Vitamina com corante prejudicial à saúde

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Campinas - SP

23/05/2025 às 10:15

ID: 217810801

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Comprei a vitamina D3+K2 em cápsulas e, ao ler a composição, fiquei decepcionada: a empresa utiliza o corante dióxido de titânio.
Embora a ANVISA autorize seu uso, ele está proibido há anos na Europa, pois estudos apontam possíveis danos à saúde.
Para mim, a questão aqui é ética, e não apenas legal, pois nem tudo o que é permitido por lei é eticamente correto. É, no mínimo, contraditório uma empresa que "vende saúde" via suplementação escolha usar um corante cuja segurança para a saúde humana é, no mínimo, duvidosa.
Poderiam ter optado pelo princípio da precaução e escolhido outro ingrediente, já que não há consenso sobre a segurança do dióxido de titânio.
Enfim, para mim, trata-se de uma empresa que não demonstra preocupação com a saúde de seus consumidores.

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Resposta da empresa

04/06/2025 às 09:01

Prezada Flávia,
Agradecemos por compartilhar sua opinião e compreendemos sua preocupação em relação ao uso do dióxido de titânio na cápsula do suplemento vitamínico de D3 + K2.

Gostaríamos de esclarecer que o dióxido de titânio é um aditivo alimentar aprovado pela ANVISA no Brasil, bem como por órgãos regulatórios do Mercosul, sendo utilizado com segurança em diversos alimentos e suplementos. Sua principal função é conferir coloração branca a cápsula e, no caso específico dos suplementos, proteger os nutrientes contra a fotodegradação, contribuindo diretamente para a estabilidade e eficácia do produto durante seu prazo de validade.

É uma substância que apresenta elevada estabilidade, e o Comitê do JECFA (Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives) reforçou que a absorção do dióxido de titânio em organismos vivos é extremamente baixa, sendo inferior a 0,*******% em animais experimentais e igualmente baixa em humanos.

Com base nos estudos de genotoxicidade atualmente disponíveis, não há evidência conclusiva de que o dióxido de titânio apresente potencial genotóxico. Além disso, não foi considerado carcinogênico em estudos de longa duração, mesmo quando administrado em doses elevadas de até 7.******* mg/kg de peso corporal/dia em camundongos e 2.******* mg/kg de peso corporal/dia em ratos as maiores doses testadas nesses estudos.

Reconhecemos que houve discussões regulatórias em diferentes partes do mundo, como no Canadá, Austrália, EUA, Europa, bem como entre órgãos reconhecidos internacionalmente, como o JECFA, IARC e Codex Alimentarius, ocorrendo o banimento do uso desta substância como aditivo alimentar apenas na Europa em *******, com base em uma avaliação da EFSA.


Reforçamos nosso compromisso com a segurança, eficácia e qualidade dos nossos suplementos e informamos que seguimos acompanhando rigorosamente todas as atualizações científicas e regulatórias nacionais e internacionais, com o objetivo de assegurar os mais altos padrões de confiança e transparência aos nossos consumidores.


Para mais informações técnicas, recomendamos também a leitura da nota técnica da ANVISA sobre o tema, disponível em:
https://**************/NOTATCNICAN18_2024_SEI_GEARE_GGALI_DIRE2_https://*******