Reclamação sobre falta de transparência e desorganização no brechó Peça Rara

Não respondida
Goiânia - GO
11/09/2026 às 16:54
ID: 258820885
Levei algumas peças para venda no Peça Rara Brechó e tive uma experiência extremamente negativa. Sou frequentadora da loja e moro perto da unidade, portanto, depois de deixar minhas peças para consignação, continuei frequentando o estabelecimento. E foi justamente por isso que comecei a questionar a forma como funciona a venda das peças.
Durante várias das vezes em que fui à loja, nunca vi minhas peças expostas. Em nenhum momento consegui verificar que elas estavam efetivamente disponíveis para os clientes comprarem.
O problema é que o contrato estabelece que, após determinado período, o valor da peça é reduzido automaticamente. Em tese, entendo a lógica: se uma peça permanece por muito tempo sem ser vendida, o preço pode precisar ficar mais atrativo para aumentar as chances de venda. O problema é: como o consignante consegue saber se a peça realmente ficou disponível para venda durante esse período?
Se eu nunca vejo a minha peça exposta, como saber se ela não foi vendida porque os clientes não tiveram interesse pelo preço? Como saber se o preço estava realmente acima do valor que o mercado estava disposto a pagar? Como saber se o cliente sequer teve a oportunidade de ver a peça?
Essa questão ficou ainda mais evidente quando percebi que uma das minhas peças havia sofrido redução no valor que eu receberia. Solicitei então a devolução das peças. Quando fui à loja, encontrei uma das peças exposta e sendo vendida por R$ 49,90, enquanto o valor que eu receberia por ela, após a redução prevista no contrato, era de apenas R$ 7,50.
Ou seja, o valor da peça é reduzido para o consignante, mas ela continua sendo comercializada na loja por um valor muito superior. É justamente nesse ponto que considero a regra extremamente desrespeitosa com o cliente. A redução não ocorre necessariamente porque o preço de venda ao consumidor se tornou mais atrativo; ela reduz principalmente a parcela que será repassada ao consignante, enquanto a peça continua sendo anunciada por um valor muito maior na loja.
Isso me deixou com uma sensação muito ruim em relação à transparência do modelo de negócio. Não tenho como afirmar que a empresa deliberadamente deixa peças guardadas para que o prazo passe e o valor do consignante diminua, mas, diante da minha experiência, considero que o sistema permite esse tipo de situação sem que o cliente tenha qualquer forma de verificar o que realmente aconteceu com sua peça durante o período de consignação. Para mim, isso gera uma aparência de falta de transparência e, sinceramente, uma sensação de má-fé na relação com o consumidor.
E os problemas não terminaram aí.
Depois de perceber a redução dos valores, enviei, no dia 05/08, o e-mail solicitando a devolução das minhas peças. Fui posteriormente informada de que elas estavam prontas para retirada e fui pessoalmente à loja. Ao chegar lá, porém, as peças não estavam todas separadas e prontas.
Houve, inclusive, uma situação em que eu havia deixado um conjunto composto por blazer e calça e me entregaram apenas o blazer, afirmando inicialmente que as peças já haviam sido entregues. Eu precisei questionar e insistir para que verificassem novamente. Também havia peça que a equipe não conseguia localizar, e em outro momento fui eu mesma quem percebeu que determinada peça ainda constava no sistema e questionei por que ela estava ali.
No caso de uma das blusas, a própria loja havia informado que as peças estavam disponíveis para retirada, mas, quando compareci, a blusa não foi localizada. Só posteriormente informaram que haviam encontrado a peça.
Tudo isso demonstra, na minha experiência, uma enorme falta de organização e controle das peças. E estamos falando justamente de uma empresa cuja atividade depende de receber, armazenar, expor, vender e devolver mercadorias de seus clientes.
Minha experiência com o Peça Rara, portanto, foi péssima de maneira geral: atendimento demorado, desorganização, dificuldade para localizar as peças e, principalmente, um modelo de redução de valores que considero pouco transparente para quem deixa suas roupas em consignação.
Estou deixando este relato para que outras pessoas que estejam pensando em consignar suas peças na empresa tenham conhecimento de como funciona essa dinâmica e saibam que, na minha experiência, não há transparência suficiente para que o consignante consiga verificar se sua peça realmente permaneceu disponível e exposta para venda durante todo o período antes de sofrer a redução do valor.
Não recomendo a experiência e considero que a empresa deveria rever tanto seus procedimentos de organização das peças quanto a forma como essa redução de valores é aplicada e explicada aos clientes.