Perda de R$ 336 mil em investimento imobiliário e falta de retorno da Queiroz Galvão

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São Paulo - SP

29/01/2026 às 19:33

ID: 239246549

Perdi R$ 336 mil e a empresa simplesmente diz que não há nada a devolver.

Venho aqui registrar minha profunda indignação e sensação de impotência diante da postura da Queiroz Galvão com relação ao valor de R$ 336.000,00 que investi em uma unidade imobiliária e que, na prática, simplesmente desapareceu.

Após inúmeras tentativas de diálogo e de recuperação de qualquer parte do valor pago, recebi do setor de recuperação de recebíveis de Recife a seguinte resposta final:

Sra. Camila, o valor já pago pela senhora foi utilizado para custear a obra, só poderíamos devolver algum valor em caso de arrematação da unidade em leilão, caso restasse saldo após dedução de todos os custos.
Como não houve arrematação, não existe nenhum saldo a devolver.
A unidade volta a pertencer ao condomínio.

Ou seja: depois de investir anos de economia, planejamento e confiança, a única devolutiva que recebo é que todo o meu dinheiro foi usado na obra e que, como a unidade não foi arrematada em leilão, eu simplesmente fico sem nada.

É desumano receber uma resposta tão fria diante de um prejuízo desse tamanho. Estamos falando de R$ 336 mil, não de um valor simbólico. É o dinheiro de uma vida de trabalho duro, que foi entregue com base em um contrato e na confiança em uma empresa de grande porte. Muitas vezes, pagos da mãozinha do meu próprio filho, que falava feliz que estávamos pagando a nossa casa própria. Muito triste, verdadeiramente.

O que mais revolta é a sensação de que o consumidor fica totalmente desamparado:
Não tenho o imóvel
Não tenho devolução
Não tenho proposta de acordo
Não tenho nenhuma alternativa apresentada pela empresa

A mensagem que fica é: o risco é todo do cliente, o prejuízo é todo do cliente, e a empresa não assume nenhuma responsabilidade prática pela perda total do valor pago.

Já havia feito reclamação aqui, sem resolução, pois se calçam no contrato que só favorece a empresa. Todos passa is [Editado pelo Reclame Aqui] problemas, atrasei algumas parcelas e, logo que me vi sem condições de honrar a dívida, fui ate o Escritorio em Recife para avisar o fato. No dia nads foi oficializado e, deixaram rolar a dívida ( parcelas a vencer ) até que todo o saldo que havia pago anteriormente ficasse comprometido.

Assim eu perdi TUDO.

Me sinto profundamente [Editado pelo Reclame Aqui], frustrada e desrespeitada. Não é apenas uma questão financeira é emocional, é psicológica, é a sensação de que anos de esforço foram ignorados com três parágrafos padronizados.

Deixo aqui registrada minha insatisfação pública e aguardo uma posição mais humana, justa e responsável, com proposta concreta de solução. Nenhum consumidor deveria passar por isso e ouvir, no final, que simplesmente não há saldo a devolver.

Não acredito mais que meu caso será resolvido, mas faço questão de deixar este ALERTA PÚBLICO : que ninguém mais caia nessa armadilha e passe pelo mesmo prejuízo e descaso que eu enfrentei.

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Resposta da empresa

30/01/2026 às 09:09

Olá, Camila.

Agradecemos novamente o seu contato e a oportunidade de reiterar os esclarecimentos sobre os pontos levantados.

Desde o início, sua solicitação foi formalmente registrada, e nossa equipe manteve atendimento disponível por todos os canais oficiais da empresa, incluindo atendimentos presenciais realizados em nosso escritório, dos quais você participou em outras oportunidades. Sempre buscamos prestar os esclarecimentos necessários, sem qualquer intenção de omissão, permanecendo à disposição para orientar ao longo de todo o processo.

É importante reforçar que o empreendimento segue o modelo de condomínio a preço de custo, que possui regras distintas da compra e venda tradicional. Nessa modalidade, não há previsão de rescisão unilateral, uma vez que as despesas da obra são rateadas entre todos os participantes. Por esse motivo, a saída de um cotista ocorre exclusivamente por meio do repasse da unidade, procedimento que deve ser conduzido diretamente pela proprietária, em conformidade com as exigências legais e com as normas de proteção de dados, por envolver atos personalíssimos e informações sensíveis.

O repasse esteve disponível durante todo o período, e nossa equipe permaneceu à disposição para orientar quanto às etapas necessárias. Como não houve a formalização desse procedimento, o empreendimento precisou adotar as medidas previstas no contrato e nas normas internas do condomínio.

