Atraso extremo, descaso, ameaças e não cumprimento de contrato

Reclamação em réplica

Em réplica

Reclamar dessa empresa

São Paulo - SP

06/07/2026 às 01:20

ID: 253151823

Contratei a empresa Priori Móveis Sob Medida em 30/11/2025 para um projeto de R$ 85 mil, e em 05/01/2026 fechei mais um cômodo por R$ 5 mil. Escolhi a empresa pelo prazo prometido de 30 dias, reforçado em anúncios e pelo vendedor Kleber. Antes de fechar, pesquisei no Reclame Aqui e havia apenas uma reclamação, o que me deu confiança.

Desde o início, a empresa demonstrou falta de compromisso. A medição atrasou, e Kleber dizia que estava tudo certo, mas nada acontecia. A coordenadora Gabrielle assumiu o projeto e garantiu que os atrasos seriam compensados com entrega antecipada. O técnico finalmente fez a medição, mas a empresa entrou em recesso.

Em janeiro, Gabrielle passou a alterar layouts sem seguir o caderno executivo que eu havia enviado. Depois de muita insistência, validei o projeto no dia 21/01/2026, rubricando página por página prova essencial, pois dali começaria a contar o prazo de 30 dias.

Meu pedreiro precisava organizar sua agenda para instalar LEDs e finalizar reparos, então pedi atualizações. Gabrielle prometeu entrega em 23/02, mas na véspera fui informada por Dominique, do pós-vendas, que haveria novo atraso para 27/03.

Fui pessoalmente à empresa. O gerente Felipe e o dono Fernando me receberam. Expliquei os prejuízos: estava pagando aluguel de R$ 2 mil para morar provisoriamente no apartamento do zelador, com minha mudança amontoada. Pedi entrega parcial e devolução do restante, mas Fernando disse que não podia, alegando que já tinham comprado o material embora não apresentasse provas. Também informou que Kleber e Gabrielle haviam sido desligados.

Fernando prometeu um adendo garantindo entrega em 27/03 com multa, mas nunca enviou o documento. Ao pesquisar novamente, encontrei 18 reclamações no Reclame Aqui, todas semelhantes, com contratos entre R$ 90 mil e R$ 120 mil, fechados na mesma época (Black Friday). Descobri também vários processos no TJSP, inclusive por [Editado pelo Reclame Aqui] e dívidas ativas.

Um dia antes de 27/03, Dominique avisou novo atraso de 30 dias, alegando problemas com fornecedor. Questionei por que a empresa dependia de um único fornecedor, já que empresas como Leo Madeiras atendem o Brasil inteiro. A resposta foi vaga, pedindo voto de confiança.

Diante disso, fiz um post alertando consumidores sobre a empresa, mencionando Reclame Aqui e processos judiciais. Em seguida, registrei B.O. por [Editado pelo Reclame Aqui] contra o CNPJ da Priori e seus responsáveis.

No dia 02/04, Fernando me ligou me ameaçando, dizendo que eu estava fazendo posts difamatórios e que poderia me processar. Respondi que tudo que publiquei era verdade e documentado. Ele ficou exaltado, e trocamos áudios todos salvos como prova. Vi que ele já havia ameaçado outra cliente, mostrando que isso é prática da empresa.

Depois disso, Dominique disse que entregaria o que estivesse pronto. Chegaram algumas peças, mas faltava muito material, inclusive MDF de acabamento. Recusei confirmar recebimento sem tudo estar entregue.

No dia 29/04, enquanto eu recebia a notícia de que meu pai estava nas últimas, o montador Robson apareceu sem aviso. Ele explicou que era prestador terceirizado contratado para ajudar a resolver pendências. Fez inventário das peças faltantes e iniciou o que era possível. Porém, sem tamponamentos e ferragens, não havia como avançar.

Em 18/05, pedi comprovação da compra do MDF. Fernando enviou apenas uma cotação feita em 28/04, revelando que o material só foi comprado cinco meses após o pagamento apesar de terem faturado mais de R$ 2 milhões em novembro. Ele alegou que achava que meu projeto estava concluído porque havia mandado um montador em 01/05.

A empresa e o montador começaram a se desentender. Robson, autônomo, buscou outros serviços. Em 01/06, o gerente Felipe me ligou dizendo que havia saído da Priori e ofereceu fazer meu projeto em outra empresa. Disse que a Priori era totalmente desorganizada e estava a caminho da falência.

Em 09/06, fiz contraproposta para receber metade do valor pago e contratar outra empresa. Fernando prometeu ir ao apartamento no dia seguinte com Robson, mas não apareceu. Disse que Robson seria substituído por um montador CLT. Porém, o supervisor Henrique também saiu da empresa em 13/06.

A comunicação interna era caótica. Dominique mandava apenas Oi para o montador, sem explicar o que precisava. Questionei Fernando sobre a falta de profissionalismo e o tratamento desrespeitoso, afirmando que estava sendo tratada como [Editado pelo Reclame Aqui] por ser mulher.

