Minha experiência como a Franqueador da Pra Comer foi profundamente péssima !

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Rio de Janeiro - RJ

13/01/2025 às 14:57

ID: 207107997

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Vou contar um resumo da Minha PÈSSIMA experiência como Franquia da Pra Comer (e o inferno que ainda estou vivendo de forma resumida)

No início, a relação com o franqueador era cordial e amistosa. Quando negociei o aluguel no metrô do Rio, fiz questão de apresentá-lo aos responsáveis para que ele pudesse expandir e vender outras franquias no local. Em troca, estabelecemos algumas condições que considerei fundamentais: direito de preferência em três estações e isenção de taxa de renovação após cinco anos. Essas condições foram colocadas em um pré-contrato. Na época, eu acreditava que essa relação seria de parceria e confiança, mas ainda bem que coloquei isso formalizado e vocês vão entender.

Com o tempo, ficou evidente que ele queria voltar atrás em todos os termos que havíamos acordado. O maior dos absurdos foi a tentativa de substituir o pré-contrato ASSINADO por um contrato final recheado de cláusulas abusivas depois de 45 de funcionamento. Só para ilustrar o nível de descaso e desrespeito, havia uma cláusula que permitia a rescisão unilateral por parte do franqueador, sem qualquer justificativa. Veja o absurdo: você investe dinheiro, dedica tempo e esforço em algo, para depois poder ser tomado de você sem motivo algum? Isso é simplesmente inaceitável.

Agora estou preso a um pré-contrato assinado em pessoa física, enquanto ele insiste em querer trocar as regras do jogo com esse novo contrato abusivo. Obviamente, não vou assinar um contrato nesses termos, que tenta alterar tudo o que já foi previamente combinado e formalizado. Essa tentativa de modificar o que foi acordado só agravou o desgaste da relação e expôs ainda mais o despreparo e a falta de seriedade da Pra Comer como franqueadora.

Mas o problema só está começando ..

A promessa inicial da Pra Comer também era muito atraente em publicidade das redes sociais : um negócio chave na mão, bem estruturado, com suporte completo e pronto para operar. Porém, logo percebemos que essa promessa era inverídica. Largaram tudo nas nossas mãos. Tivemos que buscar locais para armazenar os equipamentos, contratar montadores e resolver questões que claramente deveriam ser responsabilidade deles. Chegaram até a sugerir que montássemos o Box nós mesmos, alegando que era algo "fácil". Nada disso foi simples, e apanhamos muito no início por acreditar neles e em sua proposta. Foi apenas com o tempo que percebemos que, na verdade, eles não sabiam o que estavam falando prefiro acreditar nisso do que considerar má-fé.

Fui informado de que seria a primeira franquia fora do Estado de Minas Gerais por sua COF, e por isso, esperava que houvesse um cuidado especial, o que é comum em casos pioneiros. No entanto, a realidade foi o oposto: fomos tratados com descaso, enfrentando problemas atrás de problemas. Para piorar, os custos superaram em muito o que foi divulgado: gastamos quase 40% a mais do que o valor que eles afirmam ser necessário para montar uma micro franquia, tornando o investimento muito mais alto do que o esperado.

A situação é ainda mais grave porque somos obrigados a comprar de fornecedores que o franqueador "homologou". Esses fornecedores são marcas comuns que qualquer pessoa encontra em depósitos e mercados, como Forno de Minas e Coca-Cola. Isso não faz sentido, já que esses produtos possuem diversos fornecedores no mercado que poderiam ser mais baratos. Essa "homologação" restringe nossas opções e nos coloca em desvantagem em relação à concorrência do mercado, pois compramos a preços altos e revendemos a margens muito baixas. Queria entender o porque ???

Para piorar ainda mais, hoje eles dificultam qualquer tentativa de repasse da franquia. Caso eu e meu sócio queiramos transferir o negócio para outra pessoa, temos que pagar o valor integral da franquia para a Pra Comer, caso o interessado passe na avaliação. O pior é que o valor atual da franquia aumentou consideravelmente, sendo quase 40% superior ao valor original, o que significa que não sobraria absolutamente nada para nós. Estamos presos a algo que não dá lucro, exige um esforço desproporcional e se tornou inviável financeiramente.
A seguir, enumero apenas alguns dos principais problemas que enfrentamos em menos de dois meses de operação, até a data de hoje:

1. Gota dágua: precificação absurda e um business plan falho
O maior erro, que inviabiliza completamente o negócio, foi a precificação. A Pra Comer trabalha com fornecedores que vendem a preços altos, o que resulta em um custo de mercadorias (CMV) que representa 50% do preço de venda. Esse número é simplesmente absurdo para uma operação que não é atacadista, mas sim de varejo, localizada em um espaço com custos operacionais semelhantes aos de um shopping.

