Negativa de matrícula com base em sondagem ilegal e alegação discriminatória

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Fortaleza - CE

20/01/2026 às 00:22

ID: 238195425

NEGATIVA DE MATRÍCULA, USO ILEGAL DE SONDAGEM E CONDUTA DISCRIMINATÓRIA

Sou mãe/responsável por um aluno que estudou no Colégio Provecto nos anos de 2023 e 2024, período em que nunca ficou de recuperação, sempre apresentou rendimento satisfatório e saiu da instituição por motivos pessoais e familiares, não pedagógicos.

No ano de 2025, meu filho estudou em outra instituição de ensino, foi devidamente aprovado, sem recuperação, comprovando novamente sua capacidade acadêmica.

Em 2026, retornamos ao Colégio Provecto com a intenção de rematricular o aluno, inclusive a pedido dele, que sentia falta dos colegas e do ambiente escolar. Foi aplicada uma sondagem, inicialmente informada como avaliação diagnóstica. Após o primeiro teste, fui informada de que a nota havia sido baixa, mas que seria aplicado um reteste. Meu filho retornou em outra data, estudou, se preparou e realizou novamente a avaliação.

Para minha surpresa, no dia do resultado fui informada por uma profissional da escola que:
o teste era eliminatório;
meu filho não atingiu o nível da escola;
não seria possível sua matrícula.

Durante essa conversa, a profissional chegou a questionar se meu filho tinha algum problema de saúde, sem explicar a que tipo de problema se referia, e ainda sugeriu que eu o matriculasse em uma escola intermediária, alegando que ele não estava bem intelectualmente.

Fiquei profundamente constrangida e indignada, pois:
meu filho já foi aluno da própria escola por dois anos, sem qualquer histórico de dificuldade;
foi aprovado na escola anterior, sem recuperação;
a sondagem nunca foi apresentada como processo seletivo, não houve edital, critérios claros ou aviso prévio de que seria eliminatória;
me foi negado o acesso às provas e ao resultado, sob a alegação de que a escola não permite que os pais vejam a sondagem.

Ressalto que sondagem pedagógica tem caráter diagnóstico, não eliminatório, e negar matrícula com base nisso, sem transparência, sem critérios e sem acesso dos pais às avaliações, é extremamente questionável.

Além disso, a insinuação de incapacidade intelectual e questionamentos sobre saúde, sem qualquer laudo ou fundamento, soaram discriminatórios, desrespeitosos e ofensivos, causando abalo emocional tanto a mim quanto ao meu filho.

Não estou questionando o direito da escola de avaliar, mas sim:
o uso indevido da avaliação para excluir;
a falta de transparência;
a recusa em apresentar as provas;
e a forma constrangedora e desproporcional como a situação foi conduzida.

Espero um posicionamento formal da instituição, com explicações claras, fundamentadas e respeitosas, bem como a revisão dessa conduta, que não condiz com os princípios educacionais que uma escola deve defender.

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