Nosso gelo é apenas para os drinks..

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Rio de Janeiro - RJ

21/02/2022 às 14:08

ID: 138811403

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Me hospedei com minha esposa na Pousada Maresia, na Costa Azul, Rio das Ostras, entre os dias 18 e 20 de fevereiro de *******. Já na entrada no hotel estranhamos o fato de não nos pedirem comprovante de vacinação, exigência pertinente em tempos de pandemia. Ao chegarmos no quarto percebemos um cheiro muito forte de mofo. Minha esposa chegou a me sugerir para trocarmos de quarto, mas falei para tentarmos ficar ali. No dia seguinte, fomos tomar café da manhã. Já viajamos algumas vezes durante esse período de pandemia. E nos hotéis em que ficamos eles determinam um horário específico para que cada hóspede tome o café da manhã para evitar que muitas pessoas fiquem ao mesmo tempo no refeitório. Na pousada Maresia isso não ocorre. Além de permitirem o livre acesso ao refeitório, gerando aglomerações, não exigem o uso de máscaras, não disponibilizam luvas para os hóspedes utilizar ao se servir, não há espaço mínimo de separação das mesas, há equipamentos quebrados que continuam em uso, como o acionador da refresqueira, não disponibilizam manteiga individual, levando os hóspedes a compartilhar o mesmo pote de manteiga e consequentemente as facas ali dispostas, gerando um grande risco de contaminação. Além disso, os copos e demais recipientes ficam dispostos com a boca virada para baixo em uma estante de madeira, sem a menor preocupação com a higiene. Há inúmeras tomadas expostas sem a tampa de proteção, aumentando os riscos para os frequentadores. O refeitório não dispõe de um buffet de aço para manter os alimentos aquecidos, então os salgados ficam frios e gordurosos. Embora haja quantidade, que acaba agradando a muitos, a qualidade não é das melhores. A maioria dos alimentos ficam expostos sem nenhuma cobertura, e as moscas pousam tranquilamente contaminando o que irá ser consumido em seguida.
As áreas comuns ficam com o piso constantemente molhado, oferecendo risco constante de queda aos hóspedes. A todo momento as áreas estão molhadas, tanto que já deixam vassoura e pano de chão no caminho, pois sabem que terão que utilizar, e já nem se preocupam em guardá-los. Na parede ao lado do balcão da lanchonete há outro quadro de disjuntores sem tampa e com fios expostos, mais um grande risco para os frequentadores, pois fica ao lado da piscina.
O quarto além do cheiro de mofo, tem um frigobar enferrujado e mal conservado, o banheiro não possui toalha de rosto ou de mãos, e nosso quarto não recebeu visita de arrumadeira em nenhum dos dias em que lá permanecemos. Consequentemente, as toalhas foram as mesmas, as camas não foram arrumadas e o lixo não foi retirado. Não havia a possibilidade de deixarmos a janela aberta para reduzir o cheiro de mofo, pois ela dava de frente para a piscina e havia uma mesa bem próximo dela. Caso deixássemos a janela aberta, perderíamos totalmente nossa privacidade. E minha esposa disse que eles ameaçam cobrar uma taxa de 30 reais caso o hóspede saia do quarto e deixe algum aparelho ligado ou a luz acesa. Ou seja: a pousada não investe em tecnologia que desativa os aparelhos quando o hóspede não está no quarto, e nós é que temos que pagar essa conta..
Mas o pior ainda estava por vir. Na manhã do dia 20, fomos tomar café. O refeitório mais uma vez estava lotado, com pessoas sem máscaras, sem luvas e manuseando os utensílios livremente sem qualquer proteção contra a disseminação do Covid 19. Minha esposa se dirigiu a um funcionário, de nome Maurício, e pediu gelo. Ele lhe falou que "o gelo era apenas para os drinks" e que não iria fornecer. Ocorre que na véspera ela havia pedido a outra funcionária e esta lhe forneceu. Ela me relatou o ocorrido, e eu falei para ela pedir para a funcionária que ficava marcando os hóspedes que já haviam tomado café. A funcionária foi até a cozinha, retornou, reocupou seu lugar e nada nos falou. Em seguida, esse funcionário de nome Maurício, passou ao nosso lado. Eu lhe pedi novamente o gelo. Ele mais uma vez falou que era apenas para drinks. Eu respondi que ela não estava pedindo nada demais, e ele visivelmente contrariado, falou que "o saco de gelo custava 20 reais" e que o suco estava gelado. E, ao invés de fornecer o copo de gelo, foi até a refresqueira que estava com o acionador quebrado, deu um jeitinho colocou refresco num copo e depositou sobre nossa mesa um refresco que não havíamos pedido. Percebi que ele não estava disposto a fornecer um simples copo de gelo, perguntei se os demais itens que estavam ali teriam chegado gratuitamente ao estabelecimento, e comecei a enumerar as inúmeras irregularidades que presenciei no local. Ele perguntou quando havíamos chegado ao hotel, e chegou a dizer que suspeitava que nós não fossemos hóspedes, pois "não se lembrava de nós". Ou seja: a forma da pousada saber quem são seus hóspedes depende do Maurício lembrar deles ou não.. Posteriormente minha esposa me falou que ele mesmo havia nos levado ao nosso quarto quando fizemos o check in. Quando reclamei das tomadas expostas, ele forma irônica me perguntou "se eu era fiscal de eletrônica", demonstrando seu completo despreparo em ocupar aquela função, e sua ignorância, pois tomadas são elétricas, não eletrônicas. E ainda ficava pedindo para eu abaixar o meu tom de voz, como se não quisesse que os demais hóspedes ficassem sabendo que não estávamos satisfeitos com o péssimo tratamento dispensado a nós, e consequentemente a eles também. Ele me falou que estava acostumado a viajar, desconheço o porquê dessa informação, e me disse que o ambiente era filmado. Não sei se era para me intimidar, mas na mesma hora saquei meu celular, e passei a gravar a minha insatisfação com ele e com a pousada.
Me sentindo muito destratado pelo representante da pousada, falei que iria fazer reclamações. Mais uma vez ele demonstrou sua arrogância e indiferença, perguntou "para quem eu iria reclamar?", e limitou-se a dizer que aquele (péssimo) estabelecimento era um dos melhores da cidade.. Se isso for verdade, tenho pena daquele belo balneário.
Percebendo que não teríamos como melhorar nossa experiência no local, nos dirigimos ao nosso quarto, fizemos as malas e a contragosto, deixamos a pousada antes das 10 horas, já que não havia mais clima para permanecer ali.
Demos mais uma volta pela cidade e fomos embora por volta das 11 horas, devido ao aborrecimento sofrido e à péssima experiência na pousada. Desejávamos ficar até mais tarde na cidade e almoçar por ali, mas desistimos porque ficamos abalados com o despreparo de uma pessoa totalmente intolerante que não possui o menor preparo para lidar com clientes.
Na véspera havíamos conhecido um casal em um restaurante, que nos perguntou em qual pousada estávamos hospedados. Ao saber que era na Pousada Maresia, torceram a cara e disseram que já haviam ficado lá. Que existiam outras bem melhores do que ela. As quais nos recomendaram.
Esperamos retornar outras vezes a Rio das Ostras. Mas Pousada Maresia, nunca mais!

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Consideração final do consumidor

01/10/2025 às 17:30

Rio das Ostras é uma cidade muito bonita e acolhedora. Tem muitas boas pousadas para se hospedar. Esta não é uma delas.

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Voltaria a fazer negócio

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Nota do atendimento

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