Desistência da terapia para filhos autistas devido a dificuldades e falta de suporte multidisciplinar no Ambulatório Leonardo da Vinci.

Não respondida
São Paulo - SP
18/09/2025 às 07:38
ID: 227213461
Convênio ruim aos funcionários.
Venho, por meio deste comunicado, informar a desistência da terapia dos meus dois filhos, ambos autistas, que frequentam o Ambulatório Leonardo da Vinci desde janeiro.
Após nove meses de acompanhamento, constatamos diversas dificuldades na condução das terapias:
Ausência de trabalho multidisciplinar: cada profissional atua de forma isolada, sem integração, o que contraria a abordagem recomendada pelo ABA.
Falta de devolutivas adequadas: somente a psicopedagoga Vânia se disponibilizou voluntariamente a fornecer retorno. Os demais só o fizeram mediante solicitação do meu marido, e ainda assim de maneira fragmentada.
Atendimentos pouco eficazes: em julho, por exemplo, praticamente todo o mês foi ocupado com atividades em grupo (como assistir filmes e comer pipoca), sem foco terapêutico real, exigindo que eu ou meu marido nos ausentássemos do trabalho sem retorno clínico compatível.
Fonoaudiologia descontinuada: minhas filhas foram diversas vezes deixadas sem atendimento adequado, sem relatório ou devolutiva organizada.
Falta de suporte especializado: meu filho nunca teve acesso à fisioterapia necessária e não houve encaminhamento ou atendimento psicológico clínico compatível com a demanda deles.
Além disso, mesmo após conversar com a responsável Gisele, fui informada de que ela não responde pelos demais terapeutas, o que reforça a desorganização da equipe. Situações inadequadas também ocorreram, como episódios de intolerância presenciados durante atendimentos de fonoaudiologia com minha filha.
Diante desse cenário, concluímos que o serviço oferecido não atende às necessidades reais dos meus filhos, tratando-os como apenas mais um número para o convênio Leader. Por isso, optamos pela interrupção imediata do vínculo terapêutico.
Ressalto que já buscamos alternativas particulares, uma vez que a psicóloga conveniada não conseguiu manejar de forma adequada as demandas apresentadas.
Por fim, deixo registrado que a Leader e a Prefeitura de Atibaia precisam tomar providências quanto à qualidade do atendimento oferecido a crianças autistas, garantindo uma terapia condizente com suas necessidades.
obs: os colaboradores faltam ao serviço na prefeitura para essa levar os filhos autistas par terapia e não recebem a terapia adequada, o que será que a prefeitura pensa sobre isso?