Casos de toxoplasmose, possivelmente no restaurante Pitico

Não respondida
São Paulo - SP
15/05/2019 às 22:46
ID: 91572539
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesNa noite de 05/04 fui ao Pitico em um grupo de oito pessoas. Dessas, cinco comeram kebab de falafel, uma comeu kebab de kafta e as outras duas apenas tomaram cerveja.
As cinco pessoas do kebab de falafel começaram com sintomas de dengue cerca de uma semana depois e foram diagnosticadas com toxoplasmose.
A pessoa que comeu o kebab de kafta, sem sintomas, decidiu fazer a sorologia por precaução. Ambos os testes igM (infecção recente) e igG (histórico de anticorpos que aponta contato com a doença no passado) deram normais. Ou seja, essa pessoa não foi contaminada no mesmo episódio e deixou de adoecer devido aos anticorpos pré-existentes.
Logo, hipoteticamente, não me parece possível a contaminação ter vindo dos elementos comuns na composição dos kebabs, tampouco da água como o Pitico alega. Deve ter havido uma falha no processo - de higiene inclusive- ligado ao grão de bico ou outros elementos exclusivos ao kebab de falafel.
Considerando ainda que esse grupo de pessoas não convive com frequência (não trabalhamos todos juntos), podemos excluir com segurança outras refeições - antes ou depois desse dia 05/04 - como o fator de contaminação.
Pensando ainda na improbabilidade de todos os cinco terem comido/ sido contaminados em locais diferentes, isoladamente, e manifestado os sintomas ao mesmo tempo, nos resta apenas assumir que o Pitico foi a fonte mais provável da contaminação.
É importante complementar à nota de resposta do Pitico a informação de que a vigilância sanitária, segundo ela mesma nos informou, não tem (ainda) os meios necessários para verificar a contaminação de amostras por toxoplasmose. O órgão apenas verifica se os restaurantes seguem a cartilha de boas práticas de higiene. Isso não descarta, de maneira alguma, o referido restaurante ou seus fornecedores de serem o possível fator de contaminação.
Pitico deveria avisar publicamente que podem ter havido falhas em seu processo que levaram à contaminação de produtos pelo protozoário toxoplasma gondii (independentemente da fonte ser de responsabilidade direta deles) e aconselhar clientes que tiveram sintomas persistentes de virose/dengue etc. a procurarem um infectologista. Especialmente mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas. Notem, gostamos do restaurante, não queremos que encerrem as atividades. Fomos muitas outras vezes lá e nada havia acontecido. Agora, no entanto, esperamos mais (co)responsabilidade e pró-atividade do estabelecimento em auxiliar as pessoas doentes na identificação dessa doença que não é de fácil diagnóstico pelos sintomas não óbvios (eu mesmo fui duas vezes ao PS do hospital Albert Einstein e nenhum médico cogitou/ testou essa possibilidade).
Por fim, a Vigilância Sanitária deveria receber melhor capacidade e meios para ajudar seus técnicos na identificação de doenças e surtos.