Risco de acidentes durante roçada na Praia da Conceição devido à falta de segurança para banhistas e abordagem inadequada de funcionário.

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São José dos Pinhais - PR

03/03/2026 às 19:01

ID: 242231881

Hoje, por volta das 11h, eu e meu marido estávamos na Praia da Conceição, quando presenciamos uma situação extremamente preocupante durante a execução de um serviço de roçada realizado por funcionários do município.
Inicialmente, procuramos o fiscal responsável pela praia para relatar que pedras, pedaços de madeira e detritos estavam sendo arremessados na direção dos banhistas, representando risco evidente de acidentes, especialmente na região da cabeça e dos olhos, já que os trabalhadores estavam posicionados em um plano mais elevado que a faixa de areia. Mesmo após o alerta, não houve paralisação imediata do serviço.
Diante da ausência de providências, nos dirigimos diretamente aos funcionários para solicitar a interrupção temporária da atividade, em razão do perigo aos frequentadores. Observamos que havia uma tela de proteção instalada voltada para a rua, supostamente para proteger veículos, mas não havia qualquer barreira eficaz voltada à proteção dos banhistas, que estavam diretamente expostos.
Inclusive, fomos informados pelos próprios funcionários que não poderiam posicionar a tela de proteção para o lado dos banhistas, na área da restinga onde há a corda de delimitação. Diante disso, ficamos sem entender qual seria a solução adotada para garantir a segurança das pessoas que estavam na praia. Após nossa abordagem, foi solicitado que os banhistas se afastassem. No entanto, essa orientação só ocorreu depois que fomos até o local questionar, pois até então a roçada seguia normalmente, com detritos sendo lançados na direção das pessoas.
Ressalta-se que os próprios trabalhadores utilizavam equipamentos de proteção individual (luvas, óculos e capacetes), o que demonstra o reconhecimento do risco da atividade. Contudo, a mesma cautela não foi adotada em relação aos frequentadores da praia naquele momento.
É importante destacar que, caso não houvesse intervenção, poderia ter ocorrido um acidente grave, considerando o risco de impacto de pedras e outros materiais contra a cabeça, rosto ou corpo dos banhistas.
Em determinado momento, houve ainda abordagem alterada e pouco cordial por parte de um dos funcionários, o que gerou constrangimento, considerando que nossa manifestação foi respeitosa e teve como único objetivo preservar a segurança de todos.
O questionamento que fica é: se não era possível direcionar a proteção para o lado dos banhistas, por que o serviço não foi temporariamente interrompido até que houvesse condições seguras para sua execução?
Solicitamos que a Prefeitura de Bombinhas apure o ocorrido e reavalie os protocolos de segurança para a realização desse tipo de serviço em áreas públicas com circulação de pessoas. A manutenção urbana é necessária, mas a segurança da população deve ser prioridade absoluta.
Nosso relato não tem caráter de confronto, mas de responsabilidade cidadã e prevenção, para que situações como essa não resultem em acidentes no futuro.

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