DEVER DE EDUCAR EM PÚBLICO PARA ASSIM CIVILIZAR O INDIVÍDUO

Não respondida
São Paulo - SP
22/01/2024 às 15:51
ID: 181009265
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesUma jovem muito motivada pela cultura cinematográfica e que labuta no mundo das artes teve o feliz desejo de ir conhecer uma casa que é uma referência no mundo das artes em São Paulo, um lugar que tem em sua história a luta pela sobrevivência da arte do cinema na cidade de São Paulo, e a jovem depois de um dia de trampo de uma quinta feira no final da tarde chega ao local compra sua pipoca, paga seu ingresso e civilizadamente ao adentrar ao salão da plateia, antes de se sentar na cadeira do cinema escuta o reclamo de um casal que estava logo atrás dela fazendo o mesmo indo se acomodar nas cadeiras, dizia a mulher ao seu par: Que [Editado pelo Reclame Aqui] é essa e logo em seguida o parceiro responde É isso , fazer o quê a favela desceu e está invadindo e a mulher completa Estou sentindo cheiro de favela e todos sentam-se e nas cadeiras já estavam algumas poucas pessoas e uma que estava próxima ao lugar em que a jovem sentou se levantou e sentou-se mais afastada mostrando desconforto pelo fato da jovem ter sentado na mesma fileira. A jovem que embora estivesse bem vestida diga-se de passagem de elevada formação acadêmica em uma faculdade de referência no curso de graduação de rádio Tv e internet, já profissional consagrada no mundo das artes cênicas e com vasta experiência em comunicação; portadora de uma educação e civilidade ímpar, foi vilipendiada de forma cruel e de um impacto sem igual por pessoas que são desprovidas de civilidade para frequentar lugares públicos e ainda assim diante de tamanha aberração a jovem se manteve em sua postura de urbanidade e continuo sem retrucar as ofensas e ficou até ao final do filme saindo sem fazer alarde daquela agressão verbal, guardou seus sentimentos para que com o discernimento que tem buscar compreensão que no nosso Brasil, pessoas com o perfil dela são alvos fáceis dessas coisas pois ser mulher, parda com tatuagem e independente de ser heterossexuais ou não são marginalizadas por outras pessoas que se julgam melhores e buscam suprir suas frustrações sendo agressivas com seus irmãos de os quais só os identificam na dor pois na hora do clamor na doença e diante do flagelo da [Editado pelo Reclame Aqui] clamam por piedade e orações sem terem a mesma visão do que seja a discriminação racial. Lamentável esse lugar ter sido o Belas Artes e a jovem minha filha. Já vi o lamento de pessoas ricas dispostas a darem tudo e toda sua riqueza por um sopro divino, já vi pessoas de elevado poder aquisitivo chorando a mesma lágrima daqueles que também tiveram seus bens e sua família levadas pela mesma tempestade e as águas levando rio a baixo tudo e todos os orgulhos as vaidades junto com a desdém, em meus 62 anos já vivi bastante para entender que todos somos iguais na alegria e na dor. mas diante da dor somos mais fortes quando nós identificamos e nos unimos com a dor do próximo para sermos melhor que ontem. Fica aqui meu apelo ao Belas Artes para que façam da oportunidade que tem ao manter aberta essa casa de cultura tão importante para nossa cidade de SP, um lugar acolhedor para todos sem elitizar por exclusão sórdida, não pela administração da casa ou seus colaboradores que sabemos não são responsáveis por atos individuais dos que a frequentam, mas que seja essa casa um marco do DEVER DE EDUCAR EM PÚBLICO PARA ASSIM CIVILIZAR O INDIVÍDUO. Busquem antes de iniciar as apresentações fazerem divulgação de material educativo de convívio social dos excluídos, pequenos filmes de teor contra racismo e outras tantas discriminações que tiram o brilho do encanto de uma jovem com a magia da arte cinematográfica proposta pelo Belas Artes para ser consumida em um ambiente tranquilo sem o peso da mão dos incautos e covardes desprovidos de educação. Peço que o Belas Artes tome posse desse poder de EDUCAR SEU PÚBLICO. Não existe algo a fazer de forma mais eficiente para punir os agressores da jovem, seja na esfera legal ou não pois todos os meios disponíveis são falácias, mas existe sim por meio das artes mudar a cultura do [Editado pelo Reclame Aqui] de agredir os sonhos dos jovens. Conto com vcs como um filho conta com os pais na esperança de terem um futuro mais civilizado e isso é possível para uma cidade se partir dos centros culturais. Deus os abençoe muito e sempre junto a toda família.