Reajuste abusivo e incoerência atuarial de 39,90% Amil e Qualicorp

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Rio de Janeiro - RJ

09/08/2026 às 20:56

ID: 256010201

Venho registrar minha profunda indignação contra o reajuste anual de 39,90% aplicado em julho de 2026 no meu plano de saúde coletivo por adesão (Amil / Administradora Qualicorp / Estipulante Abracem). Tenho 48 anos e o aumento refere-se exclusivamente à variação de custos e sinistralidade. Ao solicitar a memória de cálculo para a operadora, recebi uma resposta oficial que comprova uma flagrante incoerência financeira e atuarial. A Amil alega que a sinistralidade geral de um pool massivo de contratos atingiu 428,24%. Com base nisso, aplicou fórmulas que resultaram em um reajuste contratual original absurdo de 602,31%. Posteriormente, informa que em uma "negociação comercial" com a Qualicorp, reduziu esse índice para 39,90%. Essa conta carece de qualquer lógica atuarial e jurídica pelos seguintes motivos: 1- Falta de Transparência: A operadora utilizou dados globais bilionários de dezenas de contratos agrupados sem discriminar a real receita e despesa específica da minha carteira (Abracem). 2- Incoerência Atuarial: Se o plano necessitasse matematicamente de 602,31% de aumento para se equilibrar, nenhuma operadora privada aceitaria aplicar apenas 39,90%. A redução drástica comprova que os números iniciais são inflados, arbitrários e criados apenas para coagir o consumidor a aceitar um índice final que ainda é abusivo (quase 8 vezes maior que o teto de 5,11% da ANS para planos individuais). Diante do exposto e respaldado pelo Código de Defesa do Consumidor, exijo a revisão imediata do índice de reajuste aplicado para o patamar regular da ANS ou uma justificativa idônea e individualizada da sinistralidade da Abracem, sob pena de medidas judiciais cabíveis

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