Veterinária de unidade pública 24h nega atendimento a gato ferido após queda de laje

Reclamação resolvida

Resolvido

Reclamar dessa empresa

Guarulhos - SP

29/08/2026 às 22:46

ID: 257730813

Venho registrar minha indignação e solicitar uma apuração sobre o atendimento prestado no Cão Orelha Unidade Leste, no Tatuapé, São Paulo.

Gostaria de esclarecer inicialmente que o gato não é meu. O animal apareceu na minha residência e estava na minha laje, quando acabou sofrendo uma queda. Ao perceber que ele havia caído e que não conseguia se levantar, eu simplesmente o acolhi e procurei ajudá-lo, levando-o para atendimento veterinário.

Mesmo não sendo o tutor do animal, não consegui simplesmente deixá-lo sofrendo. Tomei a iniciativa de procurar atendimento porque entendi que ele poderia estar gravemente ferido e precisava ser avaliado por um veterinário.

O acidente aconteceu durante a noite. Como em Guarulhos não encontrei naquele momento uma alternativa pública e gratuita para atendimento veterinário de urgência, procurei o Cão Orelha Unidade Leste, no Tatuapé, justamente por ser um serviço público, gratuito e com atendimento 24 horas.

Ao chegar à unidade, fui atendido pela veterinária Priscila. Infelizmente, a experiência foi extremamente desagradável e revoltante.

A profissional se mostrou, na minha percepção, extremamente arrogante e sem qualquer sensibilidade diante da situação. O animal havia acabado de sofrer uma queda de uma laje e não conseguia se levantar, mas, em vez de demonstrar preocupação ou realizar uma avaliação adequada, fui tratado de forma que considero totalmente incompatível com o atendimento que se espera de um serviço veterinário público.

O que mais me indignou foi a forma como a veterinária se referiu ao animal, chamando o gato de isso.

Estou falando de um animal que estava ferido, que havia acabado de sofrer uma queda e que eu estava tentando salvar, mesmo sem sequer ser o responsável por ele.

Além da forma como fui tratado, não foi realizada uma avaliação veterinária adequada do animal.

Na ocasião, a veterinária Priscila informou que o gato não apresentava uma situação de urgência e, com base nisso, o atendimento não foi realizado, sendo também alegado que eu era morador de Guarulhos.

Porém, no dia seguinte, diante da preocupação com o estado do animal, levamos o gato para uma consulta veterinária particular em Guarulhos.

O que aconteceu posteriormente torna a situação ainda mais preocupante: o veterinário que realizou o atendimento em Guarulhos, profissional que inclusive também atua no serviço veterinário público do município de Guarulhos, avaliou o animal e constatou que ele estava com febre em decorrência do trauma sofrido.

O animal precisou receber Tramal (tramadol), entre outros medicamentos, justamente para controlar e aliviar as dores decorrentes do trauma e possibilitar sua recuperação.

Ou seja, enquanto na noite anterior a veterinária do serviço público em São Paulo informou que o animal não apresentava uma situação de urgência, no dia seguinte outro profissional, após examinar o gato, constatou sinais compatíveis com o trauma e a necessidade de tratamento medicamentoso para controle da dor.

Isso reforça ainda mais a minha indignação, pois uma queda de uma laje não pode ser simplesmente minimizada sem uma avaliação veterinária adequada. Lesões, traumas, dores, febre e até lesões internas podem não ser evidentes apenas pela observação externa do animal.

Foi justamente por esse motivo que procurei um veterinário: eu não tenho conhecimento técnico para determinar a gravidade de um trauma. Se eu soubesse avaliar um animal apenas olhando para ele, não teria procurado atendimento profissional.

O atendimento, porém, foi recusado e eu fiquei sem assistência justamente no momento em que mais precisava.

Não estou reclamando de uma consulta de rotina. Estou falando de um animal que havia acabado de cair de uma laje, não conseguia se levantar e apresentava dor, e que foi levado durante a noite a uma unidade pública com atendimento 24 horas.

Diante do ocorrido, solicito à Prefeitura de São Paulo:

1. A apuração da conduta da veterinária Priscila durante o atendimento;
2. Esclarecimento sobre a postura adotada pela profissional e sobre a utilização do termo isso para se referir ao animal;
3. Esclarecimento sobre qual foi o critério utilizado para afirmar que o animal não apresentava uma situação de urgência, considerando que ele havia sofrido uma queda de altura e não conseguia se levantar;
4. Informação sobre se é permitido recusar uma situação potencialmente emergencial sem realizar uma avaliação clínica adequada;
5. Esclarecimento sobre a regra de atendimento para pessoas de outros municípios, principalmente em situações de urgência;
6. Informação sobre qual serviço deve ser procurado por uma pessoa que encontra um animal ferido durante a noite e tenta socorrê-lo;
7. Apuração sobre se a equipe da unidade está devidamente preparada para lidar com situações de emergência e com pessoas que levam animais encontrados na rua ou em suas residências para buscar socorro.

Reforço que eu não era o dono do gato. Eu apenas o acolhi porque ele estava na minha laje, sofreu uma queda e ficou sem conseguir se levantar. Mesmo sem ter qualquer obrigação de assumir aquele animal, decidi tentar salvá-lo e procurei atendimento público.

O mínimo que eu esperava era acolhimento, orientação e uma avaliação profissional, e não uma postura arrogante, a utilização de um termo como isso para se referir ao animal e a afirmação de que não havia urgência sem uma avaliação adequada.

O fato de, no dia seguinte, outro veterinário ter constatado febre associada ao trauma e necessidade de medicação, inclusive tramadol para controle da dor, demonstra a seriedade da situação e merece, no mínimo, uma explicação por parte da unidade.

Espero que a Prefeitura de São Paulo trate esta reclamação com a seriedade que o caso merece, apure a conduta da profissional envolvida e esclareça quais são os procedimentos corretos para situações como essa.

Aguardo uma resposta formal e providências.

Compartilhe

Consideração final do consumidor

08/09/2026 às 23:49

0

O problema foi resolvido?

Reclamação resolvida

Resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

0