Manutenção de impressora 18 meses de uso - comportamento abusivo

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Belo Horizonte - MG

18/12/2014 às 15:30

ID: 11175886

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Enviei a uma autorizada (PROCEDATA, em Belo Horizonte, MG) uma impressora multifuncional PRO ******* N/S. A impressora foi comprada em abril de *******, e apresentou problemas poucos meses depois do fim da garantia.



O primeiro atendimento fez a troca de duas partes com borracha, do mecanismo de alimentação de papel. Custo: R$*******.



Uma semana depois, o mesmo problema de alimentação de papel voltou a ocorrer. A impressora voltou à assistência técnica autorizada. Diagnóstico: necessária a troca da placa lógica principal. Orçamento: R$*******.



Tenho 30 anos em informática, e sei que um defeito numa placa principal não surge do nada. A impressora foi enviada à PROCEDATA funcionando, mas com um problema de alimentação de papel. Voltou depois de troca de peças que seriam coerentes com o problema, mas uma semana depois uma placa lógica precisa ser trocada?? Não tem lógica.



Bem, fiquei chocado de ver que, somando os dois consertos, para o mesmo problema, o valor total ficou abaixo do valor de compra da impressora 18 meses atrás. Ficou R$ 4 (quatro reais) abaixo, pois a impressora custou R$*******.



A empresa de assistência técnica se recusou a rever o valor orçado. A conversa foi muito ruim, e fiquei até arrependido de tê-la antes de retirar a impressora de lá. Sei lá se alguém não vai, agora, trocar a placa da minha impressora por uma queimada.

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Resposta da empresa

19/12/2014 às 14:25

Prezado Sr. Clodoveu,



Por se tratar de um equipamento de propriedade de uma empresa e que esta empresa se apresentou a Procedata representada pelo Sr. Rosencler, esclarecemos que todas as informações sobre o processo de reparo foram devidamente tratadas com o mesmo. O fato é que realmente foi feito um diagnóstico de necessidade de troca de roletes que estavam desgastados e causando do defeito de puxar os papéis. Este diagnóstico teve um tempo de demora de aprovação de 04 meses por parte de sua empresa em que o equipamento ficou em nossa assistência técnica devidamente armazenado. Após a aprovação do orçamento, o processo de compra de peça, manutenção e liberação do equipamento ocorreu em menos de 4 dias úteis. Foram feitos vários contatos com sua empresa e após quase um mês do equipamento liberado e que não era retirado de nossa assistência decidimos devolver o equipamento reparado por via própria. Após a data entrega se passaram mais de 10 dias quando fomos informados que o equipamento apresentava defeito novamente. Visto isto, pedimos que o equipamento nos fosse novamente enviado. O envio ocorreu aproximadamente 1 mês depois. Foi feito novo diagnóstico onde foi constatado a necessidade da placa formater (lógica) do equipamento e reportado ao Sr. Rosencler.



O relato acima detalha melhor o os fatos ocorridos.



Sobre o fato da placa lógica ter apresentado defeito, ela é um equipamento eletrônico que pode apresentar defeito a qualquer tempo sem a necessidade de intervenção direta e portanto neste caso uma coincidência. Lembramos apenas que para trocar os roletes, o que foi feito no primeiro atendimento, não é requerida qualquer intervenção na área do equipamento que contém a placa lógica.



Sobre o fato de rever o valor orçado, o valor informado será mantido pois condiz com o custo das peças de reparo necessárias.



Finalizando informamos que a Procedata tem sólidas regras de conduta profissional e que avariar equipamentos de clientes é totalmente contra a politica de nossa empresa.

Réplica do consumidor

22/12/2014 às 10:25

Prezado Sr. Representante da Procedata,

O Sr. Rosencler, citado em sua resposta, é o responsável, no Departamento de Ciência da Computação da UFMG, por esse tipo de atividade, dentre outras, como compras e controle patrimonial. Sou professor da UFMG, no mesmo departamento. O equipamento em questão foi adquirido com recursos de um projeto de pesquisa, do qual sou coordenador. A documentação do equipamento e notas fiscais estão em nome da FUNDEP, fundação da UFMG que administra nossos recursos de pesquisa.

Sua resposta indica descontrole de sua empresa sobre os processos de trabalho, e mostra que quem redigiu a resposta não dispunha dos fatos corretos. A partir dos documentos referentes a este caso, que tenho em mãos, vou recuperar a seguir o cronograma do caso.

1. Aquisição da impressora, nota fiscal: 02/04/*******
2. Problema de tração de papel constatado no nosso laboratório em meados de 09/*******
3. Autorização de saída da UFMG emitida em: 24/09/*******
4. Entrega do equipamento à Procedata em: 29/09/*******
5. Orçamento da Procedata: 03/10/*******
6. Autorização para reparo em: 06/10/*******
7. Término do conserto (NFs de serviço e peças) em: 13/11/*******
8. Reocorrência do mesmo problema constatada em: 30/11/*******
9. Nova autorização de saída da UFMG em: 03/11/*******
10. Nova entrega à Procedata em: 05/12/*******
11. Novo orçamento da Procedata em: 10/12/*******

Observe que não decorreram 4 meses para aprovação do primeiro orçamento. Se isso tivesse ocorrido, o orçamento seria aprovado apenas em fevereiro de *******, sendo que estamos em dezembro de *******. A autorização para reparo foi dada no primeiro dia útil subsequente à data de emissão do orçamento. O mesmo defeito voltou a ocorrer menos de 3 semanas depois da emissão da NF do primeiro reparo. O retorno à Procedata não ocorreu um mês depois, pois obviamente não se passou um mês entre as NFs do primeiro reparo e a nova entrada na Procedata.

Tenho muita dificuldade, dentro dos 30 anos de experiência profissional que tenho em computação, em acreditar que uma impressora multifuncional para uso empresarial tenha apresentado "desgaste" em roletes com apenas um ano e meio de uso, mas tenho ainda mais dificuldade em crer que, com poucos dias de uso depois da troca desses componentes mecânicos, o mesmo defeito passe a ser diagnosticado como causado pela principal placa lógica do equipamento.

Mantenho a crítica de que se trata de valor e comportamento abusivo no reparo. A troca de um único componente de um equipamento complexo e cheio de partes mecânicas, eletrônicas, gabinete, etc. não pode custar 72% do valor do equipamento novo. Somando os dois orçamentos, o custo total desse reparo chegaria a 97% do valor do equipamento novo, o que é inaceitável, até diante dos sintomas apresentados. Nenhum órgão de financiamento à pesquisa, nem os órgãos fiscalizadores aos quais estamos submetidos, acreditaria nessa informação.

Informo ainda que estou em contato com a HP do Brasil para reportar o caso e demandar uma explicação para os custos e procedimentos apresentados pela empresa que presta assistência técnica autorizada.

Solicito ainda sua imediata retratação pelas inverdades incluídas em seu relato.

Réplica da empresa

23/12/2014 às 17:12

Realmente nos retratamos da informação prestada na nossa resposta inicial: onde está escrito 04 meses deveria estar escrito 04 dias e foi um erro de nossa parte.



Novamente informamos que os preços apresentados serão mantidos e que o diagnóstico do equipamento procede conforme na nossa resposta inicial.