Precatório pago após 17 anos de espera e total falta de providência da PJUS

Reclamação resolvida

Resolvido

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Serra - ES

15/12/2025 às 17:32

ID: 234861199

Registro esta reclamação para relatar minha experiência pessoal com a empresa PJUS, a qual considero extremamente negativa.

No dia 28/11, informei à PJUS que o precatório que negociei com a empresa já havia sido pago pelo Governo do Estado do Espírito Santo, após 17 anos de espera.

Desde então, venho mantendo contato com a atendente Gabriela, que informou que a empresa estaria enfrentando dificuldades para contratar um diligente, em razão de o processo ser físico, para verificação de cálculos e informações processuais.

Ressalto que não era minha obrigação acelerar qualquer etapa do processo.

Ainda assim, agindo de boa-fé e com o único objetivo de ajudar a resolver a situação, apresentei um advogado para atuar como diligente, buscando evitar mais atrasos.

Apesar disso, a PJUS não entrou em contato sequer uma única vez com o advogado indicado, demonstrando completa falta de iniciativa e de interesse em dar andamento à solução.

No dia 02/12, a PJUS foi formalmente intimada pelo juízo para informar a conta bancária para recebimento do valor do precatório, porém até o momento não realizou a indicação da conta, o que vem causando atraso injustificado no andamento do processo e, consequentemente, no repasse do valor devido.

Mesmo com o valor já pago pelo Estado, sigo sem receber o que é meu por direito, exclusivamente por falta de providências da empresa.

Com a proximidade do recesso do Judiciário a partir de 18/12, é bastante provável que eu passe todo o recesso forense sem receber, situação extremamente frustrante após 17 anos de espera.

Deixo claro que esta reclamação não decorre de simples insatisfação, mas da ausência total de solução prática, da demora excessiva, da falta de transparência e da inexistência de respostas objetivas.

A experiência com a PJUS tem sido péssima.

Diante disso, com base exclusivamente na minha vivência, não recomendo que outras pessoas façam negócio com a empresa PJUS, pois a condução do caso deixou muito a desejar.

Aguardo uma providência urgente e definitiva.

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Resposta da empresa

18/12/2025 às 17:25

Olá, Cleiton!

Reiteramos nossas sinceras desculpas pela frustração causada. Compreendemos a relevância do seu precatório e a sensibilidade envolvida na espera por este processo.

Esclarecemos que, por se tratar de um processo físico com trâmites específicos, houve dificuldades operacionais na obtenção rápida de informações, o que impactou o cronograma. Reconhecemos que o tempo de resposta excedeu o nosso padrão de qualidade e as suas expectativas.

Todas as medidas necessárias já foram priorizadas. O caso foi escalonado para a coordenação responsável, que acompanha pessoalmente as etapas finais para garantir uma solução definitiva no menor prazo possível. Ressaltamos que não houve, em momento algum, a intenção de causar prejuízo ou prolongar indevidamente o processo.

Permanecemos à disposição para novos esclarecimentos e seguimos empenhados em concluir sua demanda prontamente.

Atenciosamente,

Equipe PJUS

Réplica do consumidor

18/12/2025 às 18:31

A resposta apresentada pela empresa, embora traga pedido de desculpas, não enfrenta de forma objetiva as causas do atraso nem o prejuízo efetivamente causado.

Os fatos são claros e cronológicos:

Em 28/11, informei formalmente que o precatório já havia sido pago pelo Estado do Espírito Santo;

Em 02/12, a PJUS foi regularmente intimada a indicar conta bancária para recebimento, providência essencial para a liberação dos valores;

Apesar disso, a indicação não foi realizada em tempo hábil.

A alegação genérica de dificuldades operacionais não afasta o fato de que houve inércia em momento decisivo, o que impactou diretamente o cronograma.

Ressalto, ainda, que mesmo não sendo minha obrigação, indiquei um advogado para auxiliar como diligente, sem que tenha havido qualquer contato da empresa com o profissional indicado.

Fui informado posteriormente, inclusive por canais diretos de atendimento, de que não receberei qualquer valor neste exercício em razão do recesso do Judiciário. É fundamental registrar que o recesso não constitui causa do atraso, mas sim consequência da ausência de providências anteriores, que poderiam ter sido adotadas dentro do prazo regular.

Trata-se de um crédito aguardado por 17 anos, já quitado pelo ente devedor, cujo recebimento voltou a ser postergado por fatores alheios à minha conduta.

O prejuízo, portanto, é concreto e verificável, independentemente de eventual alegação de ausência de intenção.

Reitero que esta manifestação se baseia exclusivamente em fatos objetivos, datas e omissões verificáveis, e não em inconformismo genérico.

Permanecerei aguardando uma solução efetiva, compatível com a gravidade da situação, registrando que não dei causa a qualquer atraso.

Réplica do consumidor

21/01/2026 às 14:31

Mensagem: Apesar das desculpas formais, a PJUS se recusa a prestar uma confirmação mínima de segurança jurídica de que não serei prejudicado financeiramente por atrasos que não causei.

O precatório já foi pago pelo Estado do Espírito Santo, e a própria empresa admite que considera efetivo recebimento apenas quando o valor é creditado em sua conta. Ocorre que qualquer demora entre o depósito judicial e o crédito bancário decorre de trâmites internos do Fundo e do banco por ele escolhido, e não de qualquer conduta minha.

Mesmo após 17 anos de espera, e após eu ter tentado colaborar além da minha obrigação, inclusive indicando advogado para auxiliar como diligente, a PJUS não garante que o valor previsto na segunda data da escritura será preservado, transferindo integralmente o risco ao consumidor.

Registro minha discordância expressa quanto a qualquer interpretação que resulte em redução de valores por fatos alheios à minha vontade, o que configura desequilíbrio contratual.

Infelizmente, a experiência tem sido extremamente desgastante, insegura e frustrante, motivo pelo qual não recomendo que outras pessoas firmem contrato com a empresa.

Réplica da empresa

28/01/2026 às 14:13

Cleiton, conforme conversamos, a situação foi devidamente resolvida após a efetivação do pagamento do valor previsto na escritura pública. Compreendemos a insatisfação inicialmente manifestada e lamentamos qualquer frustração gerada ao longo do processo.

Reiteramos que não houve, em nenhum momento, a intenção de causar qualquer desconforto ou transferir riscos de forma indevida. Os procedimentos adotados seguiram estritamente os termos pactuados na escritura por ambas as partes.

Dessa forma, esclarecemos que todas as tratativas cabíveis foram conduzidas em observância aos termos contratuais, permanecendo a PJUS à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais!

Consideração final do consumidor

29/01/2026 às 08:39

A empresa efetuou o pagamento, motivo pelo qual encerro a reclamação.

No entanto, não recomendo a PJUS e não voltaria a fazer negócio, em razão da morosidade excessiva, falhas operacionais internas, falta de previsibilidade e comunicação pouco transparente ao longo do processo.

Mesmo com o precatório já pago pelo ente público, enfrentei atrasos injustificados, necessidade de cobranças constantes e ausência de garantias claras, o que gerou grande desgaste após anos de espera.

A solução ocorreu apenas após insistência e exposição da situação, quando o problema poderia ter sido resolvido de forma mais célere e organizada.

Encerro a demanda com o pagamento realizado, mas com avaliação negativa da experiência.

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

3