Paguei por uma consultoria técnica especializada e recebi um veículo cheio de problemas que o próprio Car Hunter deveria ter identificado

Não resolvido
São Paulo - SP
02/07/2026 às 09:03
ID: 252882329
Contratei a Pecê Car Hunter justamente para evitar os riscos da compra de um veículo usado.
O serviço não foi barato. Paguei R$ 2.800,00 acreditando estar contratando especialistas em avaliação automotiva, capazes de identificar problemas que um comprador comum dificilmente perceberia.
O próprio contrato afirma que a empresa realiza avaliação mecânica, estrutural, documental e de procedência, verificando itens como:
alinhamento de portas;
presença de vazamentos;
funcionamento do painel e sistemas elétricos;
histórico do veículo;
avaliação técnica e estrutural;
emissão de relatório técnico detalhado.
Além disso, o contrato dedica uma cláusula inteira para explicar os direitos do consumidor em casos de vício oculto, reconhecendo a aplicação do Código de Defesa do Consumidor nessas situações.
Na prática, porém, foi exatamente o contrário do que foi contratado.
Nos vídeos enviados antes da compra, apenas pequenos desgastes estéticos foram apontados e corrigidos pela concessionária.
Após a entrega do veículo, comecei a encontrar diversos problemas que simplesmente passaram despercebidos pela avaliação da Pecê Car Hunter:
lente do painel rachada;
porta do motorista desalinhada;
borracha da porta rasgada em razão do desalinhamento;
ruído causado pela canaleta do vidro;
vazamento de óleo logo após a compra;
nível de óleo acima do máximo recomendado;
farol de milha desprendido;
posteriormente foi constatado que o para-choque dianteiro havia sofrido reparo anterior, com fixação improvisada ("gambiarra"), sem a correta recuperação das partes internas de fixação;
protetor de cárter danificado e mal fixado.
Todos esses problemas constam da notificação extrajudicial encaminhada à concessionária e também à Pecê Car Hunter, acompanhada de fotografias, orçamento e fundamentação jurídica.
O que mais causa indignação é que um dos itens expressamente previstos no contrato é justamente a verificação do alinhamento das portas.
A porta estava desalinhada.
O contrato prevê a análise da presença de vazamentos.
O veículo apresentou vazamento poucos dias depois.
O contrato prevê avaliação estrutural.
Mesmo assim, passou despercebido um reparo anterior na região do para-choque dianteiro, que posteriormente resultou na soltura do farol de milha.
Isso leva inevitavelmente a uma pergunta:
A avaliação técnica realmente foi realizada com o nível de cuidado prometido?
Porque existem apenas algumas possibilidades:
a inspeção foi realizada, mas sem o cuidado técnico contratado;
os problemas existiam e não foram identificados, demonstrando falha grave na prestação do serviço;
ou haverá uma explicação diferente, que até hoje não foi apresentada.
O que não é razoável é cobrar por uma consultoria especializada e deixar que tantos problemas passem despercebidos.
O mais decepcionante foi a postura após a venda.
Quando relatei os problemas, o próprio responsável reconheceu que alguns deles realmente não haviam sido identificados.
Inicialmente informou que devolveria o valor do serviço.
Depois disso, simplesmente deixou de dar retorno.
Enquanto isso, a concessionária limitou-se a oferecer apenas o alinhamento da porta, querendo encaminhar o veículo para uma oficina especializada em som automotivo, ignorando todos os demais vícios apontados e documentados.
O Código de Defesa do Consumidor é claro.
Os artigos 6, 18, 20, 26, 3 e 35 garantem ao consumidor o direito à informação adequada, à reparação integral dos vícios, bem como estabelecem que, tratando-se de vício oculto, o prazo começa a contar da data em que o defeito é descoberto, e não da data da compra. Esses dispositivos também responsabilizam fornecedores de produtos e prestadores de serviços quando a prestação é inadequada ou quando há vícios que diminuem o valor ou comprometem a utilização do bem. Esses fundamentos também foram destacados na notificação extrajudicial enviada às empresas.
Hoje, minha confiança na Pecê Car Hunter é zero.
Quem contrata um Car Hunter busca justamente alguém que enxergue aquilo que o comprador comum não consegue enxergar.
Infelizmente, no meu caso, os problemas apareceram somente depois da entrega do veículo.
A notificação extrajudicial já foi enviada.
O caso já foi encaminhado ao PROCON.
Na ausência de solução integral, também será levado ao Poder Judiciário, para que sejam apuradas as responsabilidades da concessionária e da empresa contratada pela consultoria automotiva.
Não estou mais buscando uma negociação informal. Estou buscando a responsabilização de todos os envolvidos, conforme determina a legislação consumerista.
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Consideração final do consumidor
12/08/2026 às 11:02
PÉSSIMA EXPERIÊNCIA. PROBLEMA NÃO RESOLVIDO.
Registro minha total insatisfação com a Pecê Car Hunter (responsável Paulo
Cesar). Contratei o serviço de assessoria e vistoria de veículo e fui deixado
completamente sem suporte: não atendem, não respondem e não apresentam qualquer
solução.
O mais grave: o próprio responsável reconheceu a falha e se comprometeu a
devolver o valor pago. Depois disso, simplesmente desapareceu e cessou todo
contato por telefone, e-mail e mensagem , sem cumprir o que prometeu.
Esgotei as tentativas de solução amigável, inclusive reclamação no PROCON, sem
qualquer retorno concreto. Diante do descaso, o caso já está na Justiça.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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