Experiência ruim - Tríplice Fronteira (julho de 2026)

Não respondida
São Paulo - SP
28/07/2026 às 12:27
ID: 255028645
Viajei com uma expectativa muito boa, mas infelizmente a organização da viagem deixou bastante a desejar.
Começando pelos pontos positivos: os motoristas foram excelentes durante todo o percurso, extremamente educados e dirigiram com segurança. O hotel também merece elogios: ótima estrutura, recepção muito atenciosa e resolutiva, além de um café da manhã impecável.
Agora, os problemas.
A organização com as bagagens foi simplesmente desesperadora. Em toda parada para guardar ou retirar malas eram mais de 30 minutos de espera. Um processo totalmente desorganizado, cansativo e que comprometia o cronograma da viagem.
A guia de São Paulo (Lua) demonstrou total despreparo. Falava muito pouco e, em vários momentos, passávamos longos períodos parados sem qualquer explicação. Perguntas simples, como previsão de horários, não tinham resposta. A sensação era de que ela estava apenas acompanhando um grupo que, na prática, era conduzido pela guia de Foz.
A guia de Foz (Célia) era comunicativa, mas claramente muito boa de conversa. Coincidentemente, todos os estabelecimentos indicados por ela eram conveniados e, curiosamente, sempre mais caros do que outras opções.
Outro ponto que considero propaganda extremamente questionável foi a divulgação do Marco das Três Fronteiras. Todo o material leva o passageiro a acreditar que o local faz parte dos passeios incluídos, quando, na realidade, não faz. A impressão é de indução ao erro, gerando uma expectativa completamente diferente daquilo que é entregue.
Também houve um episódio inadmissível relacionado à pontualidade. Sei que a empresa não controla o comportamento dos passageiros, mas controla a forma como lida com ele. Saímos para um passeio já com 15 minutos de atraso e, depois de mais de 15 minutos de viagem, o ônibus precisou voltar para buscar passageiros que sequer haviam chegado ao horário combinado. No total, eles atrasaram o grupo em mais de 45 minutos.
O mais impressionante foi o silêncio absoluto das guias. Nenhuma satisfação foi dada aos demais passageiros, como se o tempo de quem cumpriu os horários não tivesse valor. Só soube do motivo porque estava próximo e ouvi a conversa. Transparência passou longe.
O passeio à Argentina merece um capítulo à parte. Chegamos por volta das 21h30 e fomos orientados a retornar às 00h. Ou seja: aproximadamente 2h30 para conhecer outro país. Sinceramente, isso é conhecer ou apenas dizer que esteve lá?
A justificativa foi de que tudo fechava por volta das 23h. Bastou uma pesquisa rápida no Google para verificar que sorveterias funcionavam até 1h e até 2h da manhã, além de restaurantes abertos até 2h ou 3h. A única coisa que aparentemente encerrava às 23h era justamente a loja conveniada. Fica difícil não questionar quais interesses realmente estavam sendo priorizados.
Para encerrar a noite, o quarto ao lado do meu e do meu esposo estava com música alta e conversas em volume elevadíssimo. Solicitamos troca de quarto à recepção, que prontamente nos atendeu (inclusive, deixo aqui meu reconhecimento pela excelente postura do hotel).
Mas o melhor ainda estava por vir.
Enquanto trocávamos de quarto, os hóspedes começaram a sair daquele quarto barulhento. E adivinhem quem estava lá, quase 2h da manhã, participando da confraternização que impedia outros hóspedes de descansar?
A guia de São Paulo.
O mesmo profissional que deveria zelar pela organização, pelo descanso do grupo e pela condução da viagem estava justamente contribuindo para o problema.
No fim, fica um sentimento de frustração. A viagem tinha potencial para ser excelente, mas faltou organização, transparência, preparo e, principalmente, respeito com o tempo e a experiência dos passageiros.