Negligência e má qualidade no atendimento hospitalar: Atraso, falta de higiene e medicamento, ausência de materiais básicos e tratamento hostil

Não respondida
Canoas - RS
25/02/2026 às 13:47
ID: 241655267
Na madrugada do dia 24 de novembro, meu pai, *****, entrou na emergência do hospital Humaniza com sangramento ao urinar.
Foi realizado exame de sangue e de urina e após, liberado com receita de ciprofloxacino, pois, segundo o médico que lhe atendeu, tratava-se de uma infecção urinária.
No decorrer do dia 24 e 25 o sangramento continuou, porém na madrugada do dia 26 houve um sangramento grande e fora da momento de urinar.
Na manhã do dia 26 de novembro ele retorna ao hospital Humaniza e ali começa o processo de irrigação da bexiga.
Novos exames são feitos e agora não falam mais em infecção. Médica da emergência informa que precisam "limpar" totalmente a bexiga para depois ter um diagnóstico preciso do que pode estar acontecendo.
Meu pai é transferido para o quarto 705 por volta da meia noite.
A partir daí foram CINCO DIAS SEM BANHO, pois a água do chuveiro era gelada demais e por orientação da própria equipe de enfermagem ele não tomou banho.
Na sexta feira de manhã, o fisioterapeuta que foi atender meu pai, chamou o urologista para olhar a sonda, pois a mesma parecia obstruída, foi quando ficamos sabendo que havia uma prescrição de limpeza da sonda e que a mesma não estava sendo feita. O que interferiu muito na evolução do processo de irrigação, pois a sonda obstruía com bastante frequência. Cada vez que meu pai urinava, sangrava.
Preciso relatar que no sábado pela manhã, ele urinou ANTES DAS SETE HORAS DA MANHÃ e ficou aguardando a troca da fralda e higiene da sonda somente as DEZ DA MANHÃ, por insistência e cobrança da minha mãe que estava de acompanhante no momento.
Segundo relato da enfermagem, NÃO HAVIA SERINGA no posto de enfermagem. O que é INADMISSÍVEL !!!!!
Relato também que todas as vezes que alguém da enfermagem, da nutrição ou da limpeza ia até o quarto fazer qualquer tipo de atendimento, precisavam coletar a digital do meu pai e de todos os pacientes ali internados, seja de dia ou a noite, dificultando o sono dos pacientes.
Em um dos dias da internação, meu pai tentou tomar um banho e acabou sangrando via sonda. Mesmo solicitando ajuda da enfermagem, a mesma demorou e sem falar na limpeza do banheiro. que ficou inutilizável até que a higienização viesse.
No sábado, dia 29.11 - meu pai foi informado pela equipe médica, ainda na parte da manhã, que passaria por um procedimento após as 19hs, precisando fazer jejum a partir daquele momento.
Meu pai tinha comido pouco pela manhã, apenas um café preto e uma bolacha salgada. e ele só foi chamado ao bloco cirúrgico quase 00:00. Inclusive, foi necessário FAZER GLICOSE IV, devido ao tempo de jejum.
Após o procedimento, meu pai foi levado para a Sala de recuperação e de lá foi para o quarto, SEM TER RECEBIDO QUALQUER HIGIENE APÓS O PROCEDIMENTO. Chegou no quarto ensanguentado e ficou MAIS DE HORAS AGUARDANDO que alguém viesse fazer a sua higiene.
Na segunda feira, dia 01.12 meu pai recebeu alta com receita de antibiótico cefuroxima 500mg e também um retorno marcado para 11.12, quando seria retirada a sonda e bolsa coletora. Quando ele retornou no dia 11, o médico, sem examinar ele, SEM LEVANTAR da cadeira, disse que a retirada da bolsa não seria possível, pois meu pai não teria tomado o remédio para redução da próstata e por tanto precisaria ficar mais dias com a sonda. Porém, como relatado, meu pai recebeu alta apenas com prescrição de antibiótico e em nenhum momento durante a internação ou após, foi receitado uso de qualquer outro medicamento. Ao questionar o médico sobre a retirada da bolsa, o mesmo foi extremamente hostil com meu pai dizendo: se o senhor quiser tirar é por sua conta, sua responsabilidade.
Meu pai então fica com medo, sem saber o que fazer e pede para que então troquem a bolsa, pois a mesma havia furado um dia antes, nesse momento meu pai recebe a informação de que NÃO HAVIA BOLSA DISPONÍVEL NO HOSPITAL e que ele deveria comprar em alguma farmácia comercial. Meu pai se recusa a aceitar tal situação e depois de algum tempo aguardando, a bolsa foi trocada.
*Acrescento que quase 100% dos técnicos da emergência trabalham apenas com a parte de cima do uniforme. mantendo suas roupas próprias na parte de baixo.
E que tivemos que levar cobertor e travesseiro de casa, pois não havia disponibilidade no hospital.