Prédio de alto padrão com apenas 4 anos e piscina interditada há 15 meses

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Campo Grande - MS

10/08/2026 às 08:30

ID: 256023907

Empreendimento de alto padrão com apenas 4 anos e piscina interditada há 15 meses

Gostaria de registrar publicamente minha enorme insatisfação com a Plaenge em relação ao Edifício Park Platinum.

O empreendimento foi vendido como alto padrão, foi entregue há apenas 4 anos e, mesmo sendo extremamente novo, estamos há aproximadamente 15 meses com a piscina interditada por problemas de vazamento.

Ou seja: em um prédio com apenas quatro anos de uso, os moradores já passaram mais de um ano sem poder utilizar uma das principais áreas de lazer do condomínio.

E o mais grave é que, após todo esse tempo, ainda não temos uma solução definitiva para o problema.

O condomínio contratou um engenheiro para avaliação técnica, que apontou intervenções necessárias para a correção adequada do problema. No entanto, a solução proposta pela Plaenge foi muito diferente daquela indicada pelo profissional contratado pelo condomínio, envolvendo intervenções menores que, segundo essa avaliação técnica, não seriam suficientes para solucionar definitivamente a origem dos vazamentos.

Depois de 15 meses de piscina interditada, é evidente que os moradores não querem pequenos consertos ou soluções paliativas. Queremos que o problema seja efetivamente resolvido, para que não tenhamos uma piscina liberada temporariamente e, meses depois, estejamos novamente diante de vazamentos, obras e nova interdição.

A divergência foi tamanha que a situação precisou chegar à via judicial. Atualmente, estamos aguardando a realização de perícia por perito judicial, justamente para determinar tecnicamente a extensão do problema e quais reparos são realmente necessários.

É extremamente frustrante precisar recorrer à Justiça para buscar uma solução definitiva para um problema dessa magnitude em um empreendimento vendido como de alto padrão e entregue há somente quatro anos.

Enquanto isso, os proprietários continuam arcando normalmente com seus imóveis e despesas condominiais, mas permanecem privados do uso da piscina há 15 meses. Além da perda de uma área importante de lazer, existe uma preocupação evidente com a qualidade construtiva, a recorrência do problema e a possível desvalorização dos imóveis.

Não estamos pedindo nenhuma melhoria ou benefício adicional.

Estamos cobrando o funcionamento adequado de uma estrutura que fazia parte do empreendimento que compramos e pela qual pagamos.

Esperávamos da Plaenge uma postura compatível com o padrão de qualidade que a empresa divulga e com o valor de um empreendimento dessa categoria.

Um prédio de alto padrão, entregue há apenas 4 anos, não deveria estar com sua piscina interditada há 15 meses enquanto seus moradores precisam aguardar uma perícia judicial para tentar conseguir uma solução definitiva.

Queremos uma resposta objetiva da Plaenge: qual será a solução definitiva para o problema e quando os moradores poderão voltar a utilizar a piscina com a segurança de que o vazamento foi realmente solucionado?

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Resposta da empresa

11/08/2026 às 08:32

Olá Nataly,

Compreendemos o desconforto relatado e os transtornos decorrentes da interdição da piscina.

Esclarecemos que o assunto vem sendo tratado de forma contínua com o Condomínio, tendo a Plaenge já apresentado a solução técnica necessária, de caráter definitivo, estando plenamente disponível para executá-la. Contudo, por se tratar de área comum, a intervenção depende de expressa autorização do Condomínio, a qual, até o momento, ainda não foi formalizada.

Ressaltamos que a Plaenge atua de maneira responsável e técnica, justamente para evitar soluções paliativas e assegurar que a correção seja adequada, segura e compatível com o padrão do empreendimento.

Seguimos à disposição do Condomínio para dar andamento à solução assim que autorizados.

Permanecemos à disposição pelo nosso aplicativo exclusivo ou pelo Portal do Cliente: www.plaenge.com.vc.

Equipe Plaenge.

Réplica do consumidor

11/08/2026 às 09:29

A resposta apresentada pela Plaenge não corresponde à realidade vivenciada pelo condomínio e, por esse motivo, solicito que as afirmações feitas sejam devidamente comprovadas por documentos.

