Cobrança indevida e mau atendimento médico no Pronto Kids

Não respondida
Porto Alegre - RS
05/08/2026 às 21:20
ID: 255735085
Prezados,
Gostaria de registrar uma reclamação formal, em nome da minha irmã, acerca do atendimento prestado a ela e à minha sobrinha no Pronto Kids.
Esclareço que não estive presente no momento do atendimento. Contudo, estou formalizando esta reclamação com o pleno conhecimento e concordância da minha irmã, relatando os fatos exatamente como ocorreram.
O ocorrido deu-se na data de hoje, por volta das 15h.
Minha sobrinha foi levada à unidade em razão de um quadro de febre de aproximadamente 38C, necessitando de atendimento médico. Em um momento de preocupação e vulnerabilidade, esperávamos encontrar um atendimento humanizado, organizado e compatível com a qualidade que se espera da instituição, o que infelizmente não ocorreu.
Inicialmente, minha irmã realizou todo o procedimento de entrada, passou pela recepção, pela triagem e, posteriormente, pela consulta médica. Em nenhum momento antes do atendimento foi realizada a conferência da situação do plano de saúde ou informado que existia qualquer impedimento relacionado à sua utilização.
Somente após a consulta, quando já estava deixando a unidade, foi surpreendida com a informação de que o plano não estaria ativo em razão de uma suposta carência e que seria necessário efetuar o pagamento de aproximadamente R$ 500,00 pelo atendimento.
Entendemos que a verificação da elegibilidade do plano deveria ter sido realizada antes da triagem e da consulta médica. Caso houvesse qualquer pendência, essa informação deveria ter sido comunicada previamente, evitando que uma mãe, acompanhada de uma criança doente, fosse surpreendida somente após já ter recebido atendimento.
Além disso, minha irmã passou por uma situação extremamente constrangedora na recepção. Ela não possuía aquele valor para pagamento imediato e precisou lidar com essa cobrança diante de outras pessoas que estavam no local, expondo sua situação financeira e causando evidente constrangimento.
Para agravar ainda mais a situação, a recepcionista informou que, caso minha irmã não efetuasse o pagamento, o valor seria descontado dela. Independentemente de essa informação corresponder ou não aos procedimentos internos da instituição, esse tipo de abordagem é totalmente inadequado e apenas aumentou a pressão e o constrangimento vivenciados naquele momento.
Também gostaríamos de registrar nossa insatisfação com a conduta do médico Arlenio Pereira (RQE 9134/RS), responsável pelo atendimento. Segundo o relato da minha irmã, o profissional demonstrou uma postura grosseira, fria e pouco acolhedora durante toda a consulta, sem a empatia esperada ao atender uma criança com febre e uma mãe preocupada com a saúde da filha. Ressaltamos que essa postura ocorreu antes mesmo de surgir qualquer questionamento sobre a cobertura do plano de saúde.
Outro fato que nos chamou a atenção é que, embora o motivo da procura pelo pronto atendimento fosse justamente o quadro febril da criança, a temperatura sequer foi aferida durante a consulta. Além disso, nenhum medicamento foi prescrito ao final do atendimento, o que gerou insegurança e preocupação quanto à assistência prestada.
O que mais nos entristece é que minha irmã procurou atendimento confiando na instituição e saiu da unidade sentindo-se humilhada, constrangida e desrespeitada, justamente em um momento em que precisava de acolhimento para cuidar da saúde da filha.
Diante dos fatos, solicitamos que este ocorrido seja formalmente apurado, tanto em relação à conduta da recepção quanto à do médico responsável pelo atendimento, bem como que sejam prestados esclarecimentos sobre os procedimentos adotados e informadas as providências que serão tomadas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer com outros pacientes.
Aguardamos um retorno formal dentro de um prazo razoável.