Charme do gato por lebre?

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
05/01/2025 às 17:36
ID: 206382267
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesAdoro a região e retornei para passar o Natal 24 e Reveillon ******* (12 dias), desta vez na Pousada do Toque, pelo nome que tem e também por pertencer ao Roteiro de Charme.
Entretanto, a experiência foi muito ruim! Sentimento de enganação, comprando serviço muito inferior ao valor cobrado e à fama que tem. Diária abusivamente cara em relação à qualidade dos serviços prestados, não vale! E há várias outras boas opções de pousadas e hotéis, melhores e mais profissionais na região, alguns até mais baratos!
Já me hospedei em outros locais do Roteiro de Charme em diversos lugares no Brasil e nunca vi nível tão precário e mau administrado. Gestão completamente descuidada, preguiçosa, amadora e ausente, depõem contra o Roteiro de Charme.
Pontos positivos: Área da Pousada é boa e localização privilegiada, numa das melhores praias de Milagres. Funcionários simpáticos mas é característica de toda a região.
Acesso: nenhuma sinalização de como chegar, sequer o nome da Pousada na entrada.
Manutenção: Falta manutenção tanto em áreas comuns quanto nas acomodações. Sauna, sala de ginástica e área de massagem precárias e pouco atrativas, não dá vontade de usar. Bicicletas mau conservadas e antigas, utilizei só 2 vezes pois me machucou.
Quarto: Ficamos na Suite Conjugada Pitanga. Tamanho bom, mas com muitos pontos a melhorar. Lençol da cama de solteiro é bem menor do que a cama, ar condicionado só refresca não gela, não há móveis e equipamentos de apoio como espelho, cadeira, poltrona, local para colocar mala, prateleiras, sequer abajures! Problemas inadmissíveis e primários no banheiro como o fraco volume e pressão de água, tanto no vaso sanitário quanto nos chuveiros. Nem sempre tem água quente.
Limpeza deixa a desejar: em 12 dias, não trocaram lençol.
Áreas Comuns: Jardins constantemente sujos, feios e muito mau cuidados (até com mato). Há partes, em especial próximas à quadra de beach tênis, tão bagunçadas que chocantemente se vê lixo e restos de entulho de obra espalhados. Um desleixo!
Internet: Sinal oscilante a maior parte do tempo.
Despesas Extras: Sistema de cobrança não é transparente e muito suscetível a erros. Não se assina comandas e não há outra forma de acompanhamento, portanto, não se sabe o que é lançado nas despesas do quarto. A não ser que você solicite a impressão diária.
Gastronomia: Muito fraca! A comida é saborosa, mas sem nada de especial como em outros locais na região. Cardápio restrito, sem muitas variedades, principalmente para hospedagem superior a 2/3 dias. Os preços são abusivos para o que é oferecido! Mais caros que muitos restaurantes na Zona Sul do Rio de Janeiro. Um simples sanduiche queijo quente demora 30 minutos para ficar pronto (bem simples mesmo: pão caseiro insoso, nem é multigrãos ou de fermentação natural nada disso, bem como o queijo coalho, mais simples possível), não vem com nenhum acompanhamento como salada ou fritas, nada e custa R$ 30,00! Uma Salada da Horta composta só por 3 itens: alface, tomate grosseiramente cortado e uns pedacinhos muito pequenos de frutas jogadas por cima, só apenas isso (sem nenhum complemento como um molhinho, crouton, queijo, gergelim, nuts, azeitona, palmito, nada, nadinha mesmo), custa absurdo R$ 70,00!
Sou vegetariana e tive dificuldade em me alimentar bem aqui. Escutei com frequência piadas discriminatórias e debochadas de um dos garçons (E.). Fui à outros restaurantes onde tive agradáveis experiências gastronômicas: Pousada Amendoeira, Bistrô Patrícia, Pousada SmbaPaTi, Restaurante no Quintal, Pousada Beijupirá, Pousada Wassu.
Café da manhã apenas razoável. Sem variedade de pães, só o insosso pão de batata feito na casa. Por vezes, comprei pão de sal na padaria mais próxima. Há opções de ovos e omelete, mas tudo demora tanto, que desistíamos de pedir.
Higiene questionável, para se ter uma ideia, o sal que os hóspedes usam quando é solicitado, vem num potinho aberto onde todo mundo se serve com as próprias mãos, não há saleiro. Prática condenável pelos padrões exigidos pela vigilância sanitária.
A água de côco dificilmente vem gelada, sempre em temperatura ambiente.
Serviço: Não é profissional, inferior ao que se vê em outros estabelecimentos da região. Improvisado, confuso, sem padrão, demorado e ineficiente. Nota-se, claramente, que não há treinamento da equipe nem gerência ou acompanhamento das execuções dos processos. Se há algum gestor responsável, não vimos, exceto o proprietário, mais preocupado em fazer sala aos próprios amigos e convidados.
A comunicação com a recepção funciona só pelo whatsapp e não há com outros setores da pousada.
Os garçons são esforçados e simpáticos. Mas, pela falta de gestão e treinamento, se enrolam sem métodos. Se você pede algo simples, como azeite, sal, queijo ralado, pimenta, etc, eles custam para chegar ou até mesmo não chegam, você tem de pedir insistentemente. Às vezes o ******* vem errado e precisa ser refeito. Bebidas demoram. Como a cozinha é afastada, a comida vem descoberta e totalmente desprotegida de insetos, vento, etc. Sempre chegava fria. O atendimento na área da praia começa tardiamente no final da manhã.
Chamar pelo nome não significa necessariamente um bom atendimento ou uma experiência de excelência. Aliás, a forma como são (mau) orientados está num linear muito tênue de soar como tratamento excessivamente íntimo e pouco profissional. Ressalvo que a questão é falta de orientação.
A falta de profissionalismo chegou ao cúmulo de, no meio de um dos dias (bem na hora do almoço e por um período superior a 2 horas), sem qualquer planejamento ou comunicação prévia, todos os serviços da pousada foram completamente suspensos em razão da festa de confraternização dos funcionários, sob a alegação de que eles são merecedores. Ora, essa não era uma questão! E os hóspedes, razão da existência do negócio (e por sinal estavam pagando pelo serviço), não são igualmente merecedores?