Violência Obstétrica

Respondida
São Caetano do Sul - SP
29/07/2026 às 15:48
ID: 255148355
Na visita à maternidade, fui informada de que o parto normal poderia ser realizado em qualquer posição, exceto na banheira. No entanto, no momento do período expulsivo, a médica plantonista, Dra. (Editado pelo Reclame AQUI), informou que minha bebê só poderia nascer na maca.
Essa conduta desrespeitou meu plano de parto e minha vontade de dar à luz na posição de cócoras. Durante toda a gestação, realizei diversas sessões de fisioterapia pélvica justamente para me preparar para um parto vaginal e reduzir o risco de lacerações graves. Naquele momento, eu estava confortável na posição de cócoras e desejava permanecer assim, mas a médica foi ríspida ao afirmar que o parto só poderia acontecer na maca.
Acabei realizando o parto na posição de quatro apoios, não por escolha minha, mas por orientação da médica. Inclusive, consta na minha ficha de alta que o parto ocorreu em quatro apoios por opção da paciente, o que não corresponde ao que aconteceu. Gostaria que esse registro fosse corrigido, pois a posição foi determinada pela médica plantonista.
Outro ponto que me causou grande desconforto foi a orientação para fazer força em um momento em que eu não estava sentindo contração. Eu mesma percebia que ainda não era o momento adequado, mas, diante da autoridade médica e preocupada com a segurança da minha filha, segui a orientação. Após o parto, sofri uma laceração de grau III.
Na realização da sutura, a médica perguntou se eu desejava anestesia. Respondi que sim. Em seguida, a enfermeira obstetra que eu havia contratado me explicou que a médica se referia à anestesia raquidiana, e não à anestesia local. Então informei que preferia apenas anestesia local. Em nenhum momento recebi explicações claras sobre o procedimento da sutura, e a postura da médica foi fria, impaciente e pouco acolhedora, transmitindo a impressão de que estava incomodada por estar realizando o atendimento.
Meu trabalho de parto havia transcorrido de forma rápida e tranquila, resultado de toda a preparação que tive durante a gestação. Infelizmente, minha experiência mudou completamente quando a médica plantonista assumiu o atendimento no período expulsivo.
Também houve outras situações que considero preocupantes durante a internação. Uma enfermeira do andar dos quartos utilizava um perfume muito forte e chegou a pegar minha bebê no colo. O cheiro permaneceu nas roupas da minha filha, apesar de todo o cuidado que tive em lavá-las com produtos hipoalergênicos e sem fragrância para minimizar o risco de alergias.
Além disso, houve um erro na administração de medicamentos. Se eu não tivesse prestado atenção ao horário informado pela equipe, teria recebido uma segunda dose de anti-inflamatório com apenas duas horas de intervalo. Ao questionar a enfermeira, ela verificou o equívoco, pediu desculpas e informou que havia interpretado um número 6 como um 0, administrando a medicação às 10h quando ela deveria ser administrada apenas às 16h.
Reconheço que o hospital possui boa estrutura e que a maior parte dos profissionais que me atenderam foi competente, atenciosa e respeitosa. No entanto, minha experiência durante o parto foi extremamente desagradável em razão da conduta da médica plantonista. Saio com a sensação de que meu plano de parto, minhas escolhas e minha autonomia não foram respeitados. Não recomendaria essa profissional.
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Resposta da empresa
05/08/2026 às 07:03
Prezada Sra. Mariana,
Agradecemos por compartilhar sua manifestação e pela oportunidade de esclarecer a situação.
Esperamos que os esclarecimentos prestados por nossa Coordenação Médica tenham sido satisfatórios.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos ou necessidades futuras.
Atenciosamente,
Pro Matre Paulista
Rua São Carlos do Pinhal, n *****
Bela Vista - São Paulo/SP