Reclamação formal sobre conduta de funcionária e empurrão em criança na loja O Boticário em Curitiba

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Curitiba - PR

22/08/2026 às 19:28

ID: 257137787

Assunto: RECLAMAÇÃO FORMAL Conduta de funcionária e empurrão contra meu filho Loja O Boticário Shopping Boulevard Curitiba/PR

Prezados responsáveis pelo O Boticário,

Venho por meio desta registrar uma RECLAMAÇÃO FORMAL referente a um episódio extremamente grave ocorrido na loja O Boticário localizada no Shopping Boulevard, em Curitiba/PR, envolvendo uma colaboradora identificada como Daniela Andrade.

Durante o atendimento, fui tratado de maneira inadequada e desrespeitosa pela referida colaboradora. Entretanto, o fato mais grave ocorreu quando Daniela Andrade empurrou meu filho, ultrapassando qualquer limite aceitável de conduta profissional e de respeito ao consumidor, especialmente por envolver uma criança/adolescente.

Independentemente de qualquer eventual divergência que tenha ocorrido durante o atendimento, considero absolutamente inadmissível que um funcionário de um estabelecimento comercial tenha qualquer atitude física dessa natureza contra um cliente, sobretudo contra um menor de idade.

O episódio deve ser analisado também à luz da legislação brasileira.

O Código de Defesa do Consumidor Lei n 8.078/1990, em seu art. 6, estabelece entre os direitos básicos do consumidor a proteção à vida, saúde e segurança.

Além disso, o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor estabelece a responsabilidade do fornecedor pelos danos decorrentes de defeitos relativos à prestação dos serviços e considera relevante a segurança que legitimamente se espera dessa prestação.

A situação torna-se ainda mais séria por envolver meu filho. O Estatuto da Criança e do Adolescente Lei n 8.069/1990, estabelece em seu art. 17 a proteção à integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente.

O art. 18 do ECA determina, ainda, que é dever de todos zelar pela dignidade da criança e do adolescente, colocando-os a salvo de tratamento desumano, violento, vexatório ou constrangedor.

Diante da gravidade dos fatos, SOLICITO FORMALMENTE:

1. A abertura imediata de procedimento interno para apuração da conduta da colaboradora Daniela Andrade;

2. A identificação e preservação imediata das imagens das câmeras de segurança da loja e das áreas próximas referentes ao horário do ocorrido, evitando que eventual gravação seja automaticamente sobrescrita;

3. Que sejam ouvidos os funcionários e eventuais testemunhas que estavam presentes no momento;

4. Que sejam adotadas as medidas administrativas e disciplinares cabíveis, caso os fatos sejam confirmados após a apuração;

5. Uma retratação formal do estabelecimento pelo ocorrido, principalmente em razão do envolvimento do meu filho;

6. Que eu seja informado, por escrito, sobre a conclusão da apuração e sobre as providências adotadas pela empresa, observados os limites legais relativos às informações funcionais da colaboradora;

7. O fornecimento de um número de protocolo desta reclamação, para que fique formalmente registrado o ocorrido.

Ressalto que minha intenção é que o caso seja tratado com a seriedade e responsabilidade compatíveis com a gravidade da situação.

Não considero aceitável receber apenas uma resposta genérica de atendimento ao consumidor diante de uma ocorrência envolvendo alegado contato físico contra um menor dentro de um estabelecimento comercial.

Solicito, portanto, que esta manifestação seja encaminhada à gerência responsável pela unidade, à administração/franqueado da loja e, se cabível, ao setor responsável pela apuração de condutas da marca O Boticário.

Aguardo posicionamento formal e providências.

Caso não haja uma solução adequada e uma apuração efetiva dos fatos, reservo-me o direito de buscar os órgãos competentes de defesa do consumidor e demais medidas administrativas e judiciais cabíveis, especialmente considerando que o episódio envolveu meu filho.

Atenciosamente,

José Henrique Zandoná

Compartilhe