É inviável que uma empresa nessas condições opere com apenas 50% de margem bruta, especialmente considerando os altos custos de aluguel, energia, taxas e mão de obra. Essa margem seria insuficiente mesmo se eu triplicasse as vendas. Para se ter ideia, no ticket médio atual, seria necessário atender mais de ******* clientes por dia para começar a cobrir os custos. Essa quantidade é inviável no local em que estamos, considerando o fluxo limitado de pessoas e a estrutura atual. Esse erro de precificação não é apenas um equívoco: é a prova de que o business plan da Pra Comer foi mal elaborado e ignora as realidades do mercado local. Foi a gota dágua em uma série de problemas que enfrentamos.

2. Promessa de autoatendimento que não se cumpre:
A publicidade da Pra Comer prometia um Box de autoatendimento, algo que nos atraiu pela ideia inovadora e prática. No entanto, a realidade foi completamente diferente. O Box que nos foi entregue não reflete o conceito de autoatendimento. Não há qualquer comunicação visual ou estrutura que transmita essa ideia ao cliente. Isso gera confusão e prejudica a percepção dos consumidores, que não enxergam o Box como um espaço moderno, mas como um simples quiosque comum. A diferença entre o prometido e o entregue é gritante e decepcionante.

3. Infraestrutura negligente e erros grosseiros no projeto:
Desde o início, enfrentamos problemas estruturais graves. Um exemplo claro foi o erro grosseiro no espaço destinado à geladeira, que simplesmente não encaixava. Tivemos que gastar com ajustes e adaptações que poderiam ter sido evitados com um planejamento básico. Além disso, a falta de tomadas e previsões elétricas adequadas nos obrigou a realizar ajustes improvisados, gerando custos adicionais e problemas com o metrô, que exige equipamentos dentro das normas de segurança. Tudo isso aconteceu sem qualquer suporte ou solução por parte da franqueadora.

4. Localização problemática e promessas não cumpridas:
Desde o início, questionei a escolha do ponto, localizado em um terminal de trem com baixo fluxo de pessoas. Apesar de ter recebido garantias de que o ponto era adequado e que, caso necessário, poderíamos mudar de local, essa mudança agora é proibida. O franqueador insiste que o ponto é bom, mesmo sendo evidente que ele compromete as vendas e prejudica a operação.

5. Falta de suporte e profissionalismo:
Embora não seja uma obrigação contratual, esperávamos algum suporte básico para iniciar as operações, como orientações de marketing ou cardápios padronizados. Isso nunca foi entregue, e fomos obrigados a improvisar. A falta de profissionalismo e comprometimento ficou evidente em todas as etapas. A impressão é que a Pra Comer não tem foco em garantir o sucesso dos franqueados, mas apenas em expandir a marca sem planejamento adequado.

Minha conclusão:
Isso é um resumo e caracteriza minha opinião pessoal que a Pra Comer não está preparada para atuar como franqueadora. Sentimos uma franqueadora em fase de VALIDAÇÂO diferente do seus restaurantes que tem outra segmentação e produtos. Prometeram um negócio de autoatendimento moderno e prático, mas entregaram algo que não se parece em nada com isso. O resultado foi um projeto cheio de falhas, mal planejado e financeiramente inviável. Essa experiência me trouxe prejuízos financeiros e emocionais, e me sinto profundamente enganado. Hoje, se pudesse voltar atrás, jamais teria investido nessa franquia e optaria por algo mais testado e consolidado.

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Resposta da empresa

27/01/2026 às 10:49

A franqueadora Pra Comer lamenta o relato feito, mas é importante esclarecer que a relação entre franqueadora e franqueado não é uma relação de consumo. Trata-se de uma parceria empresarial, regida por contrato específico, firmado com plena ciência das cláusulas e com base na Lei de Franquias (Lei n 13.966/2019), com direitos e deveres a serm observados por ambas as partes.

Todos os candidatos têm acesso à Circular de Oferta de Franquia antes da assinatura de qualquer contrato ou pagamento de qualquer valor. Conforme exigência da Lei de Franquias.

A unidade mencionada teve acesso completo ao modelo, aos fornecedores homologados, treinamentos e suporte contínuo.

Nenhuma franquia é igual à outra! Pois o resultado de um negócio, claramente depende das mãos que o conduzem. Assim como uma criança seria diferente se fosse criada por outros pais, ou um país seria diferente sob liderança diferente. Assim, um negócio também será diferente conforme a gestão de quem o administra. Pense nisso.

Seguimos comprometidos com a transparência, com os franqueados ativos e com os inúmeros candidatos sérios que nos procuram todos os dias para fazer parte de uma rede que cresce com responsabilidade e inovação. Fique à vontadde para nos procurar nos canais oficiais (site ou Instagram) para esclarecer essa ou qualquer outra dúvida sobre nosso modelo de negócio.

Réplica do consumidor

10/02/2026 às 15:42

Resposta do fornecedor protocolar, nada mais acrescentar do que já foi dito no ínicio.

Consideração final do consumidor

10/02/2026 às 15:43

Nada mais acrescentar. Relato resumido e completol.

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