Revisão de contrato de empréstimo consignado

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Cabo Frio - RJ

30/06/2026 às 17:04

ID: 252727173

Após visualizar alguns anúncios, na internet, sobre revisão de contratos de empréstimos consignados, resolvi enviar intenção de contratar a empresa Porte Consultoria Financeira.
No dia 26 de maio, recebi uma mensagem de WhatsApp de uma funcionária, que detalhou a atuação da supracitada empresa. Após, pediu-me que enviasse os contracheques para que fizessem uma análise dos contratos. Enviei e, em poucos minutos, obtive o retorno. Fui informado que eu já havia pagado, aproximadamente, R$40.000,00 e, como o pagamento foi indevido, a devolução deveria ser em dobro, R$80.696,98, além da redução do valor das parcelas a vencer de R$2.038,58 para R$1.515,58. Mas para isso teria de pagar, aproximadamente, R$3.000,00. Relutei em aceitar, pois, sou cético em acreditar nessas vantagens. A referida funcionária enviou-me uma cópia do contrato e pedi tempo para avaliar.
No dia seguinte, recebi uma mensagem da funcionária informando que a empresa em questão tem 99% de sucesso na questão extrajudicial, porque os bancos não querem ser punido com danos morais na justiça. Enviei uma mensagem informando que não contrataria esse serviço. A funcionária insistiu e disse que a gerente autorizou um desconto, eu teria de pagar, agora, R$2.000,00 parcelados.
No dia 28 de maio, respondi dizendo que naquelas condições não havia interesse. A funcionária respondeu alegando idoneidade da empresa. Retruquei, afirmando que não era certeza ter êxito na ação extrajudicial, mas que pensaria um pouco mais sobre o tema. Segundo a funcionária, os bancos têm de cumprir a lei e sabem que estão me "[Editado pelo Reclame Aqui]"
No dia 1 de junho, a funcionária enviou-me nova mensagem informando que eu poderia dar uma entrada facilitada para iniciarmos a ação. Enviou-me também um link para pagamento da contratação da empresa de forma parcelada e informando que o jurídico já estava preparando a documentação para os bancos.
No dia 2 de junho, efetuei o pagamento de R$2000,00, em 6 parcelas de R$376,69. Encaminhei o comprovante de pagamento e a funcionária pediu-me para enviar alguns documentos. Recebi um link para a assinatura eletrônica do contrato. Após ter atendido as solicitações da empresa, recebi nova mensagem da funcionária, dando-me boas vindas à empresa e informando que em até 7 dias o jurídico entraria em contato comigo.
No dia 9 de junho, recebi uma mensagem de uma pessoa se apresentando como do corpo jurídico da Porte Consultoria, encaminhando-me uma procuração para eu assinar. No mesmo dia, assinei e encaminhei. Ela me pediu também vários documentos para dar continuidade no processo. O que foi feito.
No dia 15 de junho, recebi nova mensagem da referida funcionária, que me informou da recusa da Caixa Econômica Federal em aceitar o acordo extrajudicial. A instituição financeira alegou que eu tinha ciência do que estava sendo cobrado. Continuou a funcionária: "Devido a essa negativa, vamos aderir outra a uma nova estratégia, no qual estamos confiantes que teremos um retorno positivo, uma vez que teremos uma prova maior contra as cobranças indevidas dos respectivos bancos." Para essa nova "estratégia" deveria ser gerado um laudo por um profissional habilitado e licenciado pelo órgão da CONPEJ (Consignação em pagamento) e que sem esse documento possivelmente não conseguiríamos um acordo com os bancos em tratativas. Recusei o novo pagamento, alegando que quando da contratação do serviço da Porte Consultoria, esta apresentou os valores pagos indevidamente em pouco minutos, após análise dos termos do meu contrato com os bancos, logo, estaria nesta análise preliminar da empresa a má fé dos banco em cobrarem mais do que deveriam. Por curiosidade, perguntei-lhe qual o valor do serviço do profissional.
No dia 16/6, recebi duas mensagens da mesma funcionária, numa delas, listou os serviços que o profissional faria, quais sejam: verificar, apontar e excluir a capitalização composta de juros; verificação se houve a aplicação correta das taxas de juros, conforme contrato e legislação pertinente; Reconstituir o saldo devedor ou credor, através de solicitação de indébito; calcular uma nova prestação para fins de depósito judiciais ou extrajudiciais. O valor seria de R$2.988,73.
No mesmo instante, questionei que quando havia encaminhado os contracheques, o cálculo foi feito em alguns minutos. Ratifiquei minha posição de não pagar nada mais e que a empresa poderia representar-me judicialmente, conforme informação no início das tratativas.
No dia 22 de junho, reafirmei minha intenção de não pagar mais nada e que a Porte ingressasse na justiça, como resposta fui informado que se o juiz determinasse que o processo teria custas, eu teria de arcar com elas. Nesse momento, solicitei o cancelamento do nosso contrato. Informei que relataria todo o ocorrido comigo no site Reclame Aqui para que outras pessoas fiquem cientes do que pode acontecer em casos semelhantes ao meu.
Como não obtive resposta, no dia 23 de junho, enviei outra mensagem dizendo aguardar uma posição da empresa, como até hoje, 30/06, não obtive retorno, estou registrando o ocorrido comigo nesta conceituada página de defesa do consumidor.

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