agravado após a reforma.
Também havia goteiras dentro do apartamento e problemas estruturais que permaneceram mesmo após diversas intervenções.
Depois de meses solicitando providências, a proposta apresentada pela Pantera foi basicamente que eu deixasse o imóvel sem pagar a multa, pois, segundo informado, a proprietária não tinha interesse em realizar as reformas necessárias.
Porém, sair de um imóvel de uma hora para outra também gera custos muito altos para o locatário. Por isso, permaneci no imóvel. Inclusive, diante da demora, fiz por conta própria um orçamento para revestir a parede mais úmida da residência e realizei o serviço.
Posteriormente, a proprietária realizou uma série de reformas no prédio, porém grande parte delas foi voltada para questões estéticas, enquanto problemas estruturais que eu havia relatado continuaram sem solução.
Meses depois, já completamente desgastada de tentar conseguir condições adequadas de moradia e de ser constantemente enrolada, finalmente decidi sair.
E foi aí que começaram novos problemas.
Na vistoria de saída, foram feitas diversas cobranças que considero indevidas ou incompatíveis com o estado original do imóvel.
Entre elas, foi exigido que eu recolocasse um porta shampoo de PVC quebrado que estava pendurado na parede.
Também fui cobrada por itens que haviam sido retirados do imóvel com autorização, como um balcão de madeira, uma estante de ferro e um cabideiro de plástico. Alguns desses itens, inclusive, já haviam sido retirados antes mesmo da minha entrada no imóvel.
Também foram atribuídas a mim questões relacionadas às paredes próximas às janelas, que já apresentavam rachaduras e problemas de esquadria. A janela não fechava corretamente e havia sinais de movimentação do prédio, mas ainda assim a situação foi colocada como responsabilidade minha.
Outro exemplo foram os espelhos de tomadas. A maioria já estava faltando quando entrei no imóvel e, mesmo assim, fui obrigada a repor vários deles. A pessoa responsável pelo serviço chegou a repor um espelho em um dos quartos, porém, segundo a cobrança apresentada, ainda assim foi considerado pendente justamente o espelho daquele ambiente.
E existe ainda uma questão especialmente grave: a segunda vistoria apontou um vazamento que não constava na primeira vistoria e que não havia sido comunicado previamente para que eu pudesse providenciar qualquer reparo.
Durante todo esse processo, também tentei questionar as cobranças e pedi a revisão da multa de rescisão considerando todo o histórico de problemas do imóvel, os gastos que tive e as condições enfrentadas durante os três anos de locação.
Também questionei as cobranças referentes aos objetos que foram retirados com autorização.
O problema é que meus questionamentos não foram efetivamente respondidos. O atendimento é extremamente frustrante: você apresenta os argumentos, solicita esclarecimentos e pede revisão, mas não recebe uma solução adequada. No final, simplesmente chega o boleto com valores elevados.
Não estou questionando a obrigação de um locatário entregar o imóvel adequadamente. O que questiono é a tentativa de responsabilizar o locatário por problemas preexistentes, estruturais, já registrados ou autorizados, enquanto durante anos problemas sérios do imóvel foram comunicados e não foram devidamente solucionados.
Um contrato de locação estabelece obrigações para ambas as partes. O proprietário e a administradora também possuem responsabilidades em relação às condições de habitabilidade, manutenção e conservação do imóvel.
Depois de três anos convivendo com mofo, perda de móveis, goteiras, rachaduras, infestação de aves, impossibilidade de utilização de parte da área de serviço e uma garagem extremamente perigosa, cujo piso chegou a ser substituído por outro ainda mais escorregadio, considero muito injusto que, no momento da saída, a preocupação da administradora seja concentrada em encontrar itens para cobrar do locatário.
Minha experiência com a Pantera Imobiliária foi extremamente desgastante e decepcionante.
Recomendo que quem esteja pensando em alugar um imóvel por meio da empresa leia atentamente o contrato, registre fotograficamente absolutamente tudo desde o primeiro dia, guarde todas as conversas e autorizações e, diante de problemas estruturais, busque orientação jurídica para garantir que seus direitos sejam preservados.
Espero que a Pantera se manifeste sobre cada uma dessas questões e apresente uma solução, especialmente quanto às cobranças realizadas na vistoria de saída, à multa de rescisão e aos problemas que foram comunicados durante os anos de locação e não solucionados adequadamente.