Hotel Portal Mogi: Cobrança indevida, omissão de valores e uso não autorizado de dados bancários

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

24/03/2026 às 14:03

ID: 244181613

Gostaria de registrar minha profunda indignação com o Hotel Portal Mogi (Mogi Mirim) devido à falta de transparência, má-fé na comunicação e cobrança realizada em meu cartão de crédito sem qualquer autorização.

Fiz uma reserva via Hoteis.com para o período de 21/03 a 22/03, com a opção clara de "PAGAMENTO NA PROPRIEDADE". Por ser madrinha de um casamento, entrei em contato via WhatsApp para solicitar um early check-in.

A atendente Emanuele informou que o early check-in custaria R$ 80,00 por pessoa, mas que dependia de disponibilidade e só seria confirmado na data. Na mesma conversa, fui informada que o hotel estava com alta demanda, o que me induziu a não arriscar e optar por uma diária extra para garantir a entrada às 11h. O atendente Anderson confirmou a alteração para o dia 20/03 e afirmou textualmente: "o pagamento ficou para o check-in".

Os abusos cometidos pelo hotel:

Uso Indevido de Dados e Falta de Autorização: O hotel utilizou os dados do meu cartão (fornecidos à plataforma hoteis.com apenas como garantia) para debitar o valor por conta própria. Além de violar a modalidade "pagamento na propriedade", realizaram uma transação financeira sem meu consentimento.

Vício de Informação (Art. 6, III do CDC): Em nenhum momento me informaram que a diária extra custaria R$ 645,00. Como a oferta inicial de antecipação era de R$ 80,00, a omissão do valor da diária configura uma armadilha. Eu jamais teria aceitado esse valor se ele tivesse sido formalizado.

Cobrança em Duplicidade e Valor Abusivo: Fui cobrada em um total de R$ 1.290,00 (R$ 645,00 via débito indevido no cartão e R$ 645,00 pagos presencialmente no check-in). Um valor astronômico e não acordado.

Tentei resolver pelo WhatsApp no dia 23/03, mas a equipe foi intransigente, ignorando o fato de que nunca formalizaram preços. É um descaso total com o consumidor, especialmente considerando que levei outros 5 quartos de convidados por minha recomendação.

Exijo o estorno do valor cobrado indevidamente ou o reajuste para o valor condizente com o early check-in informado inicialmente (R$ 80,00 por pessoa), visto que a falha de informação e a cobrança sem autorização são práticas abusivas.

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Resposta da empresa

26/03/2026 às 14:53

Prezada Sra. Ariane, boa tarde.
Agradecemos pelo seu contato e pela oportunidade de esclarecimento.
Após análise detalhada da sua reserva e dos registros de atendimento, reforçamos que não houve qualquer cobrança indevida.
Conforme alinhado previamente via atendimento, a solicitação de entrada antecipada estava sujeita à disponibilidade. Diante da alta ocupação, foi informada como alternativa a inclusão de uma diária adicional para garantir o acesso ao apartamento no horário desejado, o que foi confirmado e viabilizado pela equipe.
Para atender à sua solicitação, o apartamento foi bloqueado desde o dia anterior à sua chegada, deixando de ser comercializado, o que justifica a cobrança da diária correspondente.
Em relação ao pagamento, a reserva foi recebida por meio da plataforma Hoteis.com com dados válidos para garantia, e não constava no voucher qualquer indicação de pagamento no balcão, motivo pelo qual a cobrança seguiu os procedimentos padrão.
Reforçamos que todas as condições foram aplicadas conforme disponibilidade, solicitação e confirmação da reserva, não sendo identificada irregularidade no processo.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
Equipe Hotel Portal Mogi Mirim

Réplica do consumidor

26/03/2026 às 15:05

Prezada equipe do Hotel Portal Mogi,

Mantenho integralmente minha indignação. A resposta enviada ignora fatos documentados e princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor.

Promessa de Pagamento Local: Vocês afirmam que "não constava indicação de pagamento no balcão", o que contradiz diretamente a mensagem do atendente Anderson, que afirmou textualmente via WhatsApp: "o pagamento ficou para o check-in". O hotel descumpriu o próprio acordo estabelecido no atendimento direto.

Vício de Informação (Preço): Em nenhum momento foi informado que o valor da diária extra seria de R$ 645,00. A boa-fé objetiva exige que o fornecedor informe claramente o ônus financeiro antes da contratação. Como a oferta inicial para o early check-in era de R$ 80,00 por pessoa, a omissão do valor da diária (que acabou sendo 4 vezes maior) configura prática abusiva.

Uso Indevido de Dados: O cartão fornecido à plataforma Hoteis.com é para garantia, e não para débito automático à revelia do cliente, especialmente quando há orientação por escrito de que o pagamento seria presencial.

Diante do exposto, informo que:

Já estou em contato com a plataforma Hoteis.com para contestar formalmente a cobrança indevida e o descumprimento das condições da reserva.

Caso o hotel tenha real interesse em resolver o conflito de forma amigável, estou disposta a pagar um valor condizente com o serviço de early check-in originalmente ofertado (R$ 80,00 por pessoa) ou uma taxa de ocupação justa, proporcional ao período utilizado, em substituição ao valor integral da diária que nunca foi aceito formalmente por mim.

Consideração final do consumidor

10/04/2026 às 11:07

Reclamação: Prática Abusiva e Cobrança Indevida
Reclamados: Hotel Portal Mogi e Hoteis.com (Responsabilidade Solidária)

1. Falha de Informação (Art. 6, III e 31 do CDC): Realizei reserva via Hoteis.com para 21/03 (Pagamento na Propriedade). Solicitei early check-in via WhatsApp do hotel. A atendente ofertou o valor de R$ 80,00/pessoa. Fui induzida a converter em "diária extra" para garantir a entrada, mas o hotel omitiu que o custo saltaria para R$ 645,00. A falta de preço prévio e claro configura prática abusiva.

2. Cobrança Sem Autorização: Mesmo com a confirmação por escrito do atendente Anderson de que o pagamento seria no check-in, o hotel utilizou os dados do meu cartão (dados apenas para garantia na plataforma) e efetuou um débito às 04h do dia 20/03 sem meu consentimento.

3. Cobrança em Duplicidade (Art. 42 do CDC): O hotel cobrou R$ 645,00 via débito indevido no cartão (20/03) e exigiu novos R$ 645,00 presencialmente no check-in (21/03). Totalizei R$ 1.290,00 pagos por um serviço cujo valor excedente nunca foi acordado. Tentei solução amigável em 23/03, sem sucesso.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

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