Discriminação e abordagem inadequada de segurança no parquinho do ParkShopping Barigui

Não respondida
Curitiba - PR
26/09/2025 às 13:00
ID: 227893371
Bom dia!
Como não obtive retorno dos canais oficiais da empresa após 1 mês, sou obrigada a trazer esta reclamação aqui.
Gostaria de relatar uma situação extremamente desagradável que ocorreu 25/08/25, durante minha visita ao ParkShopping Barigui, na companhia da minha afilhada de 10 anos.
Enquanto passeávamos pelo shopping, sugeri que ela brincasse no parquinho. Reconheço que foi uma falha minha não verificar previamente a indicação etária, mas, ao observar outras crianças que pareciam ter idade semelhante (ou até superior), imaginei que não haveria problema.
Sentei-me próxima ao espaço para acompanhá-la de perto. Ela brincou em dois brinquedos e, ao demonstrar desinteresse em continuar, incentivei que experimentasse outras atrações. Acompanhei seu deslocamento com o olhar e, ao vê-la se sentar em um brinquedo que havia acabado de ser desocupado por duas adolescentes visivelmente mais velhas, notei que, logo em seguida, uma segurança se aproximou dela para dizer que o espaço era exclusivo para crianças de até 8 anos. Essa funcionária não perguntou a idade da minha afilhada, tampouco se ela estava acompanhada. A criança se assustou, e no momento em que me aproximei para entender o que havia ocorrido, a segurança simplesmente virou as costas e se afastou.
Gostaria de destacar alguns pontos que considero inadmissíveis:
1. Se a funcionária estava tão atenta à fiscalização, o mais adequado seria abordar o responsável no caso, eu e não uma criança sozinha.
2. Se havia uma regra etária a ser cumprida, ela deveria ter sido aplicada primeiramente às adolescentes que utilizaram o brinquedo antes da minha afilhada.
3. Ao me ver se aproximando, o mínimo esperado seria uma explicação ou orientação, o que não ocorreu.
Inicialmente, optei por relevar a situação, embora já tivesse me sentido bastante incomodada. No entanto, ao sairmos do local, minha afilhada me questionou: Por que ela falou comigo e não com as outras meninas? E então percebi que estava tentando ignorar algo muito mais sério: a possibilidade real de um ato discriminatório.
Preciso registrar que eu sou branca, e minha afilhada é uma criança parda. A abordagem foi seletiva, sem critérios claros, e infelizmente levanta a hipótese de racismo o que me causa profunda tristeza e indignação. Voltei para conversar com a segurança, que alegou que pretendia abordar as adolescentes, mas que elas haviam saído antes. Eu estava observando a situação atentamente, e isso não condiz com a realidade.
Tenho profundo respeito pelos profissionais que atuam em atendimento e segurança, mas não posso permitir que uma criança cresça achando normal ser tratada de forma desigual. No mínimo, faltou preparo da funcionária para atuar em um espaço infantil.
Diante disso, solicito as gravações deste acontecimento e e um posicionamento oficial do shopping sobre o ocorrido.