Combustível completamente adulterado causa pane no veículo, gerente do posto se recusa a resolver.

Em réplica
São Paulo - SP
30/01/2026 às 02:47
ID: 239269115
No dia 23/01/2026, às 2:29 da madrugada, abasteci 50,739L de gasolina comum no Posto Príncipe III, situado na *****, em frente a padaria Dona Deôla.
Voltei para casa normalmente, com aquele restinho de gasolina boa de outro posto ainda rodando no motor. Porém no dia seguinte o carro não funcionou mais. Ligava e já morria na mesma hora, exceto se eu acelerasse muito fundo forçando o motor, ao qual saía uma fumaça branca parecendo uma neblina leve, que pairava em volta do carro todo.
Voltei ao posto no dia 26/01, e falei com o gerente *****. Ele retrucou tudo que eu disse, defendendo a qualidade do combustível do posto, dizendo que nenhum carro dá problema e ninguém nunca reclamou. Fez questão de realizar o teste na minha frente com água para separar a gasolina do álcool e me provar que havia a quantidade correta de álcool e gasolina. Em resumo, foi um ótimo funcionário e vestiu a camisa da empresa. Não me ajudou em nada com o problema causado pelo posto.
Meu carro é flex, então não apresentaria problemas se fosse mais álcool mesmo.
Esse teste que o gerente fez não aponta o que foi utilizado, pois a adulteração do combustível foi feita com algum tipo de substância química de cheiro absurdamente forte, parecendo solvente ou algo do tipo. E não tem cheiro de gasolina, além da coloração estar muito diferente.
Ontem, 6 dias após o ocorrido, consegui finalmente esvaziar todo o tanque com uma mangueira, e coloquei 1L de gasolina boa do Posto BR da Avenida Jabaquara, 1966. O carro depois de 3 tentativas ( obviamente pra limpar o resto de lixo ) simplesmente voltou a funcionar perfeitamente bem. Já fui encher o tanque no BR e estou enviando 1L dessa pinga que me venderam como gasolina para um laboratório em Paulínea para averiguar qual substância está presente além da gasolina, e se está de acordo com a ANP.
Todos os prejuízos me causados nesses 6 dias serão incluídos no processo.
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Resposta da empresa
06/02/2026 às 17:49
Prezado Sr. Adriano,
Conforme conversamos, esclarecemos que, ao tomar conhecimento do relato, o gerente da unidade, Sr. Iago, realizou o atendimento presencial e adotou todos os procedimentos previstos nos protocolos da empresa.
Durante a tratativa, foram apresentados ao senhor os testes de qualidade disponibilizados pelo posto, bem como as informações referentes às notas fiscais de aquisição do combustível, boletins de conformidade e procedimentos de descarga, documentos que comprovam a regularidade do produto conforme as normas da ANP. No entanto, o senhor optou por não realizar os testes oferecidos no local e também não verificar a documentação apresentada.
Destacamos ainda que o veículo não foi encaminhado a um mecânico para avaliação técnica, tampouco foi apresentado laudo técnico que pudesse comprovar eventual nexo causal entre o problema relatado e o combustível abastecido. Sem essa análise especializada, não é possível confirmar a origem da falha apresentada no veículo.
Além disso, conforme informado pelo próprio senhor, a retirada do combustível foi realizada por conta própria, utilizando uma mangueira, assim como o envio do material para análise particular, procedimentos que fogem do controle e da responsabilidade do posto.
Reiteramos que todas as medidas cabíveis dentro do alcance da gestão da operação foram adotadas, em conformidade com os padrões da empresa e a legislação vigente. Permanecemos à disposição para novos esclarecimentos, desde que acompanhados de documentação técnica que possibilite uma análise adequada do caso.
Permanecemos à disposição para maiores esclarecimentos.
Atenciosamente,
Equipe REDE 7
Réplica do consumidor
07/02/2026 às 04:29
Prezados da Equipe REDE 7,
Infelizmente essa conversa citada nunca existiu. A REDE 7 apenas entrou em contato por Whatsapp, e foi informado que um supervisor iria ao posto, e após respectivas verificações entraria em contato comigo. O que também jamais aconteceu.
Ao final também me foi solicitado gentilmente que eu revisasse ou removesse eventuais publicações que contivessem informações inverídicas, citando ainda alguns artigos do Código Penal. Depois disso, apenas enviaram essa mesma resposta de agora.
Eu achei que alguém viria buscar uma amostra do combustível, enfim, algo mais enfático e pragmático. Em resumo, não acho que houve de fato uma tentativa de resolução ou investigação mais aprofundada.
Entendo tudo o que foi descrito, mas ressalto que estes procedimentos padrões não refletem a realidade. Nem o gerente do posto e nem o mecânico são técnicos de laboratório ou de análises físico-químicas, não sendo capazes de avaliar com exatidão esse nexo causal. Também não adianta o consumidor ver a documentação do posto, já que não temos habilidades técnicas de fiscalização para avaliar tais documentos.
Como trocar pilhas gastas de um controle remoto, não havia nenhuma necessidade de levar o carro ao mecânico antes de esvaziar o tanque e testar com outro combustível. Que foi exatamente o que fiz e como por "milagre" voltou a funcionar imediatamente, excluindo qualquer possibilidade de ser problema do carro.
Quanto à retirada do combustível com mangueira, foi consultado em três laboratórios que confirmaram que este procedimento não altera a qualidade da amostra.
Permaneço à disposição caso haja necessidade.
Mas agradeço pela atenção.
Att.
Réplica da empresa
03/03/2026 às 09:05
Prezado Sr. Adriano,
Agradecemos seu retorno e registramos suas considerações.
Esclarecemos que, assim que tomamos conhecimento do relato, a unidade realizou o atendimento por meio do gerente responsável e seguiu os procedimentos internos previstos para situações dessa natureza. O contato via WhatsApp ocorreu para dar andamento à tratativa e informar que o caso seria acompanhado pela supervisão, dentro do fluxo operacional adotado pela empresa.
Reiteramos que foram disponibilizados os testes de qualidade realizados na própria bomba, conforme determina a ANP, bem como a documentação comprobatória (Notas Fiscais e Boletins de Conformidade). Esses são os meios formais e regulamentados para verificação inicial de eventual inconformidade do combustível comercializado.
Compreendemos seu posicionamento quanto às análises laboratoriais. Contudo, para que seja possível estabelecer tecnicamente o nexo causal entre o combustível e o dano alegado, é indispensável a apresentação de laudo técnico conclusivo emitido por laboratório habilitado, contendo metodologia, parâmetros analisados e resultado comparativo com as especificações da ANP. Até o momento, não foi apresentado documento com essas características.
Destacamos ainda que a retirada do combustível e o envio para análise particular foram realizados por iniciativa própria, sem acompanhamento técnico do posto ou coleta formal de amostra testemunha, procedimento que foge ao protocolo padrão de verificação e impossibilita a rastreabilidade da amostra.
Ressaltamos que todos os combustíveis comercializados pela Rede 7 são adquiridos exclusivamente de distribuidoras autorizadas pela ANP, acompanhados de documentação fiscal e boletins de conformidade, e não houve registro de outras ocorrências semelhantes na mesma data ou período.
Reafirmamos que não houve qualquer negativa de atendimento ou de apuração. Todas as medidas cabíveis dentro do alcance da gestão da operação foram adotadas, em conformidade com os procedimentos internos e a legislação vigente.
Permanecemos à disposição para reavaliar o caso mediante apresentação de documentação técnica formal que permita análise objetiva e conclusiva.
Atenciosamente,
Equipe REDE 7