Em 02/07, o montador Wellington entrou em contato dizendo que havia sido contratado para finalizar o serviço com uma equipe de cinco pessoas. Porém, novamente faltavam peças, ferragens e itens essenciais como o canto articulado da cozinha. Mesmo assim, autorizei a entrada.

Ao visitar o apartamento, encontrei instalações mal feitas, peças furadas, nichos suspensos quando o projeto previa rodabase, armários com frestas e fundos soltos. O banheiro de serviço estava sujo, paredes arranhadas e o material sendo destruído.

Após meses de atrasos, mentiras, ameaças, funcionários saindo, peças faltantes e danos ao imóvel, fiz nova contraproposta pedindo devolução de 50% do valor para contratar outra empresa.

Meu relato no Reclame Aqui tem o objetivo de alertar consumidores: a Priori Móveis Sob Medida não cumpre prazos, não entrega o contratado, mente, ameaça clientes e demonstra total desorganização. Tentei ser compreensiva, mas ficou claro que a empresa age de forma [Editado pelo Reclame Aqui] e que só conseguirei resolver por meios legais.

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Resposta da empresa

07/07/2026 às 09:00

Prezada Sra. Silmara,

Lamentamos que sua experiência não tenha transcorrido da forma esperada e reconhecemos que houve atrasos na execução do projeto, situação que já foi objeto de diversos alinhamentos entre as partes.

Entretanto, seu relato público contém afirmações que não correspondem integralmente aos fatos e omite circunstâncias relevantes para a compreensão do caso.

Em relação à alegação de ameaças, esclarecemos que a empresa não reconhece essa narrativa. As conversas mantidas entre as partes tiveram como objetivo tratar da continuidade do contrato, das publicações realizadas e das possíveis soluções para o projeto. Além disso, durante todo o período anterior à presente reclamação, nunca houve qualquer registro ou comunicação da sua parte informando que teria se sentido ameaçada em qualquer atendimento realizado pela empresa.

Também é importante esclarecer que o contrato permanece em execução. Na semana passada e novamente nesta semana, equipes de montagem estiveram e estão em seu imóvel dando continuidade aos serviços.

Quanto aos apontamentos sobre a qualidade da montagem, diversos registros foram realizados enquanto os móveis ainda estavam em processo de instalação. Em marcenaria planejada, regulagens, alinhamentos, tamponamentos, instalação de ferragens e acabamentos são etapas finais do processo. Por esse motivo, avaliações feitas antes da conclusão da montagem podem transmitir uma percepção equivocada sobre o resultado definitivo.

Esclarecemos ainda que a equipe de montagem anteriormente designada relatou dificuldades para concluir os serviços em razão das constantes interrupções durante a execução, o que impossibilitou a finalização das etapas necessárias para os ajustes finais. Por esse motivo, foi disponibilizada uma nova equipe, que segue trabalhando normalmente no local para concluir o projeto.

A Priori permanece empenhada em finalizar o contrato, realizar todos os ajustes técnicos eventualmente necessários após a conclusão da montagem e entregar o projeto conforme as especificações contratadas.

Reiteramos nosso compromisso com a transparência, com o cumprimento de nossas obrigações e com a busca de uma solução definitiva para este caso.

Réplica do consumidor

13/07/2026 às 19:09

Meu relato não é baseado em percepções, mas em evidências todas devidamente registradas e protegidas. No dia 07/04, inclusive, relatei à Dominique a ameaça que recebi, e no dia 10/06, ao falar diretamente com o senhor Fernando para apresentar uma contraproposta, o mesmo pediu desculpas se em algum momento havia sido grosseiro. Esses fatos não podem ser ignorados.
Também é importante reforçar que o montador anterior esteve no apartamento em 30/04, mas não conseguiu evoluir porque o MDF de acabamento só foi comprado pela empresa em 28/04. Ou seja, a própria priori criou o atraso ao não disponibilizar o material necessário no prazo (orientem sr Fernando procurar no celular dia 18/05 as evidências).
Sobre a ferragem articulada e a lixeira, novamente preciso corrigir a informação: nunca houve acordo de que eu compraria essas peças. Elas fazem parte do projeto original e foram validadas pela projetista Gabrielle em 21/01 e, posteriormente, confirmadas pelo Leonardo da produção. A tentativa atual de transferir essa responsabilidade para mim não condiz com o que foi tratado ao longo do processo. Apesar dessa falta de comprometimento da empresa, fiz uma contraproposta dia 10/07 logo cedo, mas até o presente momento, não recebi retorno.
No momento, não recebi cronograma, não recebi prazo de conclusão e tampouco evidências de evolução real da montagem.
Pedi para meu filho que esta no prédio, fazer um vídeo depois de duas semanas que a empresa resolveu dar assistência, pasmem, apenas 3 peças incompletas foram erguidas.
Meu objetivo desde o início foi: receber o serviço contratado, dentro dos prazos e condições acordadas. Para isso, é essencial que a comunicação seja transparente e baseada nos fatos não em versões distorcidas que tentam justificar atrasos ou deslocar responsabilidades.