O encaminhamento da unidade ao leilão não configura uma decisão discricionária. Trata-se de um procedimento contratual e legal, alinhado ao rito previsto no Código de Processo Civil, aplicado em situações que demandam a preservação do interesse coletivo dos demais condôminos, os quais dependem do rateio para a continuidade regular da obra. Esse mecanismo existe justamente para evitar prejuízos à coletividade.

Seguimos à disposição para prestar esclarecimentos adicionais sobre custos, etapas e condições, sempre com transparência e abertura ao diálogo, dentro das normas que regem o empreendimento.

Nosso objetivo permanece o mesmo: assegurar que todas as informações estejam claras e que o suporte seja oferecido de forma adequada e responsável.

Atenciosamente,
Equipe Casa Orange

WhatsApp: (81) 99647-9965
E-mail: [email protected]

Réplica do consumidor

30/01/2026 às 10:14

A resposta da empresa é extensa, mas continua sem enfrentar o ponto principal que eu levantei e isso é muito grave.

O problema aqui NÃO é desconhecimento de contrato, nem de modalidade de condomínio a preço de custo.
O problema é que, quando eu comuniquei formalmente que não teria mais condições financeiras de continuar pagando, a empresa não tomou nenhuma medida para interromper a sangria financeira que estava consumindo todo o meu saldo.

Eu avisei. Eu pedi ajuda. Eu demonstrei impossibilidade de continuar.
E, ainda assim, as cobranças continuaram normalmente até que todo o valor que eu ainda tinha fosse completamente esgotado pelas parcelas.

Isso não é cumprimento de regra.
Isso é omissão diante de um pedido claro de socorro financeiro.

Em nenhum momento recebi uma orientação prática e efetiva para proteger o pouco recurso que ainda restava. Não houve proposta de suspensão temporária, não houve alternativa emergencial, não houve mediação ativa para evitar que a dívida consumisse integralmente meu investimento. O que houve foi a manutenção automática das cobranças, como se eu nunca tivesse comunicado minha situação.

A empresa afirma que o repasse esteve disponível.
Mas é completamente desproporcional exigir que alguém em colapso financeiro consiga conduzir um processo de repasse imobiliário, com toda a burocracia e exigências envolvidas, sem a menor experiência no ramo, enquanto as parcelas continuam correndo e drenando o saldo restante.

O que faltou aqui foi postura humana e responsabilidade diante de uma cliente que declarou incapacidade de continuar pagando.

Não estou discutindo cláusulas frias.
Estou falando de um fato objetivo:

Eu avisei que não conseguiria mais pagar
Mesmo assim, as cobranças não foram interrompidas
Meu saldo foi totalmente consumido

Isso é o cerne da questão. E isso segue sem resposta.

Hoje, infelizmente, já tenho a dolorosa certeza de que perdi os R$ 336 mil que investi. E é justamente por isso que estou tornando essa situação pública: para que outras pessoas não caiam na mesma cilada, não passem pelo mesmo desgaste emocional e não vejam seu investimento ser totalmente consumido depois de já terem declarado que não tinham mais condições de pagar.

Quando alguém comunica incapacidade financeira, a postura esperada de uma empresa responsável não é simplesmente continuar cobrando até zerar tudo é agir para minimizar o dano.
O fato de o apartamento ter ido a leilão em 31/12/2025, último dia do ano, só reforça a minha percepção de que, enquanto eu pedia ajuda por não conseguir mais pagar, meu prejuízo de R$ 336 mil já estava sendo tratado como definitivo.
Não foi falta de aviso, não foi silêncio, não foi abandono eu pedi ajuda. E a resposta foi verem meus R$ 336 mil desaparecerem parcela por parcela.

Réplica da empresa

30/01/2026 às 10:58

Camila,

Compreendemos a sua insatisfação e reforçamos que, desde o momento em que você comunicou a dificuldade financeira, foi esclarecido que, no modelo contratual do empreendimento, a única alternativa possível para interromper as obrigações financeiras seria a formalização do repasse da unidade.

Não há, nesse formato, previsão contratual ou legal para suspensão unilateral de cobranças, congelamento de saldo ou adoção de medidas emergenciais fora desse procedimento. O repasse esteve disponível como alternativa prática e foi devidamente informado, porém não chegou a ser formalizado em nenhum momento, razão pela qual as obrigações contratuais permaneceram vigentes.

Dessa forma, as cobranças seguiram conforme previsto em contrato, não por omissão, mas por inexistência de outra possibilidade contratual aplicável sem a formalização do repasse.

Permanecemos à disposição para esclarecer, dentro desses limites, quaisquer dúvidas adicionais.