Insatisfação com a condução do fim de vida de animal de estimação e falha na comunicação com tutores

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Natal - RN

06/06/2026 às 08:59

ID: 250655969

Venho registrar minha profunda insatisfação com a condução dos últimos momentos de vida da minha cadela Bernadete, bem como com a comunicação e as decisões tomadas pela equipe veterinária.

A situação clínica de Bernadete apresentou piora consistente desde sua internação na noite do dia 03/06. Apesar dos cuidados prestados, não houve melhora clínica ao longo dos dias seguintes.

Durante a consulta com o neurologista, realizada em 05/06, Bernadete já se encontrava extremamente debilitada, completamente prostrada e incapaz de permanecer em pé. Diante daquele quadro, minha percepção era de que o mais humano seria priorizar o alívio do sofrimento. No entanto, como o neurologista entendeu que ainda havia possibilidade de reversão, optamos por seguir com o tratamento proposto, buscando oferecer a ela toda oportunidade razoável de recuperação.

Na mesma ocasião, fomos informados de que poderíamos deixar registrado que, caso Bernadete apresentasse piora significativa, descompensação ou entrasse em processo de [Editado pelo Reclame Aqui], seríamos imediatamente contatados para que pudéssemos estar ao seu lado em seus últimos momentos.

Na manhã de 06/06, às 06h09, recebi uma mensagem informando que Bernadete estava em parada cardiorrespiratória. Dirigimo-nos imediatamente à clínica. Ao chegarmos, permanecemos aguardando por aproximadamente 30 minutos sem qualquer informação clara sobre seu estado.

Quando finalmente fomos atendidos, fomos informados de que Bernadete já havia falecido. Ao questionar o motivo da demora e por que não nos foi permitido acompanhá-la, a veterinária informou que estava realizando manobras de reanimação e que havia procedido com a intubação da paciente.

Essa informação causou profunda indignação, pois eu havia expressado de forma clara que não desejava medidas de reanimação em caso de agravamento terminal, mas sim conforto e alívio do sofrimento. Considerando o quadro neurológico grave, a ausência de resposta aos estímulos e a falta de prognóstico definido de recuperação, entendo que a realização de procedimentos invasivos sem autorização dos tutores foi inadequada.

Além disso, fomos privados da oportunidade de estar ao lado de Bernadete em seus últimos instantes, apesar de termos recebido a orientação e a garantia de que seríamos comunicados para isso. Essa falha de comunicação e de respeito às decisões previamente manifestadas pela família transformou um momento já extremamente doloroso em uma experiência ainda mais traumática.

Também considero inadequada a resposta recebida quando questionei a conduta adotada. Ao perguntar por que foram realizadas medidas de reanimação sem autorização, recebi como resposta: "O que era para eu fazer?". Entendo que decisões relacionadas a procedimentos invasivos, especialmente em pacientes terminais, devem respeitar a vontade previamente manifestada pelos tutores e ser conduzidas com sensibilidade, empatia e comunicação adequada.

Meu objetivo com esta manifestação não é desconsiderar os esforços da equipe em tentar ajudar Bernadete, mas registrar formalmente minha insatisfação com a condução dos acontecimentos, a falta de alinhamento entre as orientações recebidas e as ações efetivamente realizadas, e o fato de termos sido privados de nos despedir dela em seus últimos momentos.

Solicito esclarecimentos formais sobre:

1. Quais orientações constavam no prontuário a respeito de reanimação cardiopulmonar.
2. Quais procedimentos foram realizados após a parada cardiorrespiratória.
3. Em que horário ocorreu a parada e em que horário foi constatado o óbito.
4. Por qual motivo os tutores não foram autorizados a permanecer ao lado da paciente, conforme previamente combinado.
5. Quem autorizou a realização das manobras de reanimação e da intubação.

Acredito que tais esclarecimentos são necessários para compreender plenamente os acontecimentos e para que situações semelhantes não se repitam com outras famílias.

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