A Plaenge afirma que o assunto vem sendo tratado de forma constante com o condomínio, que estaria pronta para executar os reparos e que a realização dos serviços dependeria apenas de autorização do condomínio.

Diante disso, solicito que a Plaenge apresente:

1. Os documentos, e-mails, atas, notificações ou quaisquer outros registros que comprovem que, desde julho de 2025 até a presente data, o assunto vem sendo tratado de forma contínua com o condomínio;
2. A proposta formal, atual e completa de reparo apresentada recentemente ao condomínio, contemplando todos os problemas existentes nas piscinas, sauna e jacuzzi, áreas que permanecem interditadas há mais de um ano;
3. O documento que demonstre que a Plaenge efetivamente comunicou ao condomínio estar pronta para executar esses reparos e que a realização dos serviços estaria pendente exclusivamente de autorização do condomínio.

É importante esclarecer que o condomínio possui laudo técnico de engenharia apontando os reparos considerados necessários, os quais não foram integralmente assumidos pela construtora. Justamente diante da ausência de uma solução definitiva foi necessário o ajuizamento de ação judicial, estando atualmente pendente a realização de perícia judicial.

E infelizmente os problemas do empreendimento não se limitam à área das piscinas.

Desde a entrega do edifício, convivemos com diversos outros problemas que também não receberam solução definitiva.

A porta de vidro da entrada social, por exemplo, apresenta problema de funcionamento, abrindo sozinha e batendo, inclusive com ocorrência de quebra de vidros. Trata-se de uma situação que, além dos transtornos, evidentemente gera preocupação quanto à segurança dos moradores, funcionários e visitantes, e que até hoje não recebeu solução definitiva.

Também enfrentamos goteiras e infiltrações significativas de água da chuva em diversas áreas comuns do edifício, inclusive dentro dos halls sociais. Em dias de chuva, há formação de grandes acúmulos de água no piso. A praça coberta chega a ficar com aspecto de uma verdadeira lagoa, diante da quantidade de água acumulada e da insuficiência de seu escoamento pelos ralos.

Somam-se a isso os reparos atualmente realizados nos halls de serviço, cujo acabamento e resultado visual estão muito aquém do padrão esperado para um empreendimento vendido como de alto padrão.

Portanto, estamos falando de um edifício entregue há aproximadamente quatro anos que apresenta uma sucessão de problemas construtivos e intervenções que, em diversos casos, não resultaram em soluções definitivas.

É justamente por esse histórico que o condomínio não pode simplesmente aceitar reparos paliativos ou intervenções parciais na área das piscinas. Existe um laudo técnico de engenharia indicando o que precisa ser realizado para a adequada correção dos problemas, inclusive de forma preventiva em relação a danos que poderão surgir futuramente em razão de falhas de execução da obra.

Causa, portanto, enorme estranheza que a Plaenge tente atribuir ao condomínio a responsabilidade pela não realização dos reparos, quando estamos discutindo problemas relacionados à execução da própria obra e cuja solução definitiva vem sendo buscada há muito tempo pelos moradores.

O empreendimento foi comercializado como de alto padrão. É incompatível com essa proposta que, com tão pouco tempo de entrega, seus moradores convivam com piscinas, sauna e jacuzzi interditadas há mais de um ano, infiltrações e acúmulos expressivos de água nas áreas comuns, problemas recorrentes em uma porta de vidro da entrada social e reparos com acabamento incompatível com o padrão do edifício.

Não buscamos soluções improvisadas, paliativas ou meramente estéticas. Queremos que os problemas construtivos sejam efetivamente corrigidos, com responsabilidade técnica e de forma definitiva.

Assim, reitero: se a Plaenge afirma publicamente que vem tratando o assunto continuamente com o condomínio, que possui proposta atual para execução dos serviços, que está pronta para realizá-los e que depende apenas de autorização do condomínio, solicitamos que apresente os documentos que comprovem objetivamente cada uma dessas afirmações.

Caso não consiga apresentá-los, ficará evidente que a resposta fornecida ao consumidor não retrata adequadamente a situação e transfere ao condomínio a responsabilidade por problemas que os moradores vêm tentando solucionar há anos.

Depois de mais de um ano de interdição e diante de tantos outros problemas existentes no empreendimento, os moradores não precisam de novas justificativas. Precisam de soluções técnicas, definitivas e compatíveis com o padrão pelo qual pagaram.