Hóspede enfrenta falta de água, descaso e mudança forçada de pousada em Vila, exigindo reparação por danos morais e materiais.

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Maringá - PR

15/10/2025 às 16:46

ID: 229436577

Venho por meio deste relato expressar meu profundo descontentamento e indignação com o atendimento recebido na Pousada Passarela da Vila, onde realizei uma reserva para o período de 10 a 14 de outubro de 2025, devidamente paga antecipadamente no valor de R$ 730,00.
No primeiro dia de estadia (10/10), já enfrentei o primeiro grande transtorno: o quarto onde estava hospedado não tinha água no chuveiro, na torneira nem na descarga. O problema foi comunicado imediatamente a um funcionário da pousada, que, após alguns minutos, conseguiu restabelecer o fornecimento de água. Acreditei que se tratava de uma falha pontual infelizmente, estava enganado.
No domingo, dia 12/10, ao retornar da praia, cansado, coberto de areia e precisando urgentemente de um banho, constatei que o mesmo problema havia retornado: nenhuma gota de água no quarto. Imediatamente comuniquei novamente o funcionário, que foi até o local, verificou a ausência de água e afirmou que seria necessário aguardar um prestador de serviço que chegaria em cerca de 20 minutos. No entanto, após quase duas horas de espera, ninguém apareceu.
O funcionário limitou-se a informar que o problema era exclusivo do quarto onde eu estava hospedado, que os demais estavam ocupados, e que não havia qualquer possibilidade de remanejamento. Como se não bastasse, demonstrou total despreparo e descaso, oferecendo o chuveiro da piscina como alternativa para banho - uma proposta humilhante e inaceitável para quem pagou por hospedagem em quarto privativo.
Ainda mais revoltante, o funcionário afirmou que nada poderia fazer e chegou a sugerir, com deboche, que eu poderia chamar a polícia se quisesse. Tal atitude não apenas demonstra falta de empatia, mas um total desprezo pelo hóspede, configurando um tratamento desrespeitoso, e desumano.
Diante da ausência total de água sem possibilidade de banho, sem descarga, sem qualquer condição mínima de higiene , não restou alternativa senão deixar o estabelecimento. Realizei o check-out às 19h do dia 12/10, mesmo tendo pago a hospedagem até o dia 14/10.
A situação foi ainda mais agravada quando, posteriormente, recebi uma notificação da plataforma Booking.com informando que a administração da pousada havia declarado que eu sequer realizei check-in no dia 10/10 uma [Editado pelo Reclame Aqui] alegação, facilmente refutável com provas de que realizei sim meu check-in. Tal atitude, além de desonesta, revela a má-fé e tentativa deliberada de omitir os fatos reais.
Ao deixar o local, sob uma chuva fina, exausto e frustrado, eu e meu acompanhante tivemos de sair às pressas em busca de outro local para dormir, em uma cidade desconhecida e já à noite. Sem tempo ou disposição para procurar alternativas, encontramos uma pousada próxima a Pousada Itaoca, localizada a cerca de 650 metros da anterior, onde havia uma placa indicando Temos vagas. Lá, para poder garantir apenas o básico água, um banho e um teto , tivemos que desembolsar R$ 440,00 adicionais, correspondentes a duas diárias, apenas para conseguir concluir os dias programados da viagem, considerando que o voo de retorno estava marcado para a noite do dia 14/10.
O que deveria ter sido um período de descanso, tranquilidade e lazer, transformou-se em uma experiência traumática e humilhante, marcada por negligência, desrespeito e total falta de comprometimento da administração da Pousada Passarela da Vila.
O mais revoltante é saber que não havia desabastecimento de água na cidade, e que o problema limitava-se exclusivamente ao quarto onde eu estava hospedado, revelando um defeito estrutural e uma falha grave de manutenção que jamais deveria ter sido ignorada.
Fico me perguntando: por quanto tempo mais eu teria que esperar para poder tomar um simples banho após a praia, ou sequer usar o vaso sanitário, caso eu não tivesse condições financeiras para pagar outro local? E se não houvesse vaga em outra pousada? O que teria acontecido comigo e com meu acompanhante?
Essa situação ultrapassa o limite do aceitável. Trata-se de um caso claro de violação aos direitos do consumidor, caracterizado por má prestação de serviço, propaganda enganosa, omissão de informações e dano moral evidente.
O episódio não apenas frustrou uma viagem planejada com antecedência, mas também causou profundo desgaste físico e emocional, impondo gastos imprevistos e desnecessários, além da falta de respeito à dignidade humana algo que nenhuma compensação financeira será capaz de apagar.

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