Tratamento descortês, desrespeitoso e grosseiro, submetendo a hóspede à situação vexatória, de modo a causar-lhe abalo moral e psíquico

Não respondida
Brasília - DF
29/08/2016 às 14:57
ID: 20618633
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Ver todas ReclamaçõesReclamação acerca do tratamento da dona da Pousada Manacá (localizada em Cavalcante- Goias- cujo endereço completo é o seguinte: Travessa 4 - Quadra ******* - Lote ******* | Centro, Cavalcante, Goiás **************, Brasil)
A dona da pousada não gostou de minha aparência, não foi com a minha cara, dispensando tratamento grosseiro, desrespeitoso e descortês para comigo, arruinando meu fim de semana e do meu marido que tinha sido planejado para ser de paz, de tal forma que voltamos para casa mais cedo que o planejado e mais estressados do que chegamos.
A dona do estabelecimento se exaltou, aumentou o tom de voz e gritou comigo no cafe da manhã de forma desproporcional, alegando que eu me achava superior a eles. Ocorre que aconteceu um mal entendido. Eu solicitei com educação à cozinheira que preparasse ovos e tapioca, a qual se mostrou de acordo com meu ******* com ele, sem apresentar qualquer negativa a respeito dele. Após uma espera de cerca 20 minutos em jejum e iludida com a ideia de que havia tapioca no estabelecimento, a cozinheira retorna trazendo apenas os ovos e informando que o estabelecimento não servia tapioca. Perguntei educadamente porque ela não dissera antes e me senti descontente pelo fato de não ter recebido tempestivamente (isto é, quando do meu pedido, feito 20 minutos atrás) essa informação da inexistência do produto. Destaco, nesse contexto, que certamente funcionários de um estabelecimento sabem o que é ou não servido onde trabalham, de modo que a ausência de explicitação dessa informação no momento de um pedido de um cliente caracteriza, no mínimo, negligência do funcionário por não saber os produtos servidos no local em que exercem atividades rotineiramente. A funcionária mal se afastou de nossa mesa e a dona do estabelecimento começou a gritar dizendo que não eram obrigados a servir o que eu queria, que ali não era hotel 5 estrelas, que eu achava que era superior. Mesmo eu tentando explicar educadamente que meu descontentamento não era em função da falta do produto, mas sim da falta de diálogo e da demora (intempestividade) em me informar que o serviço não era oferecido, a dona continuava a gritar e a me tratar de forma grosseira, desproporcional, chegando ao ponto de me fazer chorar. Ao fim, eu e meu marido desistimos do café da manhã e da cachoeira planejada para o domingo e voltamos para nossa cidade mais cedo.
Na hora da entrega das chaves para a dona, ela ainda começou a falar mal de minha pessoa a meu marido, alegando que não vinha do café da manhã eu eu me sentia superior, disse que eu cheguei e disse que aquele era nosso quartinho. Quando eu soube disso, senti que sofri preconceito pelo meu linguajar, do Norte do Brasil, pois tenho mania de chamar minhas coisas carinhosamente pelo diminutivo: meu carrinho, minha caminha, minha casinha, sendo que de nenhuma forma minhas palavras foram proferidas em tom ofensivo.
Em resumo, a ideia de ir para Cavalcante tinha o propósito de ter um fim de semana isolado do caos da cidade grande e de encontrar paz. Em contrapartida, o que ganhamos de presente da dona da pousada foi o oposto disso, pois acabamos retornando mais estressados ainda e COM FOME, porque não conseguimos engolir mais nada após o alvoroço causado pela dona.
Assim, considero que sofri dano moral da parte da dona, que buscou me humilhar na frente de meu marido e de sua funcionária. Conforme o professor AGUIAR DIAS, : quando ao dano não correspondem as características do dano patrimonial, dizemos que estamos na presença do dano moral (DIAS, José de Aguiar. Da responsabilidade civil. https://******* Rio de Janeiro: Forense, *******. v.I, p. *******). Na definição do eminente Des. SÉRGIO CAVALIERI FILHO, o dano moral é a dor, vexame, sofrimento ou humilhação que, fugindo à normalidade, interfira intensamente no comportamento psicológico do indivíduo, causando-lhe aflição, angústia e desequilíbrio em seu bem-estar. (Programa de Responsabilidade Civil. São Paulo: Malheiros, *******, p. *******).