Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Rio de Janeiro - RJ

24/03/2023 às 10:24

ID: 161634425

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Fui a emergência do hospital PROCOR ilha do governador.
O primeiro erro já se inicia na hora de entregar os meus documentos na recepção. A recepcionista estava reclamando do trabalho dela, abertamente com sua colega ao lado, em tom de voz alto o suficiente para que eu (ou qualquer pessoa que estivesse ao meu lado) pudesse ouvir. Todo mundo, vez ou outra, reclama de seu trabalho, mas não na frente de clientes, isso é muita falta de profissionalismo. Depois, preenchendo meus dados, ela me pergunta o que eu estava sentindo para que escrevesse no documento que iria para a sala de triagem. Eu disse que estava com dor de cabeça, dor na garganta, febre e falta de ar. Ela escreveu tudo, menos a falta de ar (Me pergunto o porquê, pois foi justamente esse sintoma que ajudou no meu diagnóstico, mas vou contar essa parte mais pra frente).
Meu atendimento pela equipe de emergência foi impecável. Doutora Carolina do turno da noite no dia 22/03/******* é uma profissional excelente, assim como o enfermeiro Bruno, que estava na sala de medicação.
A médica suspeitou de eu estar com sinusite ou pneumonia, então solicitou uma tomografia da face e pulmão e um hemograma. E ainda bem que ela fez isso! Meus pulmões e face estavam limpos, mas foi observada uma alteração no meu coração, no qual fui diagnosticada com derrame pericárdico. A doutora Carolina me explicou tudo com a maior calma e com palavras menos técnicas para que eu entendesse, e me deixou muito tranquila. Ela disse que iria solicitar minha internação apenas para que eu ficasse em observação e fosse monitorada durante a noite, pois eu precisaria fazer um eco cardiograma para ver a "gravidade" do derrame, mas o cardiologista só chegaria às 4 da manhã. Ela ressaltou que não achava prudente eu voltar pra casa, que eu estaria melhor no hospital na ala da CTI, pois era aberta e toda hora os enfermeiros passavam para checar os pacientes. Ledo engano!
Cheguei na CTI e logo me deixaram no meu leito (leito 4) junto de meu acompanhante. Uma enfermeira veio e pediu para que eu tirasse meus brincos e acessórios e disse que eu poderia sentar na cama. Eu esperei ainda um pouco, pois o lençol estava sujo, achei que iriam trocar, mas não, era aquilo ali mesmo. Logo a enfermeira me informou que eu não poderia ficar com um acompanhante, contradizendo o enfermeiro Bruno e a doutora Caroline. Nesse momento eu fiquei assustada e nervosa, pois nunca havia sido internada antes. Chorei de desespero. Meu acompanhante disse que ia resolver isso na recepção e que logo voltaria com alguns pertences meus que foram permitidos levar.
Me deram uma camisola RASGADA. Não tinha como prender a parte de trás. Fiquei com a bunda de fora, me sentindo extremamente desconfortável. Quando tinha que ir ao banheiro, tinha que segurar atrás, para que ficasse minimamente fechada.
Quando o enfermeiro foi ligar os eletrodos para que o monitoramento começasse, ele disse que não tinha problema nenhum eu ter um acompanhante. Quanta falta de informação! até aí "TUDO BEM" (pois piora).
Um médico entrou na minha baia e, sem se apresentar, me fez perguntas de rotina. Uma dessas perguntas foi: "tem algo que você queira me contar?". Não entendi a pergunta e nem o que ele quis insinuar, então respondi "acho que não". Ele fez mais algumas perguntas e finalizou novamente com a pergunta, dessa vez me olhando de cima a baixo: "você TEM CERTEZA que não tem nada que queira me contar?". Nesse momento eu me senti julgada. Eu entendo que é protocolo do hospital perguntar se os pacientes fazem uso de entorpecentes, e tudo bem ele perguntar se eu era usuária ou não. Agora, eu não fui ao hospital para ser julgada por ter tatuagens e um cabelo colorido, eu fui para ser tratada e orientada. Péssima conduta do médico, completamente antiético!
Depois de um tempo, fiquei com vontade de usar o banheiro. Meu acompanhante já estava comigo e chamou uma enfermeiro para poder me auxiliar. O enfermeiro desligou os eletrodos e perguntou se eu conseguia ir ao banheiro sozinha, disse que sim. O banheiro estava com o chão todo molhado. Não tinha papel higiênico. a torneira da pia torta/quebrada. Dá pra ver um papel no qual a galera da limpeza colocava o nome e a hora que o banheiro foi limpo, porém o papel era de NOVEMBRO. Um nojo! Voltei pro leito e o enfermeiro disse que já voltava para ligar os eletrodos de volta. Isso era por volta de umas 23h. Esperei, com um bipe agonizante do monitor ao meu lado, e nada de ninguém vir. Cansada do barulho, desliguei o monitor e, pasmem, NINGUÉM percebeu.
Os leitos contam com uma TV, e nessa TV tem um adesivo colado, escrito que o seu uso era restrito aos horários de 8 da amanhã até às 10 da noite, que só poderia ficar no canal 4 e que o volume poderia chegar ao máximo no 15. Eu passei a madrugada INTEIRA ouvindo a televisão ALTA do leito da frente.
Me foi aconselhado não trazer um travesseiro de casa, por causa do ambiente hospitalar, mas o próprio hospital não tinha travesseiro para oferecer!
Não conseguindo dormir pelo barulho e falta de conforto na cama, me sentei um pouco. Logo pude observar no chão um grampo de cabelo. Juntando com o lençol sujo, banheiro sujo, camisola resgada, dá pra ver que a higienização do local é precária! Como conseguiram deixar passar um grampo em uma passada de vassoura? Estava tão visível!
No meio da madrugada o médico voltou ao meu leito para explicar sobre o eco cardiograma que eu iria fazer de manhã. Aproveitei e falei pra ele que o pessoal não havia retornado para que os eletrodos fossem ligados novamente. Eis que o médico responde com essas exatas palavras, apontando para o monitor: "isso aí nem é tão importante no seu caso". -Agora eu pergunto, eu fui internada justamente para ser monitorada. Se o monitoramento não era importante, o que me impedia de passar a noite em casa, confortável, e voltar no dia seguinte para fazer o exame?
Ele saiu do leito afirmando que pediria para um enfeiro vir ligar tudo de novo. Para a surpresa de todos: não veio.
3 horas da manhã me entra um enfermeiro no leito avisando que ia injetar omeprazol no eu acesso, sem explicar o porquê. Ele viu tudo desligado (eletrodos e monitor - lembrando, que EU desliguei) e saiu.
De manhã, quando estavam passando o turno, me avisaram do exame. Meu acompanhante, de saco cheio (e com razão), reclamou da demora de todo o atendimento e apontou o monitoramento QUE NÃO FOI FEITO durante a noite. Me levaram para o exame por volta das 8h e, depois do médico verificar que o meu derrame foi moderado, eu poderia ser liberada e receberia alta muito em breve.
Retornei ao leito e ligaram novamente os eletrodos e o monitor. 1h depois disso (e sem notícias da minha alta), precisei ir ao banheiro de novo. Uma enfermeira veio, tirou os eletrodos para que eu pudesse ir e me informou que quando eu voltasse ela iria limpar o meu acesso. O banheiro estava mais sujo do que antes, pois alguns pacientes haviam tomado banho. O chão estava imundo e molhado. Quando voltei, nenhum enfermeiro voltou para ligar os eletrodos ou limpar o meu acesso. Novamente, incomodada com o barulho, desliguei o monitor. NINGUÉM se quer notou!
Por volta das 10h, já de saco cheio, eu visto minhas roupas, digo que quero ir embora e queria que alguém tirasse meu acesso. Fui convencida pela enfermeira chefe do turno da manhã a aguardar só mais 10 minutos, pois já estavam finalizando. Aguardei. Finalmente recebi alta e a enfermeira chefe pediu para que eu contasse o que havia acontecido. Contei essa história toda. Ela me fez um pedido de desculpas em nome de toda a equipe. Eu não quero um pedido de desculpas, isso não resolve em nada a negligência e falta de ética e profissionalismo da equipe. Eu exijo saber quais providências serão tomadas em relação a isso.
Como que me internam para ficar em observação se eu não tive um mínimo de observação? E ainda fui julgada pela minha aparência por profissionais da saúde. Isso sem contar o NOJO que era esse hospital! Como vocês deixam pessoas doentes num ambiente que não é limpo, esterilizado?
Deixo aí fotos do lençol sujo, do grampo no chão e do meu acesso que falaram que iam limpar.

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Consideração final do consumidor

26/02/2026 às 12:29

Dei nota 2 por pena. Salvo os funcionários que ainda tentam manter o lugar funcionando, que diga-se de passagem, são pouquíssimos. Não voltei lá desde então e nem pretendo voltar.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

2