Falha na Captura de Processos e Implantação Frustrada do Projuris/Softplan. Insegurança jurídica considerável.

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São Paulo - SP

23/03/2026 às 18:21

ID: 244095733

Sou Diretor Jurídico da empresa Haganá. Contratamos o Projuris/Softplan com uma expectativa muito clara: ter mais segurança, previsibilidade e tranquilidade no monitoramento jurídico de nossas demandas, especialmente na captura de novos processos e na gestão estratégica do contencioso. Recebemos uma proposta comercial que contemplava, entre outros serviços, justamente a captura de novos processos em 1 e 2 instâncias, tribunais superiores, além de funcionalidades de apoio gerencial relevantes para nossa operação. Na prática, porém, a experiência foi extremamente frustrante. Após a implantação, identificamos falhas relevantes na captura de novos processos, o que levou inclusive à abertura de chamado, no qual foram relatados atrasos expressivos na captura de distribuições (capazes de nos fazer perder prazo para manifestação). Tivemos capturas atrasadas de até 27 dias, além da confissão de que dezenas de processos foram entregues fora do prazo esperado. O problema é ainda mais grave porque a justificativa apresentada pelo Projuris foi inconsistente. Em um momento, foi alegado problema no robô da própria tecnologia; em outro, falou-se em suposta instabilidade externa de tribunais, que sequer fazem parte da nossa atuação (estados que não temos atividade). Contudo, nossa percepção foi a de que não houve demonstração objetiva e convincente de uma causa externa suficiente para justificar a não conformidade do sistema, e as respostas recebidas soaram genéricas e voltadas mais a postergar a solução do que a resolver efetivamente o problema. Também ficou claro, ao longo da tratativa, que o sistema não entregou aquilo que foi vendido comercialmente como solução confiável para o acompanhamento jurídico. Além das falhas na captação automática de novos processos, houve inconsistências no módulo de distribuições, não entrega dos dashboards e BIs contratados e ausência de segurança operacional mínima para colocar a ferramenta em produção. O próprio go-live jamais se concretizou, porque a plataforma não transmitia confiança suficiente para uso efetivo no ambiente real da Haganá. Ou seja, uma implantação fracassada. Em outras palavras: investimos dinheiro, tempo da equipe, esforço de implantação e energia operacional para contratar uma ferramenta que prometia trazer paz ao monitoramento jurídico, mas que, no final, nos gerou insegurança, retrabalho, desgaste interno e perda de confiança. A plataforma nunca chegou a cumprir adequadamente sua finalidade principal dentro da nossa operação. Outro ponto muito negativo foi a condução do pós-venda e da resolução do problema. Houve cobrança de explicações, abertura de ticket, reuniões e notificação formal, inclusive com concessão de prazo para esclarecimentos e solução, mas nossa percepção foi de ausência de resposta efetiva e de falta de um plano corretivo concreto, com cronograma e solução definitiva. Para uma empresa que comercializa tecnologia jurídica como ferramenta de eficiência e redução de risco, essa postura é decepcionante, realmente inaceitável. Mesmo diante desse histórico, o ProJuris passou a sustentar cobrança de valores como se a solução tivesse sido entregue de forma regular e útil. Isso é o que mais nos inconforma. Não faz sentido exigir pagamento integral por um sistema cujo go-live não ocorreu, cuja implantação não se concluiu de forma funcional e cujo objeto essencial foi frustrado. A situação é ainda mais contraditória porque, em uma das tratativas, o próprio ProJuris reconheceu a suspensão de valores ligada ao módulo problemático, ao mesmo tempo em que insistia em manter a cobrança remanescente. A Haganá não contratou o Projuris para ter acesso a um software disponível em tese. Contratou para ter uma solução efetiva, confiável e apta a apoiar o controle do contencioso com segurança. Isso não foi entregue. O resultado concreto foi desperdício de investimento, frustração da expectativa comercial e necessidade de buscar outros caminhos para suprir uma demanda que deveria ter sido resolvida pelo ProJuris. Registramos esta reclamação para alertar outras empresas, especialmente departamentos jurídicos que dependem de confiabilidade operacional, e para demonstrar nossa insatisfação com a experiência vivida. Esperamos uma postura coerente com o histórico real do caso, com reconhecimento das falhas ocorridas e encerramento de qualquer tentativa de cobrança por uma solução que, para nós, não foi efetivamente entregue. Isto posto, adotaremos as medidas cabíveis para resguardar nossos direitos, inclusive na esfera judicial, com a apresentação de todo o acervo documental e técnico já constituído ao longo da suposta contratação, da implantação frustrada e das tratativas posteriores. A postura do ProJuris ao longo da contratação foi [Editado pelo Reclame Aqui], mas, infelizmente, foi superada pela postura após nossa sinalização (bem razoável inclusive) de composição extrajudicial deste conflito.

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Resposta da empresa

07/04/2026 às 18:04

Olá, Sr. Raimundo!

Lamentamos que a Haganá tenha decidido não dar continuidade ao projeto com o Projuris. Durante o período em que mantivemos a parceria, nossos times foram prestativos e atuaram em prol do êxito do projeto.

A funcionalidade questionada foi prontamente verificada e opera normalmente, tendo sido feitas as devidas explicações técnicas e jurídicas na época em que o assunto foi levantado pela Haganá, que acabou encerrando o contrato sem participar das últimas reuniões de implantação do Projuris oferecidas pela Starian, em que seriam abordadas as funcionalidades que o senhor mencionou, como os dashboards e BIs.

Conforme os detalhes já apresentados ao longo das tratativas, os serviços cobrados foram devidamente prestados, uma vez que o Projuris estava funcionando adequadamente, por isso a respectiva remuneração é devida à Starian.

Por fim, gostaríamos de reforçar que o Projuris é uma referência no mercado de softwares jurídicos, sendo o produto de confiança de mais de mil empresas, algumas delas as maiores do país nas suas áreas de atuação.

Obrigado!