Obra da Plaenge causa transtornos e perturbação do sossego aos moradores da Rua Melo Alves.

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São Paulo - SP

28/02/2026 às 13:42

ID: 241945539

A situação se tornou simplesmente insustentável.

Não estamos falando de um pequeno transtorno eventual. Estamos falando de mais de 15 dias consecutivos sem dormir adequadamente, com atividades começando impreterivelmente às 7h da manhã, inclusive aos sábados e domingos e se estendendo até as 22h da noite. Isso não é apenas incômodo. Isso é desumano.

Moro na Rua Melo Alves e minha rotina foi completamente destruída. A obra da Plaenge tem imposto à vizinhança um nível de ruído incompatível com qualquer padrão mínimo de convivência urbana. É impossível acreditar que esse ritmo de trabalho esteja dentro das normas legais e das regras municipais de silêncio.

A sensação é de total desrespeito com quem vive aqui. Não há comunicação adequada, não há qualquer tentativa de minimizar impactos, não há consideração com idosos, crianças, pessoas que trabalham em casa ou que simplesmente precisam descansar. A vida virou um campo de batalha sonoro diário.

Causa estranheza que uma construtora desse porte precise operar de forma tão agressiva, inclusive em finais de semana e até o período noturno. Isso nos leva a questionar seriamente se há problemas de cronograma ou planejamento que estejam sendo resolvidos às custas da saúde e do bem-estar dos moradores.

O Código Civil garante o direito ao sossego. A legislação municipal estabelece limites claros de horário e ruído. Perturbar a vizinhança de forma contínua não é apenas falta de bom senso pode configurar infração legal.

Infelizmente, se não houver uma mudança imediata de postura, a única alternativa será formalizar denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo e demais órgãos competentes.

Não queremos conflito. Queremos apenas algo básico: respeito.

E já antecipo algo importante: se a resposta for novamente a justificativa de que caminhões não podem entrar na rua em determinados horários e que, por isso, as atividades precisam começar às 7h da manhã inclusive aos finais de semana ou se estender até a noite, por favor, nos poupem.

Esse argumento simplesmente não se sustenta.

Questões logísticas fazem parte do planejamento de qualquer empreendimento ainda mais de uma construtora do porte da Plaenge. Restrições de circulação de caminhões são regras públicas, conhecidas e previsíveis. Não são eventos inesperados. Não podem servir de justificativa para transferir o ônus do mau planejamento para centenas de moradores.

Se há limitação de acesso, isso deveria ter sido considerado no cronograma antes do início da obra. O que não é aceitável é transformar a rotina da vizinhança em um regime de exceção permanente para compensar dificuldades operacionais.

Nós, moradores, não somos parte do problema logístico da obra.

Somos cidadãos que pagam impostos, que trabalham, que precisam descansar, que têm direito ao mínimo de qualidade de vida. O direito de construir não pode se sobrepor ao direito ao sossego.

Reitero: não estamos pedindo privilégios. Estamos pedindo respeito às regras, aos horários razoáveis e à convivência urbana.

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Resposta da empresa

11/05/2026 às 14:55

Olá, Thiago.

Nós da Plaenge, junto a construtora Porto Ferraz, responsável pela execução da obra, recebemos sua mensagem com atenção e queremos, antes de tudo, nos desculpar pelos possíveis transtornos causados. Sabemos que o impacto de uma obra pode ser desgastante, especialmente quando afeta o descanso e a rotina das pessoas.

Tentamos contato telefônico, porém não obtivemos retorno. Entendemos a insatisfação relatada e levamos essa situação com seriedade, portanto revisamos internamente os procedimentos para garantir ao máximo a redução dos ruídos e possíveis impactos à vizinhança, de forma que as atividades não ultrapassem o horário permitido por lei.

Além disso, sempre que houver atividades programadas que possam gerar ruídos mais intensos, faremos uma comunicação prévia aos moradores, buscando trazer mais previsibilidade e transparência.

A Plaenge e a Porto Ferraz prezam pelo respeito à comunidade e não desejam que a nossa obra seja motivo de conflito, mas que seja conduzida com diálogo permanente e com a responsabilidade que orienta nossa atuação.

Permanecemos à disposição para manter um canal aberto de comunicação e tratar qualquer situação com a atenção necessária, e caso deseje, gostaríamos de agendar uma reunião para apresentar o nosso plano de ação visando mitigar futuros transtornos.

Atenciosamente.
Equipe Plaenge!