Atleta com TEA tem pedido de acessibilidade negado e é exposta a riscos durante maratona organizada pela PROEESP

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São Paulo - SP
07/07/2026 às 09:22
ID: 253269459
Sou atleta com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e participei da Maratona Praia Grande, organizada pela PROEESP.
Antes da prova, encaminhei meu laudo médico à organização, informando a necessidade do uso de abafadores de ouvido e solicitando a possibilidade de participação com um acompanhante/guia, adaptação simples que garantiria minha segurança durante o percurso. Meu pedido foi negado, sem que qualquer alternativa fosse oferecida.
Infelizmente, durante a corrida aconteceu exatamente o que eu havia alertado que poderia acontecer.
As motocicletas de apoio da própria organização aproximavam-se repetidamente de mim e os motociclistas gritavam para que eu retirasse meus abafadores de ouvido, mesmo sendo esse um recurso de acessibilidade previsto em meu laudo médico.
Os abafadores existem justamente para reduzir a sobrecarga sensorial causada pelos gritos da largada, locução e demais ruídos intensos da prova. Em vez de respeitar essa necessidade, fui constantemente assustada pela aproximação das motos e pelos gritos, o que prejudicou minha concentração e, principalmente, colocou minha segurança em risco. Eu poderia ter me assustado, mudado bruscamente de direção, caído, colidido com outros atletas ou até sido atingida por uma das motocicletas. Tudo isso poderia ter sido evitado se a PROEESP tivesse fornecido a adaptação que solicitei antes do evento.
Também tive dificuldades para acessar a largada destinada aos atletas PcD, pois meu número de peito não possuía qualquer identificação da minha condição, algo comum em outras corridas e que facilita o acesso às áreas reservadas.
Após a prova, apresentei reclamação ao Sr. Márcio Grécia, que coletou meus dados e informou que faria contato posteriormente. Até hoje, nunca recebi qualquer retorno.
Além disso, quando tentei relatar publicamente o ocorrido e pedir providências nas redes sociais da PROEESP, meus comentários e apelos foram apagados, em vez de receberem uma resposta ou uma tentativa de solucionar o problema.
Minha reclamação não busca tratamento diferenciado, mas o respeito ao direito de atletas com deficiência de participarem de eventos esportivos com acessibilidade e segurança. A PROEESP foi previamente informada sobre minha condição, recebeu meu laudo médico e, ainda assim, não adotou as adaptações necessárias, expondo-me a uma situação de risco completamente evitável.
Espero que a PROEESP reconheça as falhas ocorridas, apresente um posicionamento formal, esclareça por que apagou minhas manifestações nas redes sociais e informe quais medidas adotará para garantir que atletas com deficiência tenham acessibilidade, segurança e inclusão nas próximas edições de seus